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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

CARREGA PORTO: MAGIA DE QUINTERO GARANTIU UM BONFIM

Vitória de Setúbal-FC Porto, 1-3
Liga – 1.ª jornada
18 de Agosto de 2013
Estádio do Bonfim, em Setúbal

Árbitro: João Capela (Lisboa)
Assistentes: José Lima e Bruno Trindade

VITÓRIA DE SETÚBAL: Kieszek; Pedro Queirós, Rúben Vezo, Cohene e Nélson Pedroso; Dani, Paulo Tavares e Tiago Terroso; Bruno Sabino, Ramón Cardozo e Rafael Martins
Substituições: Adilson por Bruno Sabino (52m); Jorginho por Rafael Martins (68m); Miguel Pedro por Paulo Tavares (78m)
Não utilizados: Pedro Tiba, Ney Santos, François e Bruninho
Treinador: José Mota

FC PORTO: Helton (cap.); Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, Defour e Lucho (cap.); Josué, Jackson Martínez e Licá
Substituições: Quintero por Defour (60m); Herrera por Lucho (82m); Ricardo por Licá (90m+5)
Não utilizados: Fabiano, Abdoulaye, Carlos Eduardo e Ghilas
Treinador: Paulo Fonseca

Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Rafael Martins (13m), Josué (49m, pen.), Quintero (61m), Jackson Martínez (88m)
Disciplina: Cartão amarelo a Bruno Sabino (24m), Ramón Cardozo (37m), Fernando (37m), Dani (48m); Josué (50m), Nélson Pedroso (80m), Alex Sandro (84m); Cartão vermelho directo a Kieszek (49m)


O FC Porto bateu este domingo o Vitória de Setúbal, no Estádio do Bonfim, por 3-1, iniciando vitoriosamente a defesa do tricampeonato. Num jogo em que até estiveram a perder, os Dragões garantiram o triunfo número 1500 no campeonato com uma reviravolta ilustrada por Josué (49m, pen.), Quintero (61m) e Jackson Martínez (88m).

O facto de o golo do Vitória de Setúbal ter surgido aos 13 minutos ajuda a explicar o quão aziaga foi a primeira parte dos Dragões. Antes de Rafael Martins inaugurar o marcador nesse terrível 13.º minuto, já Ruben Vezo tinha cortado sobre a linha um chapéu magistral de Jackson Martínez a Kieszek (5m), o mesmo guardião polaco que, pouco depois, desviou para canto um cruzamento venenoso de Defour (10m). Em desvantagem no marcador e a jogar num tapete progressivamente menos verde e mais deteriorado, o FC Porto prosseguiu na busca do empate, que poderia ter chegado em cima do intervalo. Defour deixou Jackson Martínez na cara do golo, mas o cabeceamento do avançado colombiano foi desviado instintivamente por Kieszek, outra vez ele (44m). E assim se segurou a vantagem sadina até ao intervalo.

A segunda parte começou como acabou a primeira, com Kieszek como principal protagonista. Ligeiramente antes disso, Josué cobrou irrepreensivelmente uma grande penalidade a castigar falta indiscutível de Dani sobre Jackson Martínez (49m). No seguimento do golo do empate, o guarda-redes polaco agrediu o médio portista e viu o cartão vermelho directo, deixando os sadinos reduzidos a dez unidades. Paulo Fonseca lançou Quintero para o jogo e, com isso, desbravou caminho para a vitória número 1500 do FC Porto no campeonato. O jovem craque colombiano entrou, viu e marcou. Um minuto depois de ter sido lançado em jogo, o camisola 10 consumou a reviravolta com um remate que promete correr as televisões de todo o planeta e bater recordes de visualizações no YouTube. Com toda a magia do mundo no seu pé esquerdo, o camisola 10 tirou um defensor sadino do caminho e disparou rumo à glória (61m).

Ainda com uma eternidade para jogar, os azuis e brancos continuaram a procurar dar um colorido diferente à 1500.ª vitória no campeonato, mas um jogo que se previa difícil acabou efectivamente por sê-lo, como igualmente difícil se tornou explanar o habitual futebol atractivo que caracteriza o FC Porto num relvado em débeis condições. Mesmo assim, e depois de Danilo ter ficado a centímetros do golo, o verdadeiro perfume do futebol portista voltou a sentir-se já perto do final, com Jackson Martínez a finalizar em grande estilo uma combinação deliciosa entre Quintero e Josué (88m). E foi ao ritmo de Cha Cha Cha que o tricampeão nacional se despediu do Bonfim, onde iniciou vitoriosamente o caminho que pretende trilhar rumo ao tetracampeonato.


DECLARAÇÕES
Paulo Fonseca:
“Antevíamos que ia ser uma partida complicada, visto o V. Setúbal ter uma boa equipa. É verdade que poderíamos ter resolvido o jogo muito cedo, pois entrámos muito bem no jogo mas, na primeira vez que o adversário foi à nossa baliza, acabou por marcar. Isso dificultou a nossa reacção porque o V. Setúbal baixou as linhas e começou a apostar no contra-ataque. Não foi um jogo fácil, mas acreditámos sempre, mostrámos uma determinação muito grande. Sabemos que não fizemos aqui uma exibição perfeita, mas o mais importante de tudo era começarmos a vencer e ainda poderíamos ter feito mais golos e, por isso, penso que é um resultado justo”.

