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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

CARREGA PORTO: MAIS ATITUDE DO QUE SORTE

SC Braga-FC Porto, 0-2
Liga portuguesa, décima jornada
25 de Novembro de 2012
Estádio Municipal de Braga
Assistência: 17.251 espectadores

Árbitro: Carlos Xistra (Castelo Branco)
Assistentes: Nuno Pereira e Jorge Cruz
Quarto árbitro: Manuel Mota

SC BRAGA: Beto; Salino, Douglão, Nuno André Coelho e Ismaily; Custódio, Hugo Viana e Rúben Micael; Alan (cap.), Éder e Mossoró
Substituições: Hugo Viana por Rúben Amorim (67m), Rúben Micael por Djamal (86m) e Custódio por Carlão (90m+1)
Não utilizados: Quim, Paulo César, Hélder Barbosa e Elderson
Treinador: José Peseiro

FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, João Moutinho e Lucho (cap.); James, Jackson Martínez e Varela
Substituições: Varela por Atsu (69m), João Moutinho por Defour (80m) e Lucho por Kleber (88m)
Não utilizados: Fabiano, Castro, Miguel Lopes e Abdoulaye
Treinador: Vítor Pereira

Ao intervalo: 0-0
Marcadores: James (90m) e Jackson (90m+3)
Cartões amarelos: Fernando (39m), Custódio (52m), Varela (63m), Ismaily (72m), Salino (87m) e Helton (90m+3)
Cartões vermelhos: nada a assinalar


O FC Porto triunfou pela terceira época consecutiva em Braga, por 2-0, graças a James Rodríguez e Jackson Martínez. Após um início prometedor, os golos só vieram nos minutos finais: enquanto o adversário se preocupou em guardar o empate, os Dragões nunca desistiram de ir em busca da vitória. Com este resultado, os portistas mantêm-se como líderes da Liga.

Talvez se possa dizer que houve uma pontinha de sorte no remate em que James faz o primeiro golo, já que a bola bateu em Douglão e traiu o guarda-redes. Mas a sorte procura-se e dá trabalho, como sublinhou Vítor Pereira, em conferência de imprensa: o colombiano rematou após uma bela troca de bola em que intervieram Fernando (cumpriu o seu 100.º jogo no campeonato pelos Dragões) e Danilo. Jackson ainda confirmou a vitória, com o seu nono golo na prova: é líder dos marcadores, a par de Meyong, do Vitória de Setúbal.

O arranque do FC Porto foi fortíssimo. O SC Braga vinha disposto a aplicar a sua já conhecida pressão alta, mas, logo no seu primeiro ataque, os portistas trocaram a bola a preceito e criaram dois lances de perigo: num canto apontado por James, Otamendi acertou no poste e, na sequência do lance, o defesa argentino voltou a rematar, mas desta vez ao lado, após passe de Lucho. Ao quarto minuto, Jackson teve um bom lance na direita do ataque, que acabou por se perder.

Os primeiros 20 minutos dos portistas foram de alto nível e só a partir daí os locais conseguiram assentar o seu jogo. O primeiro sinal de perigo veio dos pés de Alan, cujo remate foi desviado para canto por Alex Sandro, aos 21. Pouco depois, Mossoró obrigou Helton a “voar”, com um disparo de fora da área.

Até ao intervalo, o jogo manteve-se sempre vivo e intenso, com as equipas a assumirem a iniciativa de forma repartida, mas surgiram poucas situações claras para abrir o marcador. Acabou por ser Lucho a dispor da melhor ocasião, ao rematar por alto, aos 25 minutos, depois de ter sido isolado por James.

A segunda parte foi abordada de forma mais calculista por ambas as formações. O futebol foi menos fluído e os lances de perigo praticamente inexistentes. Porém, o FC Porto foi sempre a equipa mais inconformada com o nulo. Prova disso foi o facto de José Peseiro, treinador do SC Braga, ter trocado um médio ofensivo (Rúben Micael) por outro de cariz defensivo (Djamal).

Os golos surgiriam ao cair do pano: o primeiro por intermédio de James, num remate poderoso à entrada da área; o segundo por Jackson, também de fora da área, de pé esquerdo, após perda de bola de Salino. Beto apenas viu a “bomba” do “Cha-cha-cha” passar. Em resumo, o triunfo foi um prémio para quem teve mais posse de bola, iniciativa e ambição.


DECLARAÇÕES
A união foi o ponto comum das curtas declarações de Vítor Pereira e James Rodríguez logo após a vitória em Braga. Um e outro admitiram que a coesão da equipa ditou o desfecho na "Pedreira", com o treinador a fazer ainda questão de endereçar os parabéns aos jogadores e aos adeptos do FC Porto.

Vítor Pereira
"Foi uma vitória difícil, suada e há que dar os parabéns aos jogadores e os parabéns aos adeptos. A equipa tem carácter, como tem demonstrado sempre, está unida e deu mais uma demonstração cabal disso mesmo. Parabéns aos jogadores, pois são eles que ganham os jogos, por toda a união demonstrada."

James
"Fico muito feliz. Penso que o FC Porto está a jogar para ser campeão. Sabíamos todos que o Braga é uma grande equipa e conseguimos um bom resultado, para podermos continuar a lutar. Estamos bem, estamos a passar um bom momento, mas sabemos que devemos seguir passo a passo e continuar por este caminho. Somos unidos."

fonte: fcporto.pt

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O RABECÃO E O SAPATEIRO

Quanto mais nos dispersamos menos sucesso conseguimos. É uma lei da vida que todos devemos seguir e que a sabedoria popular sintetiza muito bem: “Quem te manda a ti sapateiro tocar rabecão”.

Vem isto a propósito das infelizes declarações do seleccionador nacional Paulo Bento, que parece preocupar-se mais com o FC Porto do que com os adversários que enfrenta no campo.

Da Federação Portuguesa de Futebol e dos seus funcionários, do mais anónimo ao mais relevante, espera-se a defesa do futebol português e dos seus clubes, em especial daqueles que defendem as cores nacionais nas provas internacionais. Estranhamente, porém, Paulo Bento acha que tem a mesma obrigação em relação ao futebol português e aos clubes portugueses que o seu homólogo da Colômbia, ou de qualquer outra selecção. Um absurdo.

Mais do que pelas palavras, as pessoas devem ser julgadas pelos actos e não pode haver conivência maior do que aceitar uma deslocação ao Gabão para realizar um jogo que não servia, como não serviu, para nada. Para quem se diz tão independente, não casa a cara com a careta.

O FC Porto tudo fará para preparar bem os seus jogadores, para que possam contribuir para uma vitória da selecção nacional em Israel, mas infelizmente constatamos que o seleccionador nacional não fez o mesmo, como é sua obrigação.

Estranha a alusão ao seu empresário Jorge Mendes, que não foi tido nem achado no assunto e pensamos que não precisa de ser promovido à custa de quem agencia.

De resto, estas declarações só podem fazer sentido a quem tem perdido visibilidade pelo desempenho da selecção e tenta pôr-se agora em bicos de pés, atacando o presidente do FC Porto para aparecer na primeira página do jornal “A Bola”.

No FC Porto os treinadores servem para treinar e ganhar jogos e, se nos é permitida a ousadia, aconselhamos a federação a seguir esta regra.

Defender o futebol português e os seus clubes não é certamente a reacção inflamada e chantagista do seleccionador, que se diz à espera de apoio vindo dos oito pisos da sede da Federação. No FC Porto, que até já teve uma sede com 16 pisos, a liderança tem um nome, o seu presidente. É assim agora, como foi no passado. Pelos vistos, na FPF não parece ser bem assim, o que ajuda a perceber a dificuldade que o seleccionador tem tido em concentrar-se no que é a sua obrigação, vencer jogos.
fonte: fcporto.pt

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

CARREGA PORTO: VITÓRIA CLARA COM PROBLEMAS DE EXPRESSÃO

FC Porto-Académica, 2-1
Liga, nona jornada
11 de Novembro de 2012
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 31.910 espectadores

Árbitro: Hugo Pacheco (Porto)
Assistentes: João Silva e Pedro Ribeiro
Quarto árbitro: Pedro Maia

FC PORTO: Helton; Danilo, Abdoulaye, Otamendi e Mangala; Defour, João Moutinho e Lucho (cap.); James, Jackson Martínez e Varela
Substituições: Varela por Atsu (63m), João Moutinho por Castro (85m) e James por Kelvin (90m+2)
Não utilizados: Fabiano, Iturbe, Miguel Lopes e Rolando
Treinador: Vítor Pereira

ACADÉMICA: Ricardo; João Dias, João Real, Flávio (cap.) e Nivaldo; Marinho, Makelele e Keita; Cleyton, Cissé e Wilson Eduardo
Substituições: Cleyton por Ogu (63m), Marinho por Ferreira (74m) e Nivaldo por Afonso (74m)
Não utilizados: Peiser, Maguique e Saleiro
Treinador: Pedro Emanuel

Ao intervalo: 0-0
Marcadores: James (50m), João Moutinho (62m) e Wilson Eduardo (79m)
Cartão amarelo: Abdoulaye (75m), Ferreira (78m) e Ogu (83m)


Oito meses depois, o bicampeão voltou a consentir um golo no Dragão em jogos da Liga. Curiosamente, frente ao mesmo adversário que marcara pela última vez no Porto. Mas a proeza, ou a apetência especial, não serviu de muito à Académica. Antes de Wilson Eduardo, marcaram James e João Moutinho. E depois mais ficaram por marcar, numa vitória mais clara do que a expressão do resultado (2-1).

Faltou, sobretudo, intensidade e envolvimento à primeira parte dos Dragões, porque, já então, o ataque, sendo frequente, não era suficientemente rápido para provocar desequilíbrios numa defesa, a da Académica, que depressa mecanizou movimentos de neutralização, encontrando sempre resposta às articulações preferenciais do adversário.

Por duas vezes, Jackson Martínez foi a maior ameaça. Ainda antes de atingida a dezena de minutos, o colombiano errou a direcção do “chapéu” quando Ricardo lhe saiu ao caminho e, pouco depois de ultrapassada a meia-hora, assistido por João Moutinho, preferiu o remate à meia-volta, com James mesmo ao lado e em condições de correr isolado para a baliza.

Obrigado a travar por opção do compatriota, James correria mais tarde, pouco depois do recomeço, movido por um daqueles passes de Lucho a que não se pode dizer não. Dominada a bola e à saída de Ricardo, James escolheu o lado mais difícil e marcou, entre o guarda-redes e o poste mais próximo.

Não passariam muito mais de dez minutos para a bola voltar a entrar na baliza da Académica e, curiosa e sensivelmente, pelo mesmo sítio. Desta vez, com todos os créditos do lance resumidos num único protagonista e num lance inventado e interpretado por João Moutinho: um remate preciso, desferido a mais de 20 metros, para o qual Ricardo voou, indiferente às probabilidades nulas de êxito.

Apesar de imutável, o domínio portista seria pontualmente questionado num remate de Wilson Eduardo, surgido quase do nada, mas a tempo de recuperar dúvidas e interesse com pouco mais de dez minutos para jogar, que, ainda assim, bastaram para o FC Porto repetir exercícios de superioridade, sem acrescentar novos números ou expressão a uma hegemonia que merecia maior capacidade de finalização.


