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segunda-feira, 18 de março de 2013

CARREGA PORTO: FC PORTO NÃO PASSA BARREIRA DOS BARREIROS

Marítimo-FC Porto, 1-1
Liga portuguesa, 23.ª jornada
17 de Março de 2013
Estádio dos Barreiros, no Funchal

Árbitro: João Capela (Lisboa)
Assistentes: Ricardo Santos e Tiago Rocha
Quarto árbitro: Tiago Martins

MARíTIMO: Salin; Briguel (cap.), Roberge, Igor Rossi e Rúben Ferreira; Rafael Miranda, David Simão e Artur; Héldon, Sami e Suk.
Substituições: David Simão por Semedo (67m), Artur por Danilo Dias (75m) e Heldon por Kukula (88m)
Não utilizados: Ricardo, João Diogo, Luís Olim e João Guilherme
Treinador: Pedro Martins

FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, Defour e Lucho (cap.); James, Jackson Martínez e Atsu
Substituições: Atsu por Varela (10m), Defour por Castro (62m) e Varela por Izmaylov (73m)
Não utilizados: Fabiano, Maicon, Liedson e Abdoulaye
Treinador: Vítor Pereira

Ao intervalo: 1-1
Marcadores: James (34m), Suk (38m)
Cartões amarelos: Alex Sandro (27m), Otamendi (36m), Lucho (42m), Heldon (64m), Danilo (79m), James Rodríguez (80m) e Rúben Ferreira (84m)
Cartões vermelhos: nada a assinalar

O FC Porto empatou este domingo no estádio do Marítimo, por 1-1, deixando assim dois pontos no difícil terreno dos Barreiros. A “fortaleza” dos madeirenses, reforçada por um quase imbatível guarda-redes Salin, que até defendeu um penálti de Jackson, voltou a revelar-se madrasta para o conjunto azul e branco, que dominou e criou oportunidades suficientes para vencer.

O FC Porto tomou completamente conta do jogo nos primeiros minutos, mesmo com a saída forçada de Atsu, por lesão, aos 10 minutos (entrou Varela para o seu lugar). A primeira situação de perigo surgiu aos 12 minutos, num lance que inclui um calcanhar de Lucho e em que o cruzamento de Alex Sandro foi alvo de um corte providencial, quando Salin já estava fora da baliza.

Um remate de “ressaca” de Lucho, aos 20 minutos, foi o segundo sinal de um perigo de um encontro algo confuso, tal a concentração de jogadores em pequenos espaços de terreno, principalmente no meio-campo do Marítimo. A pressão portista sobre o portador de bola do Marítimo era forte; já a troca de bola deixava por vezes algo a desejar. Os insulares deram sinal de vida aos 29 minutos, num remate de Heldon que obrigou Helton a uma intervenção atenta.

Porém, o golo portista surgiu cinco minutos depois, numa combinação na esquerda que envolveu Varela e Defour; James recebeu a bola na zona de penálti e atirou sem hesitações para o 1-0. Porém o tento construído à custa de muito suor foi anulado apenas quatro minutos depois: Mangala escorregou e falhou a intercepção e Suk aproveitou para fazer o 1-1.

Na segunda parte, o domínio territorial do FC Porto adensou-se, com o Marítimo cada vez mais limitado à exploração dos contra-ataques e com muito pouca posse de bola. Ainda assim, há que admitir que a equipa da casa podia ter chegado à vantagem num desses lances, em que Heldon se isola mas em que Helton impede o golo com o pé.

Castro entrou em campo aos 62 minutos, para o lugar de Defour, e, o primeiro lance em que toca na bola culmina numa falta para penálti de David Simão sobre Danilo. Porém, Salin defendeu o remate do colombiano e o FC Porto passava então a lutar contra o relógio, tendo 30 minutos para desfazer a igualdade

Sublinhe-se que Castro entrou bem na partida, ajudando o meio-campo portista a superiorizar-se e a melhorar a qualidade da troca de bola. Os Dragões tudo tentaram para chegar ao segundo golo, que Salin impediu novamente, por duas vezes: primeiro aos 71 minutos, de forma espectacular, na resposta a um cabeceamento de Jackson no meio da defesa maritimista; depois aos 77, num remate de longe de Castro.

Até ao apito final, os azuis e brancos foram incapazes de encontrar o caminho da baliza, que os madeirenses defenderam com unhas e dentes e por vezes até com excessiva dureza e à margem das leis: a entrada de Rúben Ferreira sobre Jackson, aos 84 minutos, era merecedora de vermelho directo.

DECLARAÇÕES
Vítor Pereira: “Complicámos a situação”
“Faltou-nos fazer mais golos. Dominámos, criámos situações de golo, desperdiçámos, inclusivamente, uma grande penalidade e sofremos um golo em que o Mangala escorrega quando tinha a situação controlada. Dou a cara pela minha equipa, porque os jogadores foram enormes e fizeram tudo para chegarmos à vitória. Orgulho-me do trabalho deles. Vimos uma equipa personalizada, que quis ter bola, que dominou, que criou, com caracter, com estofo de campeão, mas que não foi feliz, não conseguiu concretizar as situações de golo que teve. O Marítimo foi defendendo e tentando criar-nos problemas num terreno escorregadio. Não há um único jogador que possa acusar de não ter deixado tudo em campo. Não fomos felizes e complicámos um pouco a situação, porque até aqui dependíamos apenas de nós próprios.”

Lucho: “Vamos continuar esperançados”
“Não merecíamos este resultado, que foi injusto, mas vamos continuar a lutar, acreditando que podemos chegar ao título. Faltou fazer golos e saber conservar a vantagem assim que marcámos, quando faltava pouco para terminar a primeira parte. O facto de sermos uma equipa ambiciosa, e que quer sempre mais, por vezes leva-nos a cometer erros, mas devemos levantar a cabeça e recuperar energia para o que resta do campeonato. É óbvio que queríamos os três pontos e, enquanto matematicamente for possível, vamos continuar esperançados.”
fonte: fcporto.pt

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