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terça-feira, 2 de setembro de 2014

CARREGA PORTO: PERSISTÊNCIA PARA QUEBRAR O RECORDE

FC PORTO-Moreirense, 3-0

Primeira Liga, 3ª jornada
Domingo, 31 Agosto 2014 - 18:00
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: 35.509

Árbitro: Bruno Esteves (Setúbal).
Assistentes: Rui Teixeira e Mário Dionísio.
4º Árbitro: Iancu Vasilica.

FC PORTO: Fabiano, Danilo, Maicon, Martins Indi, José Ángel, Casemiro, Brahimi, Óliver Torres, Ricardo Quaresma, Jackson Martínez, Adrián López.
Suplentes: Andrés Fernández, Ivan Marcano, Quintero (84' Óliver Torres), Evandro, Herrera (75' Ricardo Quaresma), Ricardo, Rúben Neves (66' Casemiro).
Treinador: Julen Lopetegui.

MOREIRENSE: Marafona, Paulinho, Danielson, Marcelo, André Marques, Filipe Melo, André Simões, João Pedro, Arsénio, Alex, Edivaldo.
Suplentes: Gideão, Anilton, Diogo Cunha, Jorge Monteiro (76' Arsénio), Cardozo (67' Alex), Vítor Gomes (6' Edivaldo), Gerso.
Treinador: Miguel Leal.

Ao intervalo: 0-0.
Marcadores: Óliver Torres (70'), Jackson Martínez (82'), Jackson Martínez (87').
Disciplina: Danielson (6'), André Marques (53'), Marcelo (85').

Depois de uma primeira parte desinspirada, em que faltou velocidade e qualidade na circulação de bola, uma segunda parte a nível francamente superior catapultou o FC Porto para uma vitória contra um aguerrido conjunto do Moreirense, por 3-0, neste domingo. Mantendo a baliza de Fabiano inviolada, o conjunto liderado por Lopetegui bateu mesmo um recorde: os Dragões não sofreram golos nos cinco primeiros jogos da temporada, algo inédito na história do clube, ultrapassando o arranque de Villas-Boas, em 2010/11.

O desafio iniciou-se numa toada lenta, sem que os Dragões conseguissem imprimir uma grande velocidade à circulação de bola. O FC Porto não conseguia encontrar espaços na bem montada muralha da equipa de Moreira de Cónegos e, para além disso, falhava muitos passes em zonas adiantadas do terreno. Entre os 20 e os 30 minutos, os Dragões criaram quatro boas oportunidades para inaugurar o marcador, no que foi o melhor período dos orientados por Lopetegui na primeira parte: Danilo (por duas vezes), José Ángel (após jogada estudada num canto) e Brahimi (que não recebeu um passe de Jackson nas melhores condições) não conseguiram dar o melhor seguimento aos lances.

Foi, no entanto, “sol de pouca dura”: o Moreirense conseguiu voltar a equilibrar a partida, remetendo os Dragões às trocas de bola à saída do seu meio-campo e impedindo que conseguissem chegar com perigo à baliza guardada por Marafona. A primeira metade terminou com um remate de Danilo, por cima.

Ciente de que este resultado não interessava, o FC Porto entrou na segunda metade com vontade de mandar mais no jogo e de colocar mais pressão na defensiva do Moreirense. Aos 52 minutos, Adrián deu “voz” a essa intenção, com um remate por cima da baliza, seguido por uma bola na barra de Jackson Martínez a um canto de Quaresma e de um remate de Danilo no seguimento de um canto (67m). Sentindo que o meio-campo não estava a render o expectável, Lopetegui trocou Casemiro por Rúben Neves e foi ele quem começou a jogada do 1-0: passe longo para Quaresma, que descobriu Brahimi no meio da área e o argelino cruzou para conclusão fácil de Óliver Torres ao segundo poste (70m).

Faltava ainda aparecer Jackson Martínez na partida e o colombiano deixou a sua magia para os últimos 10 minutos do jogo. Aos 82m, aproveitando uma saída em falso do guarda-redes Marafona (lance em que Óliver Torres acaba por sair lesionado), deu o melhor seguimento a um cruzamento de José Ángel , com um cabeceamento que selou o seu 64.º golo ao serviço do FC Porto, no jogo 50 que realizou no Estádio do Dragão. Quintero, aos 86m, ainda falhou um penálti, a castigar falta na área sobre o mesmo Jackson Martínez – mas a noite não ia terminar sem mais um golo: Jackson Martínez aproveitou um passe de Adrián López, aos 87m, para rematar à entrada da área, sem hipóteses para Marafona, sentenciando o 3-0 final.
Com João Moutinho, antigo jogador dos Dragões, a assistir no camarote presidencial, o FC Porto atinge assim uma série de cinco encontros sempre a vencer e sem sofrer golos, ultrapassando o recorde da equipa liderada por André Villas-Boas de 2010/11 e demonstrando que os adeptos portistas podem sonhar com esta equipa.​

DECLARAÇÕES
Lopetegui: “Moreirense obrigou-nos a trabalhar muito”
No final da partida que terminou com a vitória do FC Porto sobre o Moreirense (3-0), Julen Lopetegui definiu a vitória dos azuis e brancos como clara, acrescentando que foi “um jogo muito difícil”, contra uma equipa que “obrigou” o FC Porto a “trabalhar muito”.