DECLARAÇÕES

Após a vitória por 2-1 frente à Académica, Vítor Pereira fez uma análise serena da partida na sala de imprensa do Estádio do Dragão. Sublinhou a justiça do triunfo portista, que em nenhum momento pareceu em perigo, elogiou os golos de Moutinho e James e admitiu que o desgaste do jogo em Kiev, na terça-feira, impediu os Dragões de aplicar maior intensidade na partida.

Era esta Académica que esperava e que dizia que seria um adversário difícil, após o empate em Kiev?
Sim. Os jogos da Académica que tive oportunidade de ver, com o Atlético de Madrid, ao vivo, mostraram-me uma equipa compacta, bem trabalhada, organizada e que, em termos de transição defensiva, cria dificuldades. Do meu ponto de vista, as duas equipas acusaram um pouco os jogos anteriores, até do ponto de vista emocional. Gostava que a dinâmica e o ritmo tivessem sido maiores. O terreno está pesado, mas estou satisfeito: nos momentos em que não mostrámos tanta qualidade, tivemos espírito de entreajuda e paciência. Na segunda parte, aceleramos e fizemos dois golos. Estou satisfeito com o resultado e a equipa.

Depois de algumas exibições com 90 minutos de nota artística positiva, a equipa voltou a um passado recente e não entrou bem. O que se passou?
É a sua opinião. Do outro lado estava uma equipa organizada, fechada. Já tinha dito que as duas equipas acusaram a exigência e o esforço das competições europeias. Houve mérito da Académica e não houve muitos espaços para a nossa dinâmica. Não sou da sua opinião. Na primeira parte, tivemos a bola quase na totalidade do tempo, mas não conseguimos concretizar. Na segunda parte, tivemos alguns espaços e fizemos dois golos bonitos e tivemos oportunidades que não concretizámos. Tivemos alguns apontamentos de grande qualidade, mas não conseguimos, depois de jogo europeu – que implicou viagens e uma noite perdida – jogar sempre a um alto ritmo. Quem acompanha o fenómeno do futebol sabe que isso não seria possível depois de um jogo na Ucrânia.

A forma como comemorou o golo do João Moutinho tem a ver com algo em particular?
Disse-lhe que ele já merecia este golo, porque tenta tantas vezes fazer aquilo. Fez um excelente jogo, tem de continuar a trabalhar a meia distância e acreditar nele próprio. Vejo-o a trabalhar muito para fazer este tipo de golos e faz bastantes nos treinos. O golo do James também foi de excelente execução, por isso estou satisfeito.

O golo da Académica surgiu contra a corrente do jogo…
Poderíamos ter feito o 3-0 e depois surge uma bola perdida, em que recuperámos como equipa, mas o ressalto caiu nos pés do Wilson Eduardo, que, com a qualidade que tem, fez aquele disparo. Penso que produzimos um bom espectáculo e foi uma vitória justíssima da nossa parte.

fonte: fcporto.pt

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

CARREGA PORTO: ESTORIL 1-2 FC PORTO

Estoril-FC Porto,1-2
Liga, sétima jornada
28 de Outubro de 2012
Estádio António Coimbra da Mota, no Estoril
Assistência: 4.934 espectadores

Árbitro: João Capela (Lisboa)
Assistentes: Ricardo Santos e Pedro Garcia
Quarto árbitro: Luís Reforço

ESTORIL: Vagner; Anderson Luís, Steven Vitória, Bruno Nascimento e Jefferson; Diogo Amado, Gonçalo e Evandro; Carlitos, Licá e Gerso
Substituições: Evandro por Carlos Eduardo (61m), Gerso por Luís Leal (63m) e Diogo Amado por João Paulo (77m)
Não utilizados: Renan, Mano, João Pedro e Hugo Leal
Treinador: Fabiano Pessoa

FC PORTO: Helton; Danilo, Maicon, Otamendi e Mangala; Fernando, João Moutinho e Lucho (cap.); Varela, Jackson Martínez e James
Substituições: Varela por Atsu (72m), James por Rolando (86m) e Lucho por Defour (90m+2)
Não utilizados: Fabiano, Castro, Iturbe e Kelvin
Treinador: Vítor Pereira

Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Steven Vitória (10m), Varela (57m) e Jackson Martínez (61m)
Cartão amarelo: Fernando (69m)


Após longa paragem na Liga para compromissos da Selecção Nacional e Taça de Portugal e moralizados por uma óptima campanha na Champions, o  FC Porto tinha pela frente um jogo difícil, fora, com o Estoril Praia. Uma equipa complicada de derrotar, com bons princípios e bem fundamentados e boas ideias de jogo.
Vítor Pereira manteve o mesmo 11 do último jogo, procurando manter rotinas na equipa e dar dinâmicas fortes desde o apito inicial de forma a não complicar o jogo. Era importante vencer, não só pelas vitórias dos rivais já nesta jornada, mas também por não termos vencido o último jogo na condição de visitante.
Os azuis e brancos começaram bem o jogo com um lance perigoso de Varela logo aos 2 minutos, o qual poderia ter dado outra cara a este encontro. Na sequência de um canto oferecido por Fernando, num lance em que poderia fazer melhor, oferece de bandeja um lance de perigo ao Estoril. Canto batido e golo do Estoril à passagem dos 10’, por Steven Vitória.
Era necessário correr atrás do prejuízo e foi tentando o  FC Porto chegar ao golo desperdiçando algumas oportunidades de golo, nomeadamente Jackson e Otamendi que falha um desvio escandaloso ao 2º poste atirando contra o mesmo. Quando o Porto se conseguia organizar no meio-campo adversário; a organização do Estoril aparecia e com a lentidão na circulação não era possível fazer melhor, arrastando-se o jogo até final da 1ª parte.
Redescobrir espaço era o desafio que se colocava ao campeão e o aumento de velocidade foi a primeira resposta dada perante um adversário para quem atacar se tornara apenas um verbo que há muito deixara de conjugar. A mobilidade do tridente atacante acrescentou o segundo factor decisivo e completou o binómio da solução, que virou o jogo do avesso em quinze minutos.
Aos 57 minutos, Jackson trabalha bem na direita no 1x1 e mais forte cruza ao 2º poste para Varela cabecear para o empate no jogo. Ainda se festejava o primeiro e já o Porto andava perto da baliza de Vagner. Num livre batido para a área por Moutinho, Jackson aparece solto e de cabeça novamente, faz o 1-2 a favor do Porto.
Até final o jogo correu de forma tranquila, com o resultado final feito aos 60 minutos e uma vitória mais que justa e que peca por momentos de pouca qualidade da equipa azul e branca.

DECLARAÇÕES
O treinador Vítor Pereira dedicou a difícil vitória no terreno do Estoril (2-1) a Jorge Nuno Pinto da Costa, por ocasião do seu milésimo encontro no campeonato nacional como presidente dos Dragões. O técnico sublinhou a entrada forte do FC Porto na segunda parte, que permitiu dar a volta a uma situação de “alguma ansiedade”.

Reacção na segunda parte
“Vimo-nos a perder muito cedo no jogo e depois era natural que houvesse uma ou outra oportunidade, mas faltava mais intensidade nas acções defensivas, mais agressividade, pressionar mais alto, ‘apertar’ mais com o Estoril. Foi isso que fizemos na segunda parte.”

Luta contra ansiedade
“A alegria vem fundamentalmente pela forma como o triunfo foi conseguido. Depois de estarmos a perder por 1-0, e sabendo que um golo não chegava, é natural que se tenha gerado alguma ansiedade. Tivemos uma entrada forte na segunda parte, conseguimos dar a volta e depois podíamos ter feito mais golos.”

A corrida do título
“Esta corrida está muito longe de chegar ao fim. Temos de ser consistentes e ir somando pontos para na parte final ver quem tem argumentos para chegar ao titulo.”

Dedicatória especial
“Foi importante chegar aqui e poder dedicar, no jogo 1000, a vitória ao presidente, que já teve tantas conquistas. Este espírito de vencedor, de quem é ambicioso, é-nos transmitido na pessoa do presidente. Não há ninguém que queira ganhar mais do que ele.”

Jackson quer «continuar a marcar»
Também Jackson Martínez, que apontou o segundo tento portista, prestou declarações no final do encontro: “Foi uma vitória muito importante. Pensamos em nós e não nos nossos rivais e queremos fazer o nosso trabalho, independentemente dos outros. Foi um jogo muito difícil, perante uma equipa complicada. Na segunda parte tivemos uma atitude diferente, querendo ganhar. Na primeira parte, não tivemos a eficácia necessária. O mais importante são os três pontos, mas, como goleador, é importante continuar a marcar e a equipa fica mais perto de ganhar”.

domingo, 7 de outubro de 2012

CARREGA PORTO: FC PORTO 2-0 SPORTING

FC Porto-Sporting, 2-0
Liga, 6.ª jornada
7 de Outubro de 2012
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 38.909 espectadores

Árbitro: Jorge Sousa (Porto)
Assistentes: Bertino Miranda e Rui Licínio
Quarto árbitro: Renato Gonçalves

FC PORTO: Helton; Danilo, Maicon, Otamendi e Alex Sandro; Fernando, Lucho e João Moutinho; Varela, Jackson Martínez e James
Substituições: Maicon por Mangala (17m), Varela por Atsu (66m) e Lucho por Defour (75m)
Não utilizados: Fabiano, Castro, Kleber e Kelvin
Treinador: Vítor Pereira

SPORTING: Rui Patrício; Cédric, Boulahrouz, Rojo e Insúa; Cshaars, Elias, Pranjic; Izmailov, van Wolfswinkel e Carrillo
Substituições: Izmailov por Adrien (60m), Rojo por Jeffren (75m) e Elias por Viola (85m)
Não utilizados: Boeck, Xandão, Rinaudo e André Martins
Treinador: Oceano Cruz

Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Jackson Martínez (10m) e James (84m, pen.)
Cartão amarelo: Lucho (24m), James (26m), Schaars (34m), Carrillo (40m), Fernando (40m), Izmailov (51m), Pranjic (65m), Adrien (67m), Rojo (69m e 72m), Boulahrouz (83m), Elias (83m) e van Wolfswinkel (88m)
Cartão vermelho: Rojo (72m)


O FC Porto venceu o clássico. Sem surpresa, com dois golos colombianos e um deles soberbo. O de Jackson, que já é um clássico. Marcou o quinto golo em seis jogos, ajudando a selar a vitória sobre o Sporting e o 60.º encontro consecutivo no Dragão sem derrotas, num registo “ligueiro” com longevidade garantida para lá dos quatro anos.

Sem reservas nem receios, o campeão entrou com tudo, transmitindo a sensação de decalcar, nos ritmos e na estratégia, a exibição com que venceu o Paris Saint-Germain dias antes. A velocidade e a frequência do ataque portista fariam do golo uma questão de tempo, e de resolução simples num lance elaborado.

