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domingo, 3 de fevereiro de 2013

CARREGA PORTO: VITÓRIA DE GUIMARÃES 0-4 FC PORTO


V. Guimarães-FC Porto, 0-4
Liga, 17.ª jornada
2 de Fevereiro de 2013
Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães
Assistência: 17.244 espectadores

Árbitro: Marco Ferreira (Madeira)
Assistentes: Cristóvão Moniz e Sérgio Serrão
Quarto árbitro: Pedro Campos

V. GUIMARÃES: Douglas; Alex, Freire, Paulo Oliveira e Addy; Tiago Rodrigues e Siaka Bamba; Ricardo, Barrientos e Marco Matias; Amido Baldé
Substituições: Barrientos por Crivellaro (61m), Alex por André (61m) e Ricardo por Machis (80m)
Não utilizados: André Pereira, João Ribeiro, Jona e Josué
Treinador: Rui Vitória

FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, João Moutinho e Lucho (cap.); Varela, Jackson e Izmaylov
Substituições: Lucho por Castro (70m) e Izmaylov por Sebá (70m) e João Moutinho por Liedson (76m)
Não utilizados: Fabiano, Maicon, Abdoulaye e Tozé
Treinador: Vítor Pereira

Ao intervalo: 0-2
Golos: Mangala (14m) e Jackson (36m, 56m e 72m)
Cartão amarelo: Varela (9m), Alex (35m), Barrientos (40m), Otamendi (65m)


É muito futebol, que, de tão cuidado e sublime, chega a parecer surpreendentemente fácil… Em dois instantes decisivos, saltar mais alto (ou muito mais alto) chegou. No tempo restante, bastou jogar muito mais. Não surpreende, por isso, que o FC Porto chegue muito mais longe. Em Guimarães, ganhou o bicampeão, que foi muito mais forte. 4-0 diz quase tudo.

Isto não é posse, isto é possessão. Só pode! E um dos sintomas mais óbvios é o facto de o FC Porto revelar, a cada gesto, todos os indícios (até os estatísticos) de cuidar, envolver e preservar a bola como se ela fosse exclusiva e inteiramente sua. De corpo e alma, que é como quem diz desde o couro à câmara de ar.

Cada separação é assumidamente forçada e dolorosa, ao ponto de o bicampeão recuperar o sorriso apenas no reencontro ou em situações de afastamento verdadeiramente excepcional, como o golo. Neste caso particular de manifestação de posse, por vezes até exibicionista, o constrangimento é de terceiros ou, por outras palavras, do adversário, que ao intervalo mal tinha tocado na mais pretendida. O FC Porto não a largou durante 70 por cento do tempo.

Mas o líder não se limita a prendê-la. Antes da pausa para o intervalo, o FC Porto marcou por duas vezes, em duas réplicas semelhantes de uma prática de bons tratos: em dois cantos e duas cabeçadas, sempre com Moutinho a assistir, com Mangala e Jackson a finalizar. Cada um na sua vez, é claro.

Nada mudou depois do descanso, porque o FC Porto, se não tem bola… não descansa. Com ela, delicia-se e delicia. Não admitiu, por isso, a intromissão e as ousadias do Vitória, mesmo as mais inofensivas e aquelas que o desespero de causa justificaria com relativa facilidade. Impiedoso, o líder retomou os exercícios de sedução, especialmente claros no chapéu (hat-trick) que Jackson lhe tirou, ao completar três golos consecutivos no jogo e perfazendo 18 em 17 jornadas.

O encontro estava então ganho, ainda antes do fascínio do “poker” ter dominado o que restou da partida. Com o castelo tomado, o quarto golo do colombiano só não aconteceu por dois ou três acasos. Mas no processo de conquista entram muitos outros nomes, numa longa lista da qual emerge Fernando, exímio entre avanços e recuos.
fonte: fcporto.pt

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