O técnico espanhol disse não estar surpreendido com as dificuldades encontradas na primeira metade do jogo, demonstrando várias razões para o sucedido: “Durante os 90 minutos de cada jogo temos de trabalhar, amadurecer, criar e encontrar espaços. Foi um jogo complicado, porque isto é futebol profissional, porque ninguém dá nada a ninguém e tudo o que se passou na segunda parte também foi possível pelo que fizemos na primeira parte”. Lopetegui definiu ainda o jogo com o Moreirense como “muito difícil”: “Não há jogos fáceis no futebol. Tivemos pela frente uma equipa que nos obrigou a trabalhar muito e que defendeu bem. Creio que a vitória foi justa e que merecemos vencer por 3-0”.

Afirmando que a entrada de Rúben Neves adveio de uma necessidade de refrescar o meio-campo, por Casemiro ter feito “quatro jogos em 10 dias” e à vontade de ter um jogador que imprimisse “mais ritmo”, Lopetegui falou de um plantel dos Dragões com várias soluções: “Procuramos soluções diferentes para jogos diferentes. Temos um plantel em que podemos usar vários jogadores, para jogos diferentes, mantendo sempre a mesma matriz. Penso que somos uma equipa muito fácil de definir. Tentamos, sempre, melhorar a nossa resposta ofensiva e defensivamente consoante as situações”.

Lopetegui recusou dar importância à estrutura de capitães do FC Porto - “não estou habituado a muitos capitães: o capitão é o Jackson e ponto final” – e falou da “nota negativa e triste do dia”: a lesão de Óliver Torres, na jogada que deu o 2-0 ao FC Porto. “Esperemos que não esteja demasiado tempo parado. É uma baixa importante que esperamos recuperar o mais rapidamente possível. Tentaremos encontrar soluções numa posição em que estamos um pouco “justos”.”

Jackson Martínez: “Estamos todos de parabéns”
Quatro golos em três jogos. Jackson Martínez continua com a pontaria afinada no campeonato e bisou no triunfo sobre o Moreirense (3-0), o terceiro consecutivo dos Dragões na prova. Eleito o MVP pelos adeptos, o capitão portista divide o prémio pelos companheiros e destaca o mais importante: a conquista dos três pontos.

“Estou feliz pelos golos, mas ainda mais pela vitória. Tivemos uma grande atitude e conquistámos três pontos muito difíceis. O Moreirense é uma equipa muito boa e vai fazer um excelente campeonato. Os prémios individuais são resultado do trabalho colectivo e dedico aos meus companheiros a eleição de MVP neste jogo. Foi uma vitória de todos e estamos todos de parabéns”, afirmou o camisola nove, momentos depois de receber o prémio de jogador mais valioso do desafio com a formação de Moreira de Cónegos.

Adrián López: “O mais importante foi a vitória”
Em estreia absoluta no Estádio do Dragão em termos oficiais, Adrián López assistiu Jackson Martínez para o último golo da tarde. O avançado espanhol salientou a importância e desvalorizou o facto de ainda não ter marcado de azul e branco.

“Queríamos conquistar os três pontos, que eram importantíssimos. Foi um jogo complicado e sentimos muitas dificuldades na primeira parte, mas na segunda melhorámos e conseguimos finalmente fazer golos. Estou feliz por termos conseguido mais uma vitória na minha estreia oficial no Estádio do Dragão. Não fiquei chateado por não marcar, pois o mais importante foi a vitória”, declarou Ádrián López.

José Ángel: “Vitória dedicada aos adeptos”
José Ángel, que cumpriu os primeiros 90 minutos oficiais de Dragão ao peito, sublinhou o ambiente do recinto portista e ofereceu a vitória aos adeptos, incansáveis a empurrar a equipa para a conquista dos três pontos.

“Estou satisfeito pela vitória e creio que fiz uma exibição positiva. Mudámos para melhor na segunda parte e com isso vieram os golos. Foi fantástico jogar no Estádio do Dragão e o mais importante é que conseguimos vencer e dar essa alegria aos nossos adeptos, que nos apoiaram sempre”.
fonte: fcporto.pt

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