Ainda o segundo minuto de jogo não tinha chegado a metade quando João Moutinho formulou a primeira ameaça. De longe e num remate preparado por Lucho, que, pouco depois, isolava Jackson Martínez, para o ver permitir a defesa a Rui Patrício. De falta de aviso o Sporting não se podia queixar, embora fosse perfeitamente aceitável que pudesse lamentar-se da intensidade do ataque adversário.

A tal questão de tempo, a que parecia resumir-se o jogo, foi resolvida em dez minutos. E com a classe e distinção de um toque de calcanhar, o direito de Jackson, cuja execução secundariza a delícia da assistência de Danilo. Tudo perfeito e só ao alcance dos melhores executantes. Era o quinto golo de Martínez em seis jogos da Liga, registo que lhe permitia igualar o arranque de Falcao.

A resposta sportinguista fez-se demorar, como que aguardando pela autorização do adversário, que reduzia o ritmo de forma progressiva e reforçava a sugestão de não ter aprendido a lição com erros recentes. Mas o intervalo acabaria por funcionar como um serviço de despertar e, pouco depois dele, Lucho dispunha da oportunidade de ampliar a vantagem desde a marca de penálti, o que não conseguiu por excesso de pontaria. Acertou no poste.

Quase 30 minutos depois, a bola voltaria à mesma marca dos 11 metros. Castigava, então, um derrube de Boulahrouz a Jackson Martínez, já com as duas equipas reduzidas a dez jogadores: o Sporting sem Rojo, expulso aos 72 minutos, e o FC Porto sem Alex Sandro, forçado a abandonar o relvado aos 80, por lesão. James, chamado a transformar, não perdoou, “selando” o jogo, colocando os Dragões a salvo de qualquer surpresa e devolvendo o FC Porto à liderança.


DECLARAÇÕES
Vítor Pereira era, naturalmente, um treinador “satisfeitíssimo” após a vitória por 2-0 frente ao Sporting. Na sala de imprensa, o técnico sublinhou o facto de sentir a equipa coesa e capaz de interpretar os diferentes momentos da partida, quer exibindo algum brilhantismo, quer apelando à organização.

“Depois do jogo de quarta-feira com o Paris Saint-Germain, voltamos a ter uma partida que exigiu da nossa parte consistência do ponto de vista defensivo. Em termos ofensivos, tivemos alguns momentos de qualidade e outros em que apelámos à nossa organização. A equipa revelou isso tudo. Estou satisfeitíssimo com a equipa, a massa associativa e as nossas claques, que bem merecem este triunfo”, afirmou o treinador.

Vítor Pereira admitiu que o FC Porto entrou bem no encontro, mas que depois o Sporting o “dividiu”. “Quando criou uma ou outra situação, revelou-se o guarda-redes de grande nível que temos e que nos garante tranquilidade. Recordo-me de duas situações em que o Helton interveio bem. Depois, na parte final, se tivéssemos definido melhor as situações de finalização que tivemos podíamos ter feito mais dois ou três golos. Mas julgo que isso seria muito penalizador para o Sporting, que se bateu bem, tem qualidade e que nos obrigou a trabalhar muito”, declarou.

A propósito da entrada em campo de Atsu, Vítor Pereira elogiou a exibição do ganês mas também a de Varela, considerando ainda que os lances de grande penalidade e a expulsão de Rojo foram bem avaliados. Para além disso, referiu que preferia continuar a trabalhar com a equipa completa nos próximos dias, o que não será possível face aos compromissos das selecções nacionais.

Evitando comparações com a situação dos azuis e brancos há um ano atrás, Vítor Pereira fez uma análise sucinta. “Sinto a equipa coesa, ligada e isso satisfaz-me. Os triunfos dão-nos confiança, fazem-nos acreditar no trabalho que estamos a fazer e na nossa ideia de jogo. Evidenciámos consistência defensiva, criámos situações, marcámos algumas e deixámos golos por marcar. Queremos crescer como equipa, melhorar a nossa pressão, a capacidade defensiva e a dinâmica ofensiva”.

fonte: fcporto.pt

domingo, 30 de setembro de 2012

CARREGA PORTO: RIO AVE 2-2 FC PORTO

Depois de golear o Beira Mar por 4-0, o FC Porto empatou (2-2) no reduto do Rio Ave.
Um golo do colombiano Jackson Martinez salvou os campeões nacionais da derrota, com um golo aos 90 minutos, depois de Tarantino, com um "bis", aos 79 e 86, dar a volta ao tento inaugural dos portistas, apontado por Miguel Lopes, aos 33 minutos.
Na classificação, o FC Porto passou a contar 11 pontos, os mesmos do Benfica e mais um do que o Sporting de Braga, que sexta-feira venceu por 2-0 em Guimarães.

Este empate em Vila do Conde não é grave. Há empates (e mesmo derrotas) que vêm por bem. Ainda faltam muitos jogos para jogar e eu acredito que o FC Porto dará a volta por cima.

domingo, 23 de setembro de 2012

CARREGA PORTO: FC PORTO 4-0 BEIRA MAR

FC Porto-Beira-Mar, 4-0
Liga portuguesa, quarta jornada
22 de Setembro de 2012
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 28.609 espectadores

Árbitro: Manuel Mota (Braga)
Assistentes: Bruno Trindade e João Loureiro Dias
Quarto árbitro: Manuel Oliveira

FC PORTO: Helton (cap.); Danilo, Maicon, Mangala e Alex Sandro; Defour, João Moutinho e James; Varela, Jackson Martínez e Atsu
Substituições: Atsu por Castro (57m), Varela por Iturbe (63m) e Jackson Martínez por Kleber (74m)
Não utilizados: Fabiano, Miguel Lopes, Abdoulaye e Kelvin
Treinador: Vítor Pereira

BEIRA-MAR: Rui Rego; Nuno Lopes, Hugo (cap.), Bura e Joãozinho; Sasso, Fleurival e Cédric Collet; Rúben, Balboa e Nildo
Substituições: Cédric Collet por Abel Camará (46m), Rúben por André Sousa (63m) e Nildo por Jaime (77m)
Não utilizados: Jonas, Serginho, Saleh e Hélder Lopes
Treinador: Ulisses Morais

Ao intervalo: 2-0
Marcadores: Jackson (32m), Varela (38m), James (47m) e Maicon (71m)
Cartões amarelos: Sasso (81m) e Mangala (83m)
Cartões vermelhos: nada a assinalar


O FC Porto goleou este sábado o Beira-Mar, por 4-0, numa exibição bem conseguida dos Dragões e com um contributo especial de James. O camisola 10 marcou um dos golos e efectuou duas assistências. Com este resultado, os azuis e brancos tornaram-se a equipa mais concretizadora da Liga, somando agora 11 golos.
O FC Porto iniciou o jogo de forma pressionante e aos cinco minutos, já tinha obrigado Rui Rego a três defesas. Primeiro a um cabeceamento de Maicon, logo aos três minutos, e seguiram-se intervenções após um remate de cabeça de Jackson e a recarga à meia-volta de Maicon. O elemento comum a estas situações foi James, que em ambos os casos cobrou o livre para a área aveirense. O colombiano começava desde logo a brilhar.
A bola continuou a rondar a baliza forasteira e aos 15 minutos, surgiu novamente James. O remate de fora da área ainda raspou na trave. Passado o primeiro quarto de hora, o Beira-Mar acertou marcações, conseguiu subir no terreno e até rematar à baliza portista. Os Dragões continuavam porém mais perto do golo, com Jackson, aos 25, a obrigar Rui Rego a uma defesa de recurso.
O 1-0 surgiria pouco depois, num lance de grande espectáculo: James levantou a bola para Jackson, que dominou de peito e rematou. Foi um lance acrobático, em que Rui Rego ficou pregado ao chão. Seis minutos depois, o FC Porto chegou ao 2-0: James esteve novamente na assistência, de cabeça, e Varela rematou cruzado já dentro da grande área, por entre as pernas do guardião aveirense.
Esperava-se alguma r
eacção do Beira-Mar no segundo tempo, mas seria o FC Porto a chegar ao 3-0, logo no recomeço. Num lance em que participaram Defour e Varela, seria James, no coração da área, a desviar para a baliza. Estava dada a machadada final na oposição do rival e Vítor Pereira optou por dar minutos de jogo a Castro, Iturbe e, mais tarde, Kleber.
O 4-0 surgiria da cabeça de Maicon, após pontapé de canto apontado por João Moutinho, aos 71 minutos. Até ao apito final, o FC Porto limitou-se a controlar o encontro, em que se ouviram (e viram) homenagens aos ausentes Lucho González e ao presidente Jorge Nuno Pinto da Costa. De referir ainda a baixa média de idades do “onze” inicial dos Dragões: exactamente 24 anos.

DECLARAÇÕES
A goleada satisfez Vítor Pereira. E a exibição de James também. Mas o treinador do FC Porto já vai adiantando que não está “inclinado” para mexer na consistência do triângulo do meio-campo só para satisfazer aqueles que acreditam que o colombiano rende mais a “10”. Na conferência que sucedeu à vitória sobre o Beira-Mar, o técnico aproveitou também para colocar uma pedra sobre a saída de Hulk.

Mudança de “chip”
“Depois de um jogo europeu, com a exigência da Champions, a transição para o campeonato exige sempre mudança de “chip”, o que acarreta algumas dificuldades. A mensagem que passei foi precisamente com o objectivo de transmitir isso mesmo, porque as decisões de títulos acontecem, por vezes, em jogos como este.”

Satisfeito
“Insistindo, acabámos por encontrar os espaços e fizemos 2-0 na primeira parte. Na segunda, resolvemos o jogo com mais dois golos. Estou satisfeito com o comportamento da equipa.”

Muito talento
“Espero que nas conferências de imprensa não me andem a falar do Hulk por muito mais tempo, apesar de gostar muito dele e de lhe estar agradecido por tudo aquilo que deu ao FC Porto. Ele tem qualidades muito próprias, mas a equipa tem muitos jogadores com talento. Vamos continuar a fazer golos. Hoje fizemos quatro e podíamos ter feito mais um ou outro. Hoje, sem o Hulk, o Otamendi, o Lucho e o Fernando, a equipa acabou por encontrar uma dinâmica muito própria, que resultou numa vitória por 4-0.”

James na ala
“Esta equipa está extremamente rotinada numa dinâmica com um triângulo aberto no meio-campo. O coração de uma equipa é a dinâmica dos três homens do meio. Sinceramente, acredito que o James, dando-lhe a oportunidade de ser poupado aos processos defensivos, pode dar mais à equipa. Temos maior consistência com ele nas alas e confesso que não estou muito inclinado para mexer na qualidade do miolo do FC Porto para satisfazer aqueles que acham que o James renderá mais na posição 10.”


terça-feira, 4 de setembro de 2012

O TARZAN

Rui Gomes da Silva, vice-presidente do Sport Lisboa e Benfica e administrador da SAD, pediu ontem no programa Dia Seguinte, da SIC Notícias, que fosse tornado público o contrato de transferência de Hulk para o Zenit, porque o “presidente do FC Porto tinha dito que não venderia por menos de 50 milhões e afinal vendeu por 40”.

Os 40 milhões líquidos que o FC Porto encaixa correspondem a substancialmente mais, porque aí não estão incluídos os 15% que pertenciam a um investidor, como era conhecido através das contas da Sociedade, os cinco por cento de solidariedade ou a comissão de intermediação.

