ANDEBOL (13ª. Jornada)
FC Porto 32 - SP Horta 32
Estranha passividade
R.G.
Muito longe do que apresentou em Portimão, onde conquistou a Supertaça, o FC Porto fez um jogo pobre, permitindo que o Sporting da Horta, que quinta-feira jogou para a Taça Presidente da República, chegasse ao empate no Dragão depois de se ter visto com sete golos de desvantagem.
Quando o marcador acusava 30-23, cerca dos 50 minutos, pensou-se que o jogo estava resolvido. Para além dos sete golos que os insulares tinham para recuperar, a tendência era para uma equipa portista mais embalada e motivada, ainda que a cometer muitos erros e com índices de eficácia bastante baixos: da primeira linha, Filipe Mota fez três golos em 11 remates, Wilson Davyes um em oito e Inácio Carmo um em cinco... Escapou Spínola, com quatro golos em cinco remates.
Até Obradovic terá pensado que estava resolvido, pelo que foi do banco que Tiago Rocha viu os insulares fazerem um parcial de 7-0 e empatar. Enquanto os homens de Filipe Duque voltavam ao jogo, os portistas afastavam-se dele, passivos perante a recuperação que se lhes apresentava. Do banco, o técnico sérvio não tirou qualquer jogador, sendo igualmente passivo, por muitos erros que os que estavam em campo cometessem.
Obradovic
"Defesa não esteve no nível normal"
"Anossa defesa não esteve ao nível do que é normal. Para se ganhar, a qualquer equipa, é fundamental apresentar uma boa defesa e nós desta vez não o fizemos", começou por referir Obradovic. "Estivemos bastante desconcentrados e o Sporting da Horta aproveitou e empatou. A defesa deles é bastante alta, especialmente no meio, por isso é muito complicado jogar contra o Sporting da Horta", disse ainda o técnico sérvio, para insistir na fraca defesa apresentada pela sua equipa: "Andebol não é básquete, pode-se fazer faltas. No último golo, o Milan Vucicevic nem hipótese de rematar devia ter tido".
Filipe Duque
"Capacidade motivação"
"Este parcial de 7-0 foi muito importante, principalmente porque tínhamos iniciado a segunda parte bastante mal", disse Filipe Duque. "Depois organizámo-nos bem, os atletas tiveram uma grande capacidade de automotivação, pois foram quase sempre os mesmos e na quinta-feira fizemos um jogo contra o ISMAI em que corremos muito".
HÓQUEI EM PATINS (13ª. Jornada)
Física 2 - FC Porto 5
O FC Porto Império Bonança continua invicto no campeonato nacional e é cada vez mais líder. À entrada da segunda volta, os Dragões ganham uma vantagem de cinco pontos sobre o segundo classificado, o Benfica, graças a uma vitória por 5-2 em Torres Vedras, frente ao Física. Porém, o triunfo no terreno de uma das equipas revelação do campeonato não foi nada fácil.
A equipa da casa entrou melhor neste encontro da 13.ª jornada do campeonato e chegou a estar a vencer por 2-0. No entanto, o espírito dos octocampeões nacionais veio ao de cima e, ao intervalo, os Dragões já tinham dado a volta ao marcador, com dois golos de Pedro Gil e um de Reinaldo Ventura.
BASQUETEBOL
TAÇA HUGO SANTOS
FC Porto 71 - v. Guimarães 69
Custou a arrancar, em Lagoa, a prova que substituiu a Taça da Liga. O jogo grande do dia, o FC Porto-Vitória de Guimarães era o primeiro e estava agendado para as 15 horas, mas uma avaria nos marcadores dos 24 segundos de ataque fez com que se registasse um atraso de uma hora, motivando o descontentamento dos técnicos, Moncho López e Fernando Sá.
De resto, ambos os treinadores tinham razão quando diziam na antevisão que eram duas equipas que se conheciam muito bem. A partida de mostrou-o, tendo ficado marcada por um grande equilíbrio. Qualquer uma poderia ter ganho, mas os portistas conseguiram aguentar um último assédio dos minhotos, que falharam três tentativas de passar para a frente e acabaram, devido a isso, por ser eliminados.
As melhores percentagens de lançamentos e de ressaltos explicam o desequilibrar da balança para a formação de Moncho López.
