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domingo, 3 de março de 2013

CARREGA PORTO: NADA ESTÁ PERDIDO


Sporting-FC Porto, 0-0
Liga portuguesa, 21.ª jornada
2 de Março de 2013
Estádio José Alvalade, em Lisboa
Assistência: 27.436 espectadores

Árbitro: Paulo Batista (Portalegre)
Assistentes: José Braga e Valter Rufo
Quarto árbitro: Luís Reforço

SPORTING: Rui Patrício; Miguel Lopes, Tiago Ilori, Marcos Rojo e Joãozinho; Rinaudo (cap.), Eric Dier e Adrien; Labyad, Van Wolfswinkel e Capel
Substituições: Labyad por Bruma (60m), Adrien por Carrillo (75m) e Capel por Fakobo (80m)
Não utilizados: Marcelo, Cédric, Zezinho e Etock
Treinador: Jesualdo Ferreira

FC PORTO: Helton; Danilo, Maicon, Otamendi e Alex Sandro; Fernando, Defour e Lucho (cap.); Varela, Jackson Martínez e Izmaylov
Substituições: Izmaylov por James (56m), Varela por Atsu (67m) e Defour por Liedson (81m)
Não utilizados: Fabiano, Castro, Abdoulaye e Sebá
Treinador: Vítor Pereira

Cartões amarelos: Izmaylov (38m), Marcos Rojo (44m e 78m), Maicon (70m), Fernando (86m) e Miguel Lopes (89m) e Bruma (90m+1)
Cartões vermelhos: Marcos Rojo (78m, por acumulação de cartões amarelos)


Na deslocação à Alvalade, o FC Porto pouco mais fez do que um empate a zero. 

De um lado, um Dragão forte e vencedor. Do outro lado, um leão que, diga-se em abono da verdade, mais se assemelha a um lince ibérico, sem juba e sem rugir digno desse nome. E talvez tenha sido esse estado anémico do adversário que permitiu o empate, uma vez que os comandados de Vítor Pereira apresentaram-se tão perdulários e tão desconcentrados. Foram vários os lances de golo desperdiçados, assim como foram demasiados os passes errados por parte dos médios portistas.
Depois de uma primeira parte sem golos, o Sporting ficou reduzido a dez elementos, aos 78 minutos, após expulsão de Rojo por acumulação de cartões amarelos. Os azuis e brancos tentaram aproveitar a vantagem numérica da melhor forma, com Liedson a entrar nos instantes finais, naquele que foi o seu regresso ao Estádio José Alvalade, agora com a camisola do FC Porto. Mas nem ele conseguiu marcar.
Nos minutos finais, os azuis e brancos deram o máximo, mas o nulo manteve-se. Atsu dispôs da melhor ocasião dos Dragões, aos 81 minutos, mas Rui Patrício voltou a aparecer no caminho do seu remate cruzado.
Nada está perdido para o FC Porto, embora tenha ficado mais difícil, especialmente hoje em caso de vitória do Benfica no terreno do Beira-Mar.


DECLARAÇÕES
Vítor Pereira “Deixámos o jogo partir-se”
A ansiedade, a resposta que Vítor Pereira não queria detectar na equipa, é precisamente a primeira explicação para o empate em Alvalade, segundo o treinador, que reconheceu nos jogadores falta de esclarecimento e paciência, em especial na segunda parte. Lucho reforça a opinião do técnico, acrescentando quebras de tranquilidade, antes de desejar um regresso rápido a João Moutinho.

“Vamos à luta”, diz o treinador
“Defrontámos uma equipa que se bateu sempre bem, que esteve organizada. Entrámos muito bem no jogo, fomos iguais a nós próprios, com boa circulação de bola e bons momentos de entrada no último terço do terreno, o que nos permitiu construir algumas oportunidades de golo. Na segunda parte, a ansiedade apoderou-se da equipa, que quis fazer tudo muito depressa e acumulámos uma série de erros em termos de circulação que permitiu ao Sporting algumas transições rápidas perigosas. Deixámos o jogo partir-se um pouco e esse não é o nosso estilo. Foi pena, não posso apontar nada aos jogadores, mas, na segunda parte, faltou-nos ser mais esclarecidos e pacientes. O jogo terminou desorganizado e partido, como eu não gosto. Não foi possível sairmos daqui com uma vitória, mas o campeonato está completamente em aberto. Vamos à luta. Preferia ter ganho o jogo e continuar na frente, mas o nosso adversário directo ainda vai a nossa casa e ainda temos muito tempo para virar o campeonato a nosso favor, caso ganhe amanhã.”

“Sabor amargo” para Lucho
“Obviamente, não é um resultado positivo para nós, mas ainda falta muito campeonato para jogar. É pena não termos vencido. Faltou-nos um pouco mais de tranquilidade na hora de definir os lances, de fazer a melhor opção e que a bola entrasse, que é o mais importante no futebol. Podemos ter muita posse de bola, mas, se não marcarmos, não ganhamos. O João Moutinho é um jogador muito importante para nós, mas acredito que neste plantel há jogadores para substituir quem quer que seja. Infelizmente, não pode estar connosco, mas oxalá recupere depressa, porque precisamos dele. Vamos com um sabor amargo, porque queríamos vencer.”

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