Mas, por uma questão de reciprocidade, fica o repto ao Benfica para tornar público o contrato de transferência de Witsel, para se saber se foi paga comissão de intermediação, quem paga o mecanismo de solidariedade e quanto pertencia a uma terceira parte, a título de mais-valias.

É também por sucessivos disparates como este que nos corredores da Luz já é conhecido como Rui Gomes da Selva.
fonte: fcporto.pt

domingo, 2 de setembro de 2012

CARREGA PORTO: A REVOLUÇÃO JAMES


Olhanense- FC Porto, 2-3
Liga, 3.ª jornada
1 de Setembro de 2012
Estádio do Algarve, no Porto
Assistência: 9.498 espectadores

Árbitro: João Ferreira (Setúbal)
Assistentes: Luís Ramos e Pais António

OLHANENSE: Ricardo; Luís Filipe, Vasco Fernandes, Maurício e Babanco; Fernando Alexandre e Jander; Invanildo, Rui Duarte e Abdi; Yontcha
Substituições: Yontcha por Targino (55m), Ivanildo por David Silva (67m)
Não utilizados: Bruno Veríssimo, Nuno Reis, Nuno Piloto, Rui Sampaio, Nuno Silva.
Treinador: Sérgio Conceição

FC PORTO: Helton; Danilo, Maicon, Otamendi e Alex Sandro; Lucho, Defour e João Moutinho; Hulk, Jackson Martinez e Atsu.
Substituições: Atsu por James Rodriguez (36m), Lucho por Varela (68m), Defour por Castro (79m).
Não utilizados: Fabiano, Kleber, Miguel Lopes e Mangala.
Treinador: Vítor Pereira

Ao intervalo: 1-1
Marcadores: Abdi (14m), James Rodriguez (43m), Jackson Martinez (49m), Hulk (73m), Targino (86m)
Cartões amarelos: Alex Sandro (15m) Fernando Alexandre (20m), Abdi (27m)


O FC Porto venceu na noite deste sábado o Olhanense por 3-2, num jogo em que os Dragões tiveram longos períodos de bom futebol, mas foram obrigados a virar o resultado, acabando a sofrer perante um adversário que teve o mérito de concretizar as duas oportunidades de que dispôs.

James Rodriguez foi a chave da reviravolta, com o jovem colombiano a marcar o golo do empate e a desmarcar Jackson para o segundo, num jogo em que o nível exibicional da equipa foi bom, com a avalancha ofensiva a render três golos, para além de muitas e muitas jogadas que com um pouco de sorte teriam terminado na rede. Hulk, com um remate à Hulk, marcou o terceiro golo dos Dragões.

O FC Porto entrou a atacar, logo aos três minutos Lucho podia ter marcado, mas o remate saiu à figura do guarda-redes Ricardo. Hulk desenhava uma série de jogadas pela direita, mas na primeira vez em que os algarvios subiram em contra-ataque chegaram à vantagem, com Abdi a concluir com um remate muito colocado uma jogada rápida pela direita.

O FC Porto sentiu o golo, mas depressa voltou a assediar a baliza de Ricardo. Jackson teve uma boa entrada de cabeça aos 21 minutos, após bela solicitação de Defour, mas a bola saiu ao lado.

Era o início de uma longa série de oportunidades, com Otamendi a falhar o empate aos 31, Hulk a acertar na trave um potente remate aos 36, Moutinho a rematar à figura depois de isolado por James, aos 38, até que aos 43 James fez finalmente a bola beijar a rede da baliza olhanense: livre da direita de Moutinho, com Ricardo a sair a soco, com James, bem fora da área, a arrancar um belo remate em arco, restabelecendo a igualdade.

O intervalo serviu apenas para adiar o segundo golo do FC Porto, que surgiu aos 49 minutos, com James a isolar Jackson, que à saída de Ricardo evitou o guarda-redes e atirou a contar.

A ganhar, os Dragões baixaram o ritmo, mas não a ambição de chegar à baliza, com Hulk a ampliar aos 73m, com um grande remate, depois de uma boa iniciativa de Alex Sandro.

O jogo parecia que estava resolvido, mas um contra-ataque rápido permitiu a Rui Duarte isolar Targino, para este reduzir para 3-2. Faltavam quatro minutos, o que fez o Olhanense acreditar, obrigando o FC Porto a sofrer para não correr o risco de deixar fugir qualquer ponto da deslocação ao Algarve.


DECLARAÇÕES
Vítor Pereira era um treinador satisfeito no final do Olhanense-FC Porto, encontro que os Dragões venceram por 3-2. Para o técnico azul e branco, o facto da equipa ter segurado os três pontos apesar da pressão sofrida nos minutos finais é a prova de que o plantel está pronto para novas conquistas. Hulk deseja-as de alma e coração.

Vítor Pereira

“Gostei de praticamente todo o jogo, à excepção dos dois minutos finais. Com o segundo golo, os jogadores do Olhanense acreditaram, cresceram e nós ficamos intranquilos e sentimos dificuldades. Não conseguimos ter a bola, segurar, agir bem, circular, e passamos por algumas dificuldades nos momentos finais. Mas é nas dificuldades que se vêem os campeões e hoje mostramos, mais uma vez, que mesmo a perder, conseguimos dar a volta e vencer.”

“Começámos a perder, mas virámos para 3-1 com muita qualidade e com união, num campo extremamente difícil. Lembro que no ano passado perdemos dois pontos com este Olhanense. Estou satisfeito com o resultado desta noite e, como disse, com a maior parte do tempo de jogo, à excepção dos minutos finais, que temos de rever, reflectir e corrigir.”

“A entrada do James? A partir do momento em que o Olhanense está em vantagem não existe espaço ou profundidade e é preciso um jogador diferente. O Atsu precisa e gosta de espaço para explorar o seu jogo rápido, de velocidade. James é um jogador mais de toque e decisão. Entre linhas, faz a diferença. Entrou muito bem no jogo e trouxe-nos essa qualidade em termos de posse de bola, que, juntamente com os colegas, permitiu virar o resultado.”

“Estamos muito satisfeitos por ter cá Hulk e Moutinho. Se a equipa não estivesse totalmente focada no jogo, de corpo e alma, não conseguia fazer isto, dar a volta ao resultado e garantir a vitória naqueles minutos finais. Fizemos o nosso trajecto e ganhámos com justiça, mas ainda é muito cedo para o 1.º lugar significar alguma coisa.”

Hulk

“Estamos felizes por este resultado positivo. Sabíamos que íamos ter dificuldades aqui, até pelo que aconteceu no ano passado. Tínhamos de entrar concentrados. Entramos a perder, mas a equipa não desistiu e conseguiu dar a volta. Sofremos um pouco no final, mas faz parte. O mister está de fora e vê o jogo de forma diferente; ao intervalo explicou-nos o que estavamos a fazer de errado, nós escutamos os conselhos e conseguimos virar o jogo. Todos os jogos são importantes e para sermos campeões não podemos perder pontos em jogos difíceis como este.”

“Como todos sabem, tenho mais quatro anos de contrato com o FC Porto. Estou bem, sou bicampeão nacional e espero ser tricampeão. Se ficasse desiludido por não ter saído, não tinha vindo para o jogo... Estou feliz, estou num grande clube da Europa e quero ganhar mais títulos com o FC Porto.”

fonte: fcporto.pt

domingo, 26 de agosto de 2012

CARREGA PORTO: BOA EXIBIÇÃO PORTISTA


FC Porto-Vitória de Guimarães, 4-0
Liga, segunda jornada
25 de Agosto de 2012
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 35.503 espectadores

Árbitro: Hugo Miguel (Lisboa)
Assistentes: Pedro Garcia e Hernâni Fernandes
Quarto árbitro: Luís Ferreira

FC PORTO: Helton; Danilo, Maicon, Otamendi e Alex Sandro; Fernando, Lucho e João Moutinho; Hulk, Jackson Martínez e Atsu.
Substituições: Lucho por James (76m), Atsu por Varela (76m) e João Moutinho por Defour (80m)
Não utilizados: Fabiano, Kleber, Miguel Lopes e Mangala
Treinador: Vítor Pereira

V. GUIMARÃES: Douglas; Alex (cap.), N’Diaye, Defendi e Bruno Teles; El Adoua e André André; Ricardo, Barrientos e Toscano; Soudani
Substituições: Barrientos por Marco (46m), Marco por Lalkovic (64m) e Toscano por Leonel Olímpio (73m)
Não utilizados: Matej, Leandro Freire, João Ribeiro e Siaka Bamba
Treinador: Rui Vitória

Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Lucho (16m e 71m), Hulk (66m) e Jackson Martínez (80m, g.p.)
Cartão amarelo: Defendi (80m) e Leonel Olímpio (90m)


Depois do empate em Barcelos, o FC Porto regressou às vitórias após vencer o Guimarães por 4-0.
Com actividade ofensiva praticamente nula, a equipa de Guimarães resistia como podia ao ascendente portista, coordenado por uma velocidade crescente e descoordenado, por vezes, por episódios de alguma sofreguidão. E não foi por acaso que o golo sucedeu a um instante de clarividência. No caso, de Lucho, que escolheu o lado e rematou em arco, sem defesa e persistindo num lance que o próprio iniciou.
Outros golos estavam, no entanto, por fazer. Era apenas uma questão de tempo. Sem a pausa para o descanso, entre o primeiro e o segundo seria uma questão de meia-hora, porque, aos 66 minutos, nada nem ninguém pode interpor-se entre a “bomba” de Hulk e as redes, que voltariam a balançar a remate de Lucho.
No auge de uma exibição bem conseguida, a bola foi, por fim, colocada na marca de grande penalidade. Moutinho já tinha sido derrubado e substituído quando a cobrança foi confiada a Jackson Martínez, que bateu ousado, “à Panenka”. Enquanto Douglas se lançava para o lado direito, a bola entrava devagar no meio da baliza.
À goleada consumada faltou ainda outros golos, mas à exibição portista sobravam argumentos de óbvia qualidade, como aqueles que fazem as grandes equipas: solidez, equilíbrio, velocidade e génio foram apenas alguns dos mais óbvios entre os que sobressaíram de um desempenho capaz de gerar expectativa.


DECLARAÇÕES
Vítor Pereira agradeceu aos jogadores a exibição e a vitória sobre o Guimarães, dedicando a goleada à massa associativa, que "merecia um jogo assim". Lucho González desvalorizou ter sido ele o autor de dois golos e mostrou satisfação "pela boa diferença no marcador".

Vítor Pereira

"Fizemos um jogo sem mácula. Dinâmica muito grande. Todos os jogadores contribuíram para um bom jogo. Bom jogo também para quem viu".

"Todos contribuíram para um excelente jogo e estou satisfeito pela massa associativa, que merecia um jogo assim".

"Só comentarei saídas e entradas concretas. Hulk fez mais um grande jogo. Está cá, conto com ele. Quero dar os parabéns à equipa pelo jogo que fez, mereceram esta salva de palmas".