Figura
Nuno Marçal
Bem mais do que um MVP
Marçal foi o melhor pontuador do encontro e teve o valor mais elevado na soma de todas as acções, sendo assim o MVP do jogo. Mas foi mais do que isso. Quando o FC Porto perdia, ele foi um verdadeiro... dragão.
Pavilhão Municipal de Lagoa
1º árbitro Luís Lopes | 2º árbitro Fernando Rezende | 3º árbitro Pedro Coelho
FC Porto
Julian Terrell 10, Greg Stempin 10, Nuno Marçal 24, João Figueiredo 4, Carlos Andrade 20, José Almeida -, Rui Mota -, Jorge Coelho 3, Paulo Cunha nj, João Soares nj, David Gomes nj
Treinador Moncho López
V. Guimarães
20 Karlton Mims, 2 Jaime Silva, 3 Fernando Neves, 17 Tommie Eddie, 20 Rod Nealy,
4 Calvin Clemmons, 3 Pedro Tavares, nj Francisco Oliveira, nj Ricardo Pinto, nj Paulo Diamantino
Treinador Fernando Sá
FC Porto 78 - Benfica 72
A exibição inspirada e inspiradora de Carlos Andrade explica a vitória apenas pela metade. À energia positiva com que sempre contagia os companheiros de equipa, o extremo juntou 28 pontos, 7 ressaltos, 8 assistências e 6 roubos de bola, registo que o distinguiu como o MVP da partida.
A justificação restante do êxito distingue-se na surpresa montada por Moncho López, que introduziu dados inovadores no cinco inicial com as inclusões de André Bessa e David Gomes, o último dos quais em missão de sacrifício e com o claro objectivo de condicionar a actuação dos elementos desequilibradores do adversário.
O triunfo portista começou a desenhar-se logo nos primeiros instantes, numa entrada determinada em jogo e, em especial, quando Nuno Marçal converteu dois triplos consecutivos, colocando o resultado em 10-2.
O domínio azul e branco, assente na consistência e acerto colectivos, perduraria até final, ao ponto de o Benfica nunca ter estado em vantagem, e atingiria a expressão máxima aos 51-40 (no 3º período) e aos 73-62 (já com menos de quatro minutos para jogar).
Além do fantástico desempenho de Carlos Andrade, a assinar a melhor exibição desde o regresso ao FC Porto Ferpinta, totalizando 40 pontos MVP, de entre o equilíbrio geral sobressai ainda o papel decisivo de Julian Terrell, com 12 pontos, 9 ressaltos, 1 assistência, 3 roubos de bola e 1 desarme de lançamento.
FICHA DE JOGO
Taça Hugo dos Santos, meias-finais
30 de Janeiro de 2010
Pavilhão Municipal de Lagoa
Árbitro principal: Luís Lopes
Auxiliares: Sérgio Silva e José Abreu
FC PORTO FERPINTA: André Bessa (4), Nuno Marçal (6), Carlos Andrade (28), Greg Stempin (12) e David Gomes (0); Julian Terrell (12), João Figueiredo (7), José Almeida (0), Rui Mota (9)
Treinador: Moncho López
BENFICA: Diogo Carreira (0), Ben Reed (9), João Santos (16), Sérgio Ramos e Will Frisby (8); António Tavares (5), Elvis Évora (10), Heshimu Evans (18)
Treinador: Henrique Vieira
FC PORTO VENCE TAÇA HUGO SANTOS
FC Porto 74 - Ovarense 53
O sorriso de voltar a ter taças
MIGUEL RIBEIRO
O que me satisfaz é ver o sorriso dos rapazes." Foi assim que Moncho López explicou o que sentia após conquistar o primeiro troféu em Portugal e pelo FC Porto. O caso não era para menos, uma vez que os portistas há muito que não saboreavam uma vitória, e pairava no ar alguma urgência em consegui-lo.
A vitória na Taça Hugo dos Santos, que substituiu a Taça da Liga, foi justa e incontestável, não apenas pelo mérito portista, mas também por demérito da Ovarense, que apenas existiu durante o primeiro período. Mal arrancaram os segundos dez minutos, a formação de Ovar desapareceu. Face a um parcial negativo de 10-0 (31-28 para 31-38), baralhou-se, e as falhas começaram a avolumar-se.