“Estamos no início da Liga e era importante vencer o nosso jogo, algo que fizemos de forma meritória, não nos tendo de preocupar com o que os adversários fazem. Estamos satisfeitos e esperamos conseguir muitas mais vitórias para anexar às 1500 vitórias a que chegamos hoje. É sempre um feito histórico e espero que venham muitas mais”.

Quintero:
“Quando entrei a equipa estava intranquila, marquei um bonito golo, virámos o resultado e foi nesse momento que ficámos mais tranquilos. Acredito que no primeiro tempo estávamos confusos, mas no segundo tempo aproveitamos as oportunidades para ganhar o desafio. Era fundamental ganhar, principalmente por ter sido um jogo muito duro. Creio que esta partida nos vai tornar uma equipa mais tranquila e vamos trabalhar esta semana para conseguirmos fazer um bom trabalho no próximo jogo. Só vamos conseguir ganhar se exibirmos o que mostrámos hoje: entrega e vontade de ganhar”.

fonte: fcporto.pt

domingo, 11 de agosto de 2013

CARREGA PORTO: O PENTA NA SUPERTAÇA


FC Porto-Vitória de Guimarães, 3-0
Supertaça Cândido de Oliveira
10 de Agosto de 2013
Estádio Municipal de Aveiro

Árbitro: Artur Soares Dias (Porto)
Assistentes: Rui Licínio e João Silva
Quarto árbitro: Rui Silva (Vila Real)

FC PORTO: Helton; Fucile, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, Defour e Lucho (cap.); Varela, Jackson Martínez e Licá
Substituições: Varela por Josué (63m), Defour por Quintero (76m) e Licá por Kelvin (86m)
Não utilizados: Fabiano, Maicon, Ghilas e Herrera
Treinador: Paulo Fonseca

VITÓRIA DE GUIMARÃES: Douglas (cap.); Pedro Correia, Josué, Paulo Oliveira e Addy; Moreno, André e Barrientos; Marco Matias, Tomané e Crivellaro
Substituições: Crivellaro por Leonel Olímpio (intervalo), Tomané por Maazou (intervalo), e André por Ricardo (76m)
Não utilizados: Assis, Freire, Luís Rocha e Hernâni
Treinador: Rui Vitória

Ao intervalo: 3-0
Marcadores: Licá (5m), Jackson (17m) e Lucho (45m)
Cartões amarelos: Moreno (81m)
Cartões vermelhos: nada a assinalar


No encontro de arranque da época oficial, os Dragões bateram o Vitória de Guimarães (3-0) e conquistaram um inédito penta na Supertaça e a 20.ª taça em 33 edições oficiais da prova.
A exibição foi segura e o resultado não deixa margem para dúvidas. O domínio portista foi total – os vimaranenses não dispuseram de nenhuma ocasião clara de golo – e, para além da maior valia técnica, os jogadores azuis e brancos foram sempre mais rápidos, mais fortes e mais determinados.
Aos 5 minutos, Licá inaugurou o marcador com uma jogada bem delineada pela ala direita do FC Porto. Com boas combinações na frente e uma pressão asfixiante a meio-campo, o domínio portista era avassalador. Não foi por isso com surpresa que Jackson fez o 2-0, aos 17 minutos, depois de um cruzamento irrepreensível de Varela. A postura segura e afirmativa dos Dragões ainda originou mais três oportunidades até ao descanso, com Otamendi e Licá a obrigarem Douglas a defesas apertadas. À terceira foi de vez: em cima do intervalo, Lucho aproveitou um desentendimento entre o guarda-redes vimaranense e um defesa para desferir um remate indefensável de pé esquerdo. Fucile esteve de novo no lance, ao efectuar o cruzamento.
Na segunda parte do jogo, apesar de não ter havido golos, a história repetiu-se. O FC Porto continuou na procura de mais golos que não aconteceram por mero acaso. O V. Guimarães procurou dar boa réplica mas não teve argumentos para chegar à baliza de Helton, um autêntico espectador em campo.

A Supertaça segue para o novo Museu do clube e é ainda o primeiro troféu da carreira do treinador Paulo Fonseca, assim como de Licá, que marcou o primeiro golo da época.

DECLARAÇÕES
O treinador Paulo Fonseca e o avançado Licá estavam, naturalmente, satisfeitos no rescaldo do jogo que garantiu a 20.ª Supertaça para o FC Porto. O treinador realçou o estatuto dos Dragões como o clube com mais títulos em Portugal e Licá revelou que marcar um golo e ganhar a competição foi "um sonho tornado realidade".

Paulo Fonseca
"Gostava de dizer que o FC Porto reforçou hoje o seu estatuto de clube com mais títulos em Portugal. Foi uma exibição muito conseguida da nossa parte. Penso que realizámos aqui um bom jogo. Não houve demérito do adversário, houve bastante mérito nosso. Reforçámos aqui a nossa confiança para a época que aí vem. Gostava de dar os parabéns à moldura humana que se apresentou aqui, a este público magnífico - incluindo os apoiantes do Vitória. Uma menção especial aos nossos 20 mil adeptos que se deslocaram aqui para apoiar o FC Porto; o futebol em Portugal devia ser assim em todos os jogos."

Licá
"Estou muito feliz com esta vitória e vou festejar com os meus colegas. É muito cedo para falar das expectativas para a época. A verdade é que todos trabalham da mesma maneira para chegar ao fim-de-semana e jogar. Tive a felicidade de o treinador apostar em mim e acabei por fazer um golo. Chegar ao FC Porto, marcar um golo e levar a Supertaça é um sonho tornado realidade."