Lucho González

"Não mudou nada, o que nos faltou no primeiro jogo foi concretizar uma das muitas ocasiões. Sabemos que neste clube não se pode ter dois empates seguidos e fizemos um bom jogo. O importante é a equipa ganhar, quem marca não interessa. Ainda nos falta um pouco de ritmo, mas jogámos a ritmo alto e alcançámos uma boa diferença no marcador".

"Neste clube é normal notícias de transferências, até dia 31 vai haver mais, mas, como dizemos, todos estamos concentrados neste grupo. Se ficarem connosco muito melhor. Se alguém sair há que lhe desejar o melhor".


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

VEM VER A SUPERTAÇA NO DRAGÃO

O FC Porto conquistou em Aveiro a 19.ª Supertaça do seu historial, elevando o pecúlio do clube para 72 títulos oficiais. Helton, Lucho e companhia tiveram o privilégio de levantar o troféu após a vitória sobre a Académica e agora chegou a vez dos associados poderem conhecer mais de perto o símbolo do mais recente sucesso azul e branco.

O troféu já está na FC Porto Store do Estádio do Dragão e por lá permanecerá até sábado, para que todos os adeptos possam ver, fotografar e ser fotografados com a Supertaça.

fonte: fcporto.pt

domingo, 12 de agosto de 2012

CARREGA PORTO: FC PORTO CONQUISTA 19ª SUPERTAÇA


FC Porto-Académica, 1-0
Supertaça Cândido de Oliveira 2012
11 de Agosto de 2012
Estádio Municipal de Aveiro
Assistência: 26.825 espectadores

Árbitro: Olegário Benquerença (Leiria)
Assistentes: João Santos e Luís Marcelino
Quarto árbitro: Jorge Tavares

FC PORTO: Helton; Miguel Lopes, Maicon, Otamendi e Mangala; Fernando, Lucho (cap.) e Defour; James, Jackson Martínez e Atsu
Substituições: Defour por João Moutinho (57m), Atsu por Djalma (57m) e Lucho por Varela (86m)
Não utilizados: Fabiano, Rolando, Castro e Kleber
Treinador: Vítor Pereira

ACADÉMICA: Ricardo; Rodrigo Galo, João Real, Reiner Ferreira e Hélder Cabral; Flávio Ferreira (cap.), Makelele e Cleyton; Marinho, Cissé e Afonso
Substituições: Afonso por Ogu (71m), Marinho por Magique (86m) e Makelele por Edinho (91m)
Não utilizados: Peiser, João Dias, Henrique e Bruno China
Treinador: Pedro Emanuel

Ao intervalo: 0-0
Marcadores: Jackson Martínez (90m)
Cartões amarelos: Defour (53m), Hélder Cabral (61m), Otamendi (88m) e Jackson (91m)

O FC Porto conquistou este sábado a sua 19.ª Supertaça, que é também o seu primeiro “tetra” na competição e o 72.º troféu oficial. A Taça segue para o Estádio do Dragão graças a um golo em cima dos 90 minutos de Jackson Martínez, que marcou na estreia oficial com a camisola dos Dragões. A Académica, detentora da Taça, saiu derrotada por 1-0, num encontro totalmente dominado pelos azuis e brancos.
A competição disputou-se pela quarta vez consecutiva no Estádio Municipal de Aveiro, sendo que os Dragões venceram todas as edições aí disputadas, frente a Paços de Ferreira (2009), Benfica (2010), Vitória de Guimarães (2011) e agora Académica. Destas quatro, foi a equipa de Coimbra a opor mais resistência aos portistas. Quando já se adivinhava o prolongamento, valeu o cabeceamento fulgurante de Jackson Martínez, após cruzamento de Miguel Lopes, que momentos antes tinha estado prestes a abandonar o relvado, por lesão.
O FC Porto dominou a partida desde o arranque, ensaiando uma pressão alta que obteve bons resultados nos primeiros minutos. A primeira ocasião apenas surgiu aos 17 minutos, com Mangala, na sequência de um canto, a ficar perto de marcar. Três minutos depois, deu-se a melhor jogada do primeiro tempo: uma triangulação entre Lucho, Miguel Lopes e James culminou num remate do colombiano à figura de Ricardo.
A melhor ocasião dos azuis e brancos nos primeiros 45 minutos surgiria na sequência de um livre directo de Maicon, aos 27': Ricardo defendeu para a frente, Atsu chegou primeiro à bola mas não conseguiu assistir Otamendi.
O adversário, bem organizado, apenas se aproximou da baliza portista perto do intervalo, através de um livre de Hélder Cabral que passou ainda assim bem ao lado da baliza de Helton. No último lance da etapa inicial, Mangala voltou a estar perto de abrir o marcador, ao cabecear por cima da barra um canto de James.
A segunda parte iniciou-se com mais posse de bola por parte dos portistas, e de novo com uma boa oportunidade de golo: Lucho assistiu Jackson, que aproveitou uma falha de Reiner para rodar sobre a bola e rematar. Porém, o disparo saiu por cima. Ainda antes dos 60 minutos, Vítor Pereira lançou João Moutinho e Djalma, para os lugares de Defour e Atsu, e a pressão sobre a equipa de Coimbra aumentou.
Nos últimos 15 minutos, o jogo “partiu-se”, com o FC Porto a deixar mais elementos na frente e a Académica a dispor de mais espaço para o contra-ataque. No entanto, os Dragões nunca desistiram de chegar ao golo e acabaram por ver a sua insistência premiada, quando Jackson conseguiu marcar.

DECLARAÇÕES
Depois de conquistada a 19.ª Supertaça, a quarta consecutiva, Vítor Pereira falou de uma vitória “justa”, de um adversário digno e de uma equipa “coesa”, a do FC Porto, que terminou mais um jogo sem sofrer qualquer golo. Sobre Jackson Martínez, o autor do cabeceamento decisivo, sublinhou a oportunidade e a capacidade de trabalho do colombiano. Para melhorar, acrescentou o próprio.

Vítor Pereira e a “coesão” da equipa
“Tivemos momentos bons, mas no final da primeira parte deixámos de fazer o nosso jogo característico de controlo com bola. Voltámos bem na segunda parte e, por aquilo que fizemos, creio que foi um resultado justo, frente a um adversário que valorizou o jogo e o espectáculo. Foi mais um jogo em que não consentimos qualquer golo. É, portanto, uma equipa coesa. Os golos do Jackson vão acontecer naturalmente, porque se trata de um jogador com muita qualidade, que vai ajudar-nos a crescer. Trabalhou muito e, na hora certa, apareceu a fazer um golo. É isso que se pede a um ponta-de-lança.”

Jackson Martínez: “Estava difícil…”
“Estava difícil fazer a bola entrar na baliza. A Académica foi um adversário difícil, que complicou muito o nosso trabalho. Agora é desfrutar e continuar a trabalhar para melhorar. Creio que o FC Porto vai ser ainda mais forte na Liga.”

domingo, 5 de agosto de 2012

CARREGA PORTO: SÓ FALTOU O GOLO


FC Porto-Lyon, 0-0
Jogo de Apresentação 2012/13
4 de Agosto de 2012
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 42. 709 espectadores

Árbitro: Artur Soares Dias (Porto)
Árbitros assistentes: Rui Licínio e João Silva
Quarto árbitro: Hugo Pacheco

FC PORTO: Helton; Miguel Lopes, Maicon, Otamendi e Mangala; Fernando, Defour e Lucho (cap.); James, Jackson Martínez e Atsu
Substituições: Fernando por João Moutinho (46m), James por Varela (67m), Atsu por Djalma (67m), Defour por Castro (67m), Otamendi por Rolando (78m), Helton por Fabiano (78m), Jackson Martínez por Klebler (78m), Lucho por Kelvin (78m), Miguel Lopes por Sereno (78m), Sereno por Iturbe (89m)
Não utilizados: Kadú e Alvaro
Treinador: Vítor Pereira

LYON: Lloris; Réveillère, Cris, Koné e Cissokho; Fofana, Gonalons (cap.) e Gourcuff; Briand, Gomis e Lacazette
Substituições: Gomis por Benzia (56m), Fofona por Malbranque (56m), Cris por Untiti (72m), Réveillère por Dabo (72m), Lacazette por Pied (79m), Briand por Grenier (79m)
Não utilizados: Vercoutre
Treinador: Rémi Garde

Cartão amarelo: Koné (89m)


No jogo de apresentação aos adeptos e aos sócios portistas, só faltou mesmo o golo, porque brilho houve de sobra; do relvado à bancada e do jogo ao momento que aproximou equipa e adeptos no fecho da noite. O FC Porto empatou (0-0)  com o Lyon. Desta vez, o Lyon, derrubado em Março de 2004 no caminho para Gelsenkirchen, saiu ileso do Dragão.O FC Porto teve até um início promissor. Nos primeiros segundos, um passe de James para Lucho quase resultava em golo.
No extremo oposto do relvado, Jackson Martínez testava os reflexos de Lloris. As oportunidades não eram propriamente flagrantes, mas Atsu, James e Lucho não se cansavam de as trabalhar. Na melhor delas, já próximo do intervalo, o remate cruzado do colombiano esbarrou nas pernas do guarda-redes francês.
O recomeço do jogo recuperou o modelo inicial e da dinâmica atacante dos Dragões resultou apenas a sensação de golo, que o estádio chegou a gritar. Mas a bola bateu do lado errado das redes, depois de um remate colocado, mas não o suficiente, de Lucho, assistido por Atsu, que cruzou atrasado, sentenciado assim a partida.

DECLARAÇÕES
Apesar do nulo registado frente ao Lyon, o treinador Vítor Pereira considerou, em conferência de imprensa, que a exibição mostrou que a equipa está preparada para demonstrar a Académica, no sábado (20h45). “O que há a registar é fundamentalmente a consistência do ponto de vista global. A exibição transmite-nos confiança para o jogo da Supertaça”, afirmou.

“Estou satisfeito por termos evidenciado consistência defensiva. Não demos grandes hipóteses ao adversário. Num ou noutro momento, a dinâmica ofensiva não foi como pretendemos, mas ainda estamos a crescer. O jogo de hoje foi contra uma boa equipa e foi um bom teste. Ofensivamente, alternámos períodos em que circulámos bem a bola e criámos algumas situações de golo com outros em que não conseguimos essa circulação e uma saída apoiada”, afirmou.

Vítor Pereira admitiu que, por estratégia, o FC Porto permitiu ao Lyon subir no terreno, mas ainda há arestas a limar. “Permitimos algum controlo de jogo com bola ao adversário e não é isso que queremos, mas por estratégia também quisemos convidar o adversário. Porém, as linhas recuaram muito. Houve períodos de que gostei e outros que teremos de corrigir”.

O técnico sublinhou que a prioridade era preparar a equipa para a Supertaça e respondeu às questões sobre possíveis entradas e saídas com uma perspectiva única: “Percebo que há dinâmicas de mercado e consequências. Este ano não foge à regra e tenho um título para discutir já na próxima semana, pelo que estou concentrado naquilo que é a equipa e nos jogadores que nos dão mais garantias, tácticas, técnicas e psicológicas. Não espero reforços, estou contente com os jogadores que tenho e até ao final de Agosto vamos ver o que se vai passar”.