O FC Porto, com a lição bem estudada, tinha a defesa como principal arma para travar o adversário, conseguindo superioridade no jogo interior e beneficiando de um dia negro para os atiradores, que apenas acertaram três triplos em 22 tentados. E se, de um lado, Christopher Lee ou José Barbosa foram uma pálida imagem do que haviam mostrado frente à Académica no dia anterior, o inverso aconteceu com o portista Julian Terrell, que esteve como peixe na água numa partida que teve na luta debaixo das tabelas um dos principais atractivos.
Garantida a vitória na primeira Taça Hugo dos Santos, restará agora ver os seus efeitos na equipa do FC Porto, que pensa sobretudo no campeonato e começa a livrar-se das mazelas de algumas das suas figuras, como Paulo Cunha.
Pavilhão municipal de Lagoa
1º árbitro Fernando Rocha
2º árbitro Fernando Rezende
3º árbitro Paulo Marques
FC Porto
Julian Terrell 17, Greg Stempin 4, Nuno Marçal 8, João Figueiredo 5, Carlos Andrade 15, André Bessa 5, João Soares 2, José Almeida -, Rui Mota 11, Jorge Coelho 3, David Gomes 2
Ovarense
Paulo Cunha 2, 1 Shawn Jackson, 7 José Barbosa, 11 Christopher Lee, 15 John Waller, 1 Miguel Miranda, 2 Pedro Azevedo, 9 Nuno Manarte, - André Pinto, 7 Nuno Cortez, nj Nélson Costa
Marcador 1º período 20-21 2ºP 18-10 3ºP 19-12 4ºP 17-10
19-32 2p 14-34
9-25 3P 3-22
9-12 LL 16-21
33 RES 30
Figura
Julian Terrell
O jogador certo no jogo certo
Após de uma exibição discreta com o Benfica, Julian Terrell reapareceu ao mais alto nível frente à Ovarense. Numa partida em que os ressaltos e o jogo interior foram pratos fortes, nada melhor do que ter um Terrell em campo.
Moncho López, Treinador do FC Porto
"Cada dia crescemos mais"
Visivelmente satisfeito, Moncho López preferiu realçar o facto de o FC Porto estar a crescer. "A cada dia crescemos e mostramos que conseguimos evoluir um pouco mais. Estou muito satisfeito com a minha equipa. Neste jogo, fez tudo, na primeira parte, para construir uma vitória. A prova disso foram os poucos turnovers que sofremos", explicou o treinador do FC Porto, que continua a lembrar que "vencer uma prova é bom, mas a equipa ainda está longe dos principais objectivos que são, num clube como o FC Porto, vencer títulos e dar vitórias ao número crescente de adeptos que vão ao Dragão Caixa".
Sobre a pressão que já ia pairando pelo facto de os portistas não vencerem provas, Moncho foi claro. "Assumimos essa pressão e, entre nós, às vezes sentimos que tudo o que fazemos não está bem. Por isso, esta vitória é importante, mas não a mais importante", referiu o treinador, elogiando ainda a Ovarense por ter "merecido estar na final e ter estado em bom nível nesta Taça".
Mário Leite, Treinador da Ovarense
"Houve um défice na ofensiva"
Mário Leite, da Ovarense, considerou que "a presença da equipa em mais uma final era um dos objectivos, e esse foi atingido". "O FC Porto foi um justo vencedor, soube condicionar a nossa ofensiva, na qual, se virmos as estatísticas, houve jogadores com um défice de pontos que teremos que corrigir", resumiu o técnico da formação de Ovar, reconhecendo que, "quando [a equipa perdia] por 12 pontos, houve um pouco de baixar de braços, mas já se sentia o cansaço".
Calendário:
Basquetebol
6 de Fevereiro às 16h00 - Iliabum - FC Porto - 12ª. Jornada
Hóquei em Patins
6 de Fevereiro às 21h00 - Candelária - FC Porto - 14ª. Jornada
Andebol
3 de Fevereiro às 21h00 - Xico Andebol - FC Porto - 14ª. Jornada
6 de Fevereiro às 18h00 - FC Porto - Águas Santas - 15ª. Jornada
Fontes: ojogo.pt e site oficial do Fc Porto