O treinador adiantou ainda que o onze a apresentar no sábado em Aveiro não deve “fugir muito” do apresentado frente aos franceses.


sábado, 7 de julho de 2012

CARREGA PORTO: JACKSON MARTINEZ ASSINA POR QUATRO ANOS

O avançado Jackson Martinez é o mais recente reforço do FC Porto, tendo assinado contrato até 2016.

O jogador foi contratado ao Jaguares, do México, por onze milhões de dólares (8,8 milhões de euros) , ficando com uma cláusula de rescisão de 40 milhões de euros.

O contrato fica naturalmente dependente da realização dos testes médicos.

Jackson Martinez tem 25 anos, 1,84 metros de estatura, e é internacional colombiano, onde totaliza 14 internacionalizações e cinco golos.

No Jaguares realizou 64 partidas, tendo apontado 33 golos.

fonte: fcporto.pt

sexta-feira, 22 de junho de 2012

"RETRATOS DO DRAGÃO"

A tribuna VIP do estádio do FC Porto recebeu esta sexta-feira a apresentação oficial do livro “Retratos do Dragão”, de Veríssimo Dias. Jorge Nuno Pinto da Costa foi uma das figuras presentes no evento, juntamente com muitos outros retratados, e não deixou de agradecer “o talento e dedicação” do autor da obra.

O presidente do FC Porto assumiu “o entusiasmo” com que recebeu a ideia da concepção de um livro que retratasse uma parte “da grande história do clube” e garantiu “total satisfação” com o produto final.

“É com muito gosto que aqui apresentamos uma obra que perpetua uma grande parte da história do FC Porto. Este livro retrata as grandes figuras portistas que se distinguiram ao longo dos anos nas mais diferentes áreas, fossem elas quais fossem. Para mim é muito importante homenagear estas glórias portistas, estas figuras inolvidáveis, ligadas por coração ao FC Porto. Agradeço ao engenheiro Veríssimo Dias, cujo talento e dedicação não podem ser questionados, a paixão que colocou neste livro. Considero-o um excelente trabalho”, referiu o dirigente máximo do emblema azul e branco.

Veríssimo Dias não escondeu também a emoção na hora de apresentar o seu mais recente projecto e deixou extensos elogios a todos os que permitiram e contribuíram para a realização deste livro. O autor da obra garante ser hoje "mais um Dragão".
fonte: fcporto.pt

segunda-feira, 14 de maio de 2012

CARREGA PORTO: FECHAR ÉPOCA COM CHAVE DE OURO


Rio Ave-FC Porto, 2-5
Liga portuguesa, 30.ª jornada
12 de Maio de 2012
Estádio dos Arcos, em Vila do Conde

Árbitro: Jorge Ferreira (Braga)
Assistentes: Pedro Ferreira e Nélson Moniz
Quarto árbitro: Jorge Tavares

RIO AVE: Huanderson; Sony, Gaspar, Jeferson e André Dias; Bruno China, Vítor Gomes e Tarantini; Christian, João Tomás e Kelvin
Substituições: Vítor Gomes por Braga (41m), Bruno China por André Vilas Boas (65m) e João Tomás por Yazalde (81m)
Não utilizados: Paulo Santos, Jorginho, Éder e Mendes
Treinador: Carlos Brito

FC PORTO: Bracali; Danilo, Rolando, Mangala e Alvaro Pereira; Defour, Moutinho e James; Djalma, Kléber e Varela
Substituições: James por Iturbe (46m), Varela por Hulk (65m) e Bracali por Kadú (82m)
Não utilizados: Maicon, Alex Sandro, Lucho e Janko
Treinador: Vítor Pereira

Ao intervalo: 1-2
Marcadores: Djalma (13m), James (17m), João Tomás (42m, pen.), Kléber (50m, 75m e 90m+1) e Christian (66m)
Cartões amarelos: Djalma (41m), João Tomás (42m) e Christian (74m)
  
O FC Porto venceu este sábado, o Rio Ave por 2-5, com golos portistas de Djalma, James e Kléber em jogo da 30.ª e última jornada da I Liga. Curiosamente foi no campo de Vila do Conde que o FC Porto se sagrou bicampeão nacional graças ao empate do 2º classificado com o Rio Ave na 28.ª jornada. No dia anterior, o FC Porto tinha vencido na Madeira mas só saiu para a varanda do Estádio do Dragão após o deslize dos rivais.
Já com o titulo nas mãos, Vítor Pereira deixou Hulk no banco de suplentes e lançou uma equipa titular renovada: Bracali, Danilo, Mangala, Rolando, Alvaro Pereira, Moutinho, Defour, Djalma, Varela, Kléber e James.
Os Dragões marcaram cedo, logo aos 13 minutos, num bom arranque de Djalma a inaugurar o marcador em Vila do Conde. Quatro minutos depois, foi a vez de Varela brilhar para James marcar. Com a técnica do extremo português e a pontaria do colombiano, o FC Porto fez o 0-2.
Perto do intervalo, na conversão de uma grande penalidade, o goleador João Tomás não falhou perante Bracali, marcando o seu 11.º golo esta temporada.
Na segunda parte, com Iturbe no lugar de James, o FC Porto chegou ao terceiro golo da partida. Novamente Varela assistiu Kléber que finalizou com classe. Estava feito o 1-3 em Vila do Conde.
Aos 65 minutos, o FC Porto não marcou mas os adeptos aplaudiram como se assim fosse, com a entrada de Hulk. O avançado brasileiro tomou conta do lugar de Varela no jogo. Mas quem marcou, um minuto depois, foi Atsu para o Rio Ave. Após uma boa jogada de Braga, o ganês isolou-se, passou pela defesa portista e reduziu para 2-3.
O jogo continuava em bom ritmo e, aos 75 minutos, Kléber bisou na partida. Já em tempo de compensação, o ponta de lança brasileiro completou um hat-trick, terminando o campeonato com 9 golos.
Fim do jogo, o FC Porto é oficialmente bicampeão, com seis pontos de vantagem sobre o 2.º classificado. Seguiu-se a festa pela Avenida dos Aliados.


DECLARAÇÕES

Com a expressão da vitória (2-5) a dispensar comentários, a não inclusão de Hulk no onze do FC Porto serviu de tema a quase todas as perguntas no final do jogo com o Rio Ave. Vítor Pereira, o treinador, manteve a prioridade dos objectivos colectivos sobre os individuais e Hulk assumiu que jamais pensou marcar três golos no último jogo para atingir o topo da lista de melhores marcadores.

Vítor Pereira e os objectivos prioritários
A explicação do treinador do FC Porto: "A equipa quis acabar bem o campeonato. É séria, competente e ganhámos com toda a naturalidade e justiça. Neste clube, colocamos sempre os objectivos colectivos à frente dos individuais e sentimos que era um jogo para outras opções, para jogadores que têm sido menos utilizados. Foi uma temporada desgastante para todos os treinadores e é natural que precise de férias, mas também é preciso começar a preparar a próxima temporada."

Hulk e a festa "ainda mais bonita"
A leitura de Hulk, que entrou aos 65 minutos e assistiu Kléber para o último golo do jogo: "Independentemente de já termos o campeonato ganho, procuramos estar sempre motivados. Era o último jogo e nós queríamos ganhá-lo, para a festa ficar ainda mais bonita. A equipa está de parabéns e fez um bom jogo. Quem escolhe a equipa é o “mister”, mas em nenhum momento eu pensei jogar e fazer três golos. Sempre que jogo, é a pensar em dar o melhor à equipa e o mais importante foi termos conquistado o título nacional. Gosto de jogar sempre, mas temos que respeitar a opinião do treinador. Temos jogadores que ajudaram muito ao longo da época e que mereciam ser campeões. Despedir-me dos adeptos? Não. Vou comemorar com os adeptos. Depois começo a pensar na selecção. Quanto ao futuro, tenho mais quatro anos de contrato com o FC Porto."

segunda-feira, 7 de maio de 2012

domingo, 6 de maio de 2012

CARREGA PORTO: FC PORTO 2-0 SPORTING


FC Porto-Sporting, 2-0
Liga portuguesa, 29.ª jornada
5 de Maio de 2012
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 50.212 espectadores

Árbitro: Pedro Proença (AF Lisboa)
Assistentes: Bertino Miranda e Ricardo Santos
Quarto árbitro: Cosme Machado

FC PORTO: Helton; Sapunaru, Maicon, Otamendi e Alex Sandro; Fernando, João Moutinho e Lucho; James, Hulk e Varela
Substituições: Sapunaru por Danilo (57m), Varela por Janko (57m) e Lucho por Defour (64m)
Não utilizados: Bracali, Kléber, Rolando e Djalma
Treinador: Vítor Pereira

SPORTING: Rui Patrício; Pereirinha, Onyewu, Polga e Insúa; Schaars, Elias e Matías Fernández; Carrillo, van Wolfswinkel e Capel
Substituições: Carrillo por Jeffrén (60m), Matías Fernández por André Martins (71m) e Schaars por Diego Rubio (78m)
Não utilizados: Marcelo, Carriço, Evaldo e Xandão
Treinador: Sá Pinto

Ao intervalo: 0-0
Marcador: Hulk (82m, pen., e 88m)
Cartões amarelos: Sapunaru (14m), Carrillo (16m), Onyewu (20m e 67m), Moutinho (41m), Fernando (43m e 90m+3), Lucho (49m) e Hulk (83m)
Cartões vermelhos: Onyewu (67m, por acumulação de amarelos), Polga (80m) e Fernando (90m+3, por acumulação de amarelos)

Como já se sabia este era o jogo de celebração do bicampeonato. Houve no entanto outra coisa que deu mais ênfase à celebração. Nada mais nada menos que Hulk, o Incrível Hulk. Hulk apontou os dois golos que derrubaram um Sporting ainda a lutar pelo terceiro lugar e deu mais cor à festa, que foi rija no Dragão. Os Dragões já não perdem em casa, para o campeonato, há 57 jogos, que correspondem a 42 meses.
No confronto deste sábado, o Sporting não foi capaz de contrariar uma segunda parte muito forte dos Dragões, que tiveram em Hulk a solução para “desbloquear” a partida.
A primeira parte foi disputada e dividida, com nenhuma das equipas a conseguir uma grande oportunidade de golo. Os Dragões tiveram mais posse de bola (52%) e procuraram circulá-la mais do que o adversário, espreitando brechas na defesa do Sporting. Os lisboetas apostavam no contra-ataque, exigindo à defensiva azul e branca um cuidado redobrado.
As duas melhores situações de ataque dos Dragões surgiram nos primeiros minutos: aos sete minutos, após livre de João Moutinho, Otamendi apareceu ao segundo poste, mas desviou para fora. Dois minutos depois, um pontapé de ressaca de Lucho, após um canto, saiu por cima da baliza de Rui Patrício. Na primeira parte regista-se também a tendência do árbitro Pedro Proença para juízos equivocados, factor que o FC Porto já está habituado. De qualquer forma, o FC Porto saiu prejudicado em vários lances que irritaram a plateia e a equipa azul e branca.Na segunda parte, Polga disparou ao poste da baliza do FC Porto. Seria esse o único sinal de perigo do Sporting na segunda parte. Os azuis e brancos pegaram no jogo e, aos 53 minutos, Varela isolou-se mas rematou contra as pernas de Rui Patrício, que haveria de ser várias vezes o “salvador” do Sporting.
Aos 67 minutos, Onyewu viu um justificadíssimo segundo cartão amarelo, quando Hulk seguia disparado para a baliza do Sporting, e o FC Porto passou a usufruir de superioridade numérica. O Sporting não faz mais do que resistir, mesmo que por vezes de forma ilegal: aos 78 minutos, Janko foi tocado quando se preparava para desviar para a baliza um cruzamento de Danilo.
A resistência sportinguista terminou depois de nova arrancada de Hulk: o brasileiro cruzou para Janko, que rematou de calcanhar mas permitiu a defesa de Rui Patrício. James acorreu à recarga mas foi "ceifado" por Polga, que foi expulso. Hulk converteu o penálti e deu vantagem ao FC Porto. Mas o Incrível não ficou por aqui. Aos 85 minutos, Hulk ofereceu o golo a Janko, mas Rui Patrício efectuou uma defesa quase impossível. Aos 88, deu a machadada final no encontro, em mais uma arrancada incrível, deixando para trás a defesa do Sporting e o guardião Patrício. Foi o 16.º tento do brasileiro na prova, em que é o melhor marcador portista. Antes do apito final, ainda foi possível ver Fernando a celebrar, tendo levado o segundo cartão amarelo. É uma imagem pouco comum, mas o tempo era já de festa.

INCRIVELMENTE MELHOR
Hulk foi eleito o melhor jogador em campo no encontro deste sábado, entre o FC Porto e o Sporting, no Estádio do Dragão. Na 29.ª jornada da Liga, em que os azuis e brancos festejaram em casa o bicampeonato, o avançado brasileiro fez uma excelente exibição, apontando os dois golos da vitória.

DECLARAÇÕES
Vítor Pereira: "Só a equipa mais consistente levaria o título"
A conferência após a consagração, celebrada com uma vitória clara sobre o Sporting, abriu com dedicatórias e acabou a versar sobre um processo de aprendizagem e evolução. Do treinador e da equipa. Pelo meio, ficou sublinhado o mais importante: a vitória da equipa mais consistente e regular, que acrescentou a esses dois dados a capacidade de se assumir nos momentos decisivos.

Título com dedicatória
"Quero dedicar este título a muita gente: aos jogadores, que são os principais obreiros, à massa associativa, que esteve sempre connosco, à Administração e a todo o staff do FC Porto."

Vitória com mérito
"Foi um jogo complicado, contra uma boa equipa, com uma primeira parte aberta, jogo corrido e oportunidades de um lado e de outro. Chegámos à vitória com todo o mérito, mas creio que também não seria justo ter vencido por mais golos, porque o Sporting bateu-se bem."

Mais que justificado
"Foi um campeonato difícil e competitivo. Viemos de uma época com muitos títulos e enfrentámos dificuldades características de quem ganhou tudo. Fomos regulares, competentes, ultrapassámos fases menos boas, e acabámos a jogar bom futebol e a justificar claramente o título. Foi um campeonato muito disputado, como se previa. Só a equipa mais consistente e mais regular conseguiria levar o título, e nós temos o melhor ataque e a melhor defesa. Nos jogos decisivos, a equipa assumiu-se e isso tem a ver com o carácter dos jogadores."

Ano de aprendizagem
"Não tenho problemas em assumir que se tratou de um ano de muita aprendizagem. Fomos crescendo, para chegarmos ao fim da época fortes e capazes de resolver os jogos decisivos. Todas as experiências são de aprendizagem e nós vamos crescendo com elas, e eu tenho humildade suficiente para o reconhecer e para saber que ainda vou crescer como treinador. Acredito que no futuro serei melhor, mas não estou aqui a fazer promessas."

segunda-feira, 30 de abril de 2012

OS ADEPTOS DO FC PORTO SÃO QUEM MAIS ORDENA



Embora eu discorde de algumas das escolhas ditas pelos adeptos portistas (André Villas-Boas e Mourinho; estão doidos ou quê) se tiver que escolher entre o Jorge Jesus e o Vítor Pereira, claramente escolho Vítor Pereira.

domingo, 29 de abril de 2012

CARREGA PORTO: MARÍTIMO 0-2 FC PORTO

Marítimo - FC Porto, 0-2
Liga, 28.ª jornada
28 de Abril de 2012
Estádio dos Barreiros, no Funchal
Assistência: Cerca de 4000 espectadores
Árbitro: Paulo Batista (Portalegre)

MARÍTIMO: Salin; Briguel, Roberge, Robson e Ruben Ferreira; Rafael Miranda, Olberdam e João Luíz; Danilo Dias, Sami e Fidelis.
Substituições: João Luís por Heldon (46m), Danilo Dias por Benachour (62m) e Roberge por Pouga (81m).
Não utilizados: Peçanha, João Diogo, João Guilherme e Luís Olim.
Treinador: Pedro Martins

FC PORTO: Helton; Sapunaru, Maicon, Otamendi e Alex Sandro; Fernando, Lucho e João Moutinho; James, Hulk (cap.) e Varela
Substituições: Varela por Djalma (63m), James por Defour (75m), Lucho por Rolando (88m)
Não utilizados: Bracali, Danilo, Kléber, Rolando e Janko.
Treinador: Vítor Pereira

Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Hulk (16m, pen e 89m, pen)
Cartão amarelo: Rafael Miranda (20 e 89m), Ruben Ferreira (31m), Robson (48m), Alex Sandro (55m), Benachour (67m), Olberdam (69m), Hulk (74m); Heldon (84m)
Cartão vermelho: Rafael Miranda (89m)


Carlos Pereira prometeu que FC Porto não teria paz, outros apostaram as fichas todas num tropeção na deslocação à Madeira, mas os Dragões mostraram mais uma vez quem é o patrão do campeonato e ganharam de forma autoritária, com dois golos de Hulk, na conversão de duas penalidades sem discussão.
Boa entrada no jogo do FC Porto, à procura do golo que deixasse o título mais perto. Com Varela no “onze” e Janko no banco, coube a Hulk ocupar a posição central no ataque dos Dragões, que desde o primeiro minuto ameaçaram a baliza de Salin.
Utilizando preferencialmente o flanco esquerdo, aproveitando sucessivas combinações entre Alex Sandro, Varela e Moutinho, o FC Porto encurralou o Marítimo na área e foi procurando criar situações de remate. Aos 13 minutos o golo esteve iminente, com Hulk a concluir uma excelente jogada pela esquerda, mas que Ruben Ferreira salvou em cima da linha.
O FC Porto pressionava e aos 16 minutos chegou à vantagem, através de um penalti convertido por Hulk, depois de Fidelis cortar um pontapé de canto com a mão – falta clara e sem discussão. Hulk marcou com competência, fazendo a bola entrar junto ao poste esquerdo da baliza de Salin.
Sempre com mais posse de bola, o FC Porto controlou a partida, esteve perto do segundo golo aos 38 minutos, quando uma bela iniciativa de Sapunaru terminou com um cruzamento atrasado para o remate de James, que Salin defendeu em desespero com as pernas.
A perder por um golo, o Marítimo foi acreditando que podia inverter o resultado e a verdade é que na segunda parte criou muitos mais problemas à defesa dos Dragões. Aos 68 minutos Helton impediu a igualdade, com uma grande defesa a remate de Fidelis. No minuto anterior foi Hulk quem esteve perto do segundo golo, mas o remate saiu ligeiramente ao lado.
Mesmo em cima do final do jogo Hulk ofereceu o segundo golo a Lucho, mas o remate do argentino saiu por cima, mas logo a seguir Djalma foi derrubado na área, penalti claro que Hulk converteu no 2-0 final.

Com esta vitória portista faltam apenas dois pontos para o bicampeonato, mas o FC Porto pode festejar mais logo à noite se o eterno rival perder ou empatar frente ao Rio Ave.

sábado, 28 de abril de 2012

LIGA FERTIBERIA: DRAGÕES FORAM ELIMINADOS DA LIGA FERTIBERIA EM MADRID

O FC Porto "Vintage", formação que integra várias antigas estrelas dos Dragões, perdeu por 14-8 no terreno do Atlético de Madrid, em encontro dos quartos-de-final da Liga Fertiberia.

Os madrilenos, invictos na competição, têm uma equipa entrosada e à qual os azuis e brancos, com várias ausências, não conseguiram resistir.

Os tentos do FC Porto foram da autoria de Fernando Couto, Rui Barros (2), Capucho (4) e Mário Silva.
fonte: fcporto.pt

domingo, 22 de abril de 2012

CARREGA PORTO: FC PORTO 3-0 BEIRA MAR


FC Porto-Beira-Mar, 3-0
Liga, 27.ª jornada
21 de Abril de 2012
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 33.412 espectadores

Árbitro: Bruno Esteves (Setúbal)
Árbitros assistentes: Mário Dionísio e Valter Ferreira
Quarto árbitro: Jorge Ferreira

FC PORTO: Helton; Sapunaru, Maicon, Otamendi e Alex Sandro; Defour, Lucho e João Moutinho; Hulk (cap.), Janko e James
Substituições: Defour por Fernando (53m), Sapunaru por Danilo (57m) e Janko por Varela (66m)
Não utilizados: Bracali, Kléber, Rolando e Djalma
Treinador: Vítor Pereira

BEIRA-MAR: Rui Rego; Nuno Lopes, Hugo (cap.), Bura e Joãozinho; Nuno Coelho, Balboa, Jaime e Serginho; Abel Camará e Nildo
Substituições: Nuno Coelho por Dias (12m), Serginho por Artur (59m) e Abel Camará por Edson Sitta (72m)
Não utilizados: Paes, Pedro Moreira, Dudu e Cássio
Treinador: Ulisses Morais

Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Hulk (33m, pen., 54m) e Janko (51m)
Cartão amarelo: Abel Camará (15m), Dias (32m), Bura (35m), Defour (41m), João Moutinho (43m), Lucho (47m), Sapunaru (52m)


O FC Porto entrou forte e logo na primeira jogada, Hulk arranca e liberta em Janko que remata forte mas à figura de Rui Rego. O Porto jogava bem, com velocidade suficiente para colocar em causa a defensiva adversária.
Aos 32 minutos e após 2 sustos dos visitantes,Sapunaru com um grande passe de Lucho, origina uma grande penalidade clara de Dias. Hulk chamado a converter com alguma sorte à mistura na potência e colocação com que rematou, faz o 1-0. O mais difícil estava feito.
Para a 2ª metade, pedia-se concentração máxima e vontade na busca de mais golos pois o resultado era curto e perigoso. Não houve mexidas nas duas equipas, apenas se mantinha a alteração forçada bem cedo na partida com a lesão de Nuno Coelho a dar lugar a Dias.
Melhor entrada não podíamos ter tido e logo aos 50 minutos James inicia a jogada em velocidade no corredor central e mais tarde a dividir o jogo na direita em Hulk e o brasileiro aproveitando a falha de cobertura defensiva coloca no 2º poste para desvio de Janko finalmente a voltar aos golos. 2-0 e vantagem alargada. Três minutos depois Hulk volta a facturar num pontapé forte de pé esquerdo após passe atrasado de Maicon que tinha ficado na área após pontapé de canto.
Estávamos muito bem no jogo, 3-0 era o resultado e havia alguns momentos de “nota artística” como alguns lhe chamam! Bem Vítor Pereira a mexer por duas vezes na equipa em 2 elementos amarelados…saíram Defour e Sapunaru e entram os regressados Fernando e Danilo.
O jogo chegava ao fim sem mais lances a merecer registo especial, apenas alguns apontamentos de James e Lucho a pautarem o jogo até final.

terça-feira, 17 de abril de 2012

LIGA FERTIBERIA: FC PORTO VENCE MÁLAGA

O FC Porto-Málaga, agendado para esta sexta-feira, 21 de Abril, não se irá realizar. A formação espanhola, sem quaisquer hipóteses de apuramento para a próxima ronda da Liga Fertiberia, decidiu não viajar até Portugal, pelo que o triunfo é dos Dragões. A equipa Vintage defronta o Atlético de Madrid a 27 de Abril, nos quartos-de-final da prova.

Em declarações ao www.fcporto.pt, Fernando Gomes lamenta a falta de comparência dos homens de La Rosaleda mas até agradece o descanso. Afinal de contas, o duelo com os "colchoneros" vai dar muito trabalho aos craques azuis e brancos.

"Só esta segunda-feira é que soubemos que íamos defrontar o Atlético nos quartos-de-final da Liga Fertiberia. Sinceramente ainda não tive tempo de ver nada sobre eles, nem sei quem são os jogadores disponíveis, mas parece-me que têm uma equipa mais jovem do que a nossa e, olhando para os resultados até ao momento, só vitórias, percebe-se que têm qualidade. Provavelmente será uma equipa que, sem ter grandes nomes, tem gente mais nova e isso aqui… faz grande diferença", assume o avançado.

O campo é mais pequeno, as balizas também, mas, apesar da vontade, a idade começa a pesar. A ambição das referências azuis e brancas é que se mantém no mesmo patamar de sempre, independentemente das dificuldades que possam surgir.

"Nestas idades, nestes jogos, uns aninhos a menos fazem diferença. Dão mais competitividade. Neste tipo de torneios, o nome na camisola conta muito menos do que a idade e a força física. A nossa maior dificuldade passará por aí: em Madrid, nessa data, os mais novos não vão estar presentes. O Capucho, o Folha, o Paulinho Santos, que são os jogadores com menos idade, e que são uma mais-valia, não vão jogar. Para além disso, o próprio treinador não vai poder estar presente. Portanto… estamos uma equipa desmembrada!", atira Gomes, com boa disposição.

"Ainda por cima, jogámos fora. São demasiadas adversidades pela frente, é um facto, mas somos Porto, o nosso destino é vencer, e continuamos a pensar em ganhar o jogo. Vamos lá para disputar a vitória", garante o capitão do FC Porto Vintage.

No auge da carreira, recorde-se, Gomes actuou duas temporadas nos espanhóis do Sp. Gijón e defrontou, marcou e venceu o Atlético de Madrid. Um bom prenúncio para o próximo encontro, apesar de tudo?

"Por acaso lembro-me que defrontei o Atlético de Madrid apenas duas vezes, mas marquei nos dois jogos. Fiz um ‘bis’ em casa, no Molinón, e um golo de cabeça no Vicente Calderón. O Atlético de Madrid era naquela altura um clube de um nível mais próximo do Barcelona e do Real Madrid do que é hoje. Ainda é um clube grande, mas naquela época tinha plantéis de grande qualidade e lutava directamente com o Barça e o Real. Neste jogo há muito menos pressão, trata-se de uma liga ‘indoor’, mais na brincadeira. E porque estamos todos mais velhos, também não dá para tantas correrias… Mas queremos ir lá vencer, ultrapassar aquela que é teoricamente a equipa mais complicada da prova e, quem sabe, conseguir chegar até à final do torneio", aponta o eterno número nove.

Caso o FC Porto ultrapasse o Atlético de Madrid e atinja as meias-finais da Liga Fertiberia, o jogo seguinte disputar-se-á a 11 de Maio. A final da competição está agendada para a sexta-feira posterior, dia 18.
fonte: fcporto.pt

domingo, 8 de abril de 2012

CARREGA PORTO COM GARRA E VONTADE DE GANHAR


SC Braga-FC Porto, 0-1
Liga portuguesa 2011/12, 26.ª jornada
7 de Abril de 2012
Estádio Municipal de Braga
Assistência: 25.971 espectadores

Árbitro: Olegário Benquerença (Leiria)
Assistentes: João Santos e Luís Marcelino
Quarto árbitro: Vasco Santos

SC BRAGA: Quim; Miguel Lopes, Douglão, Nuno André Coelho e Elderson; Custódio, Hugo Viana e Mossoró; Alan, Lima e Hélder Barbosa.
Substituições: Alan por Paulo César (68m), Hélder Barbosa por Carlão (75m) e Custódio por Nuno Gomes (83m)
Não utilizados: Berni, Ewerton, Ukra e Djamal
Treinador: Leonardo Jardim

FC PORTO: Helton; Sapunaru, Maicon, Otamendi e Alvaro; Defour, João Moutinho e Lucho; Hulk, Kléber e James.
Substituições: Kléber por Varela (46m), Alvaro por Alex Sandro (63m) e James por Rolando (83m)
Não utilizados: Bracali, Djalma, Iturbe e Janko
Treinador: Vítor Pereira

Ao intervalo: 0-0
Marcador: Hulk (55m)
Cartão amarelo: Sapunaru (24m), Defour (36m), Custódio (51m), Alvaro (59m), Hugo Viana (75m) e Varela (90m+3)


O jogo era decisivo para as contas do título e o FC Porto respondeu à altura. Um golo de Hulk, que nunca tinha sequer marcado na Pedreira, foi suficiente para carimbar a vitória (0-1) no terreno do Sporting de Braga e abrir um atalho para o título. Agora só faltam quatro finais: igual número de vitórias é sinónimo de triunfo na Liga.
O encontro foi intenso, especialmente durante a primeira parte, mesmo que nem sempre bem jogado. Os Dragões procuraram travar a circulação de bola do adversário com Moutinho a Lucho a pressionar bem à frente no campo. Houve momentos alternados de domínio e poucas oportunidades de golo, se bem que os três remates mais perigosos tenham sido dos Dragões. Em ambos os momentos, aos 12 e 28 minutos, tratou-se de combinações entre Hulk e Lucho que o argentino concluiu e que o guarda-redes Quim travou.
Aos 29 minutos, a equipa da casa criou real perigo, com um remate de Lima, na sequência de um contra-ataque, a sair ao lado da baliza portista. Ainda antes do intervalo chegaria a melhor ocasião do primeiro tempo. João Moutinho desmarcou com Hulk, que rematou junto à linha de fundo, de ângulo quase impossível. A bola ia mesmo para a baliza e Quim voltou a evitar o golo.
No arranque do segundo tempo, Varela entrou para o lugar de Kléber, uma substituição que se revelou determinante e que tornou o ataque portista mais imprevisível. O extremo português, que ainda recupera ritmo após a lesão sofrida na recepção ao Feirense, efectuou uma bela exibição, assim como Alex Sandro, que substituiu Alvaro a meio da etapa complementar. Os portistas ainda apanharam um susto quando Hugo Viana, aos 47 minutos, apareceu isolado frente a Helton, rematando por cima. 

O FC Porto tornou-se progressivamente mais perigoso, mantendo a segurança defensiva que lhe permite ser a melhor defesa dos principais campeonatos europeus, a par dos italianos da Juventus (17 golos encaixados). E, aos 55 minutos, James recuperou a bola a meio-campo e serviu Hulk, que isolado, rematou com o seu pior pé, o direito. A bola parecia que não queria entrar, mas lá ultrapassou a linha de baliza dos bracarenses, dando aos azuis e brancos uma vantagem preciosíssima.
O apito final soou pouco depois e os futebolistas portistas comemoraram a vitória junto aos adeptos que os acompanharam. Também eles foram incansáveis.

domingo, 1 de abril de 2012

CARREGA PORTO: FC PORTO 2-0 OLHANENSE


FC Porto-Olhanense, 2-0>
Liga, 25.ª jornada
31 de Março de 2012
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 31.903 espectadores

Árbitro: Manuel Mota (Braga)
Árbitros assistentes: Bruno Trindade e José Gomes
Quarto árbitro: Paulo Rodrigues

FC PORTO: Helton; Sapunaru, Maicon, Otamendi e Alvaro; Fernando, Lucho e João Moutinho; Hulk (cap.), Janko e James
Substituições: Lucho por Defour (65m), Alvaro por Alex Sandro (79m) e Janko por Varela (82m)
Não utilizados: Bracali, Kléber, Rolando e Iturbe
Treinador: Vítor Pereira

OLHANENSE: Fabiano; Jander, Vasco Fernandes, André Pinto e Ismaily; Fernando Alexandre, Cauê e Rui Duarte (cap.); Salvador Agra, Meza e Wilson Eduardo
Substituições: Vasco Fernandes por Toy (58m), Meza por Dady (59m) e Rui Duarte por Mateus (84m)
Não utilizados: Bruno Veríssimo, Regula, Vítor Vinha e Yontcha
Treinador: Sérgio Conceição

Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Lucho (24m) e James (66m)
Cartão amarelo: Sapunaru (25m), Otamendi (42m), Vasco Fernandes (44m), Rui Duarte (74m)


O FC Porto entrou em campo sabendo que só a vitória o manteria na corrida pelo título nacional. Pela frente tinha um Olhanense motivado, em ascensão, e que vinha de um empate em casa com o Benfica.
Os Dragões começaram o desafio da 25.ª jornada no Estádio do Dragão com vontade de marcar e antes do primeiro golo, contaram com inúmeras oportunidades para mexer o marcador.
Numa altura em que o FC Porto atacava, e o Olhanense defendia como podia, Lucho González encontrou o caminho para o primeiro golo aos 24 minutos de jogo, com um remate rasteiro e forte, fora da área, que passou por toda a defesa algarvia e só terminou ao encontro as redes da baliza de Fabiano.
A vencer por 1-0, a equipa orientada por Vítor Pereira teve mais oportunidades para dilatar a vantagem mas, até ao intervalo, não conseguiu concretizar.
Na segunda parte, o Olhanense, orientado pelo antigo Dragão Sérgio Conceição, continuava a não encontrar soluções para surpreender o FC Porto e limitou-se a ver a equipa da casa jogar, sem soluções para surpreender o adversário.
Com tantas investidas, o FC Porto chegou naturalmente ao segundo golo, limpando a imagem que deixou no último encontro, em Paços de Ferreira (1-1), através do talento de James. Aos 66 minutos, numa boa jogada colectiva entre Hulk, Defour e James, o extremo colombiano finalizou da melhor forma com outro remate rasteiro.
O resultado ficava fechado aos 66 minutos, mas outros lances, os que o precederam e os que se seguiram, justificam um desfecho mais expressivo.