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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

CARREGA PORTO: O PRÓXIMO JOGO SERÁ MELHOR


FC Porto-Olhanense, 1-1
Liga portuguesa, 18.ª jornada
10 de Fevereiro de 2013
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 26.809 espectadores

Árbitro: Cosme Machado (Braga)
Assistentes: Inácio Pereira e Alfredo Braga
Quarto árbitro: António Augusto Costa

FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, João Moutinho e Lucho (cap.); Varela, Jackson Martínez e Izmaylov
Substituições: Izmaylov por Sebá (58m), Varela por Tozé (66m) e Fernando por Liedson (71m)
Não utilizados: Fabiano, Maicon, Castro e Abdoulaye
Treinador: Vítor Pereira

OLHANENSE: Bracali; Luís Filipe, André Micael, Maurício e Jander; Vasco Fernandes, Tiago Terroso e Rui Duarte (cap.); Babanco, Targino e Evandro
Substituições: Evandro por David Silva (59m), Babanco por Lucas (66m) e Luís Filipe por Nuno Piloto (76m)
Não utilizados: Ricardo, Nuno Reis, Leandro e Francesco
Treinador: Manuel Cajuda

Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Targino (7m) e Jackson Martínez (55m)
Cartões amarelos: Jander (64m), Fernando (72m), Nuno Piloto (78m), Targino (80m), Rui Duarte (83m) e Lucas (83m)
Cartões vermelhos: nada a assinalar

O FC Porto mantém-se líder da Liga, mas não foi capaz de bater este domingo o Olhanense, num encontro em que desperdiçou inúmeras oportunidades e em que viu o guarda-redes Bracali ser “milagreiro”. Jackson apontou o 19.º golo na prova (uma média superior a um por jogo, que já não era atingida nesta fase desde 1998/99, por Jardel), mas falhou um penálti que poderia ter isolado os Dragões na tabela.
O Olhanense apresentou-se em campo com uma natural aposta em linhas defensivas recuadas e em contra-ataques rápidos. Foi o FC Porto a fazer chegar a bola à área contrária nos minutos iniciais, mas o Olhanense marcou primeiro num lance protagonizado precisamente por Targino, na direita.

O encontro esteve interrompido durante cerca de três minutos, devido ao granizo que caiu no Dragão, e a história do primeiro tempo fez-se precisamente com sucessivas vagas de ataque azuis e brancas, que foram fustigando a defesa algarvia, capaz ainda assim de escapar pelos pingos da chuva. O Olhanense chegou ao descanso em vantagem, sendo a primeira formação que o consegue esta época no Dragão
No segundo tempo, a linha defensiva do FC Porto subiu ainda mais uns metros e, como consequência, o Olhanense foi forçado a recuar mais. Era evidente que não era possível um jogo de posse de bola tão vistoso como nos últimos encontros. E o golo do empate acabou por surgir num lance de bola parada, aos dez minutos da segunda parte: canto no lado esquerdo do ataque, bola no poste e Jackson a empurrar para o fundo da baliza.
Será impossível apontar falta de vontade aos jogadores do FC Porto; se houve falhas, ocorreram por sofreguidão em chegar à vitória. Foi essa mesma sofreguidão que obrigou Helton a uma excelente defesa, perante Targino, aos 61 minutos. Foi mesmo o único lance de perigo dos algarvios na etapa complementar. Tratou-se de um mero interregno num filme de sentido único, cujo final feliz poderia ter sido escrito de novo por Jackson. Uma mão na bola de Jander, aos 64 minutos, proporcionou aos Dragões uma grande penalidade em que o colombiano atirou por cima.
Se os nervos já estavam à flor da pele, aumentaram ainda mais a partir desse momento e passou a ser claro que já não havia condições para um futebol racional e pensado. Recorrendo a lances mais directos, o FC Porto criou ocasiões mais do que suficientes para chegar ao segundo golo. Por centímetros ou por milagrosas intervenções de Bracali, o tento nunca chegou.

O próximo jogo correrá melhor.

DECLARAÇÕES
A ansiedade e a falta de critério na finalização são quase razões de sobra para explicar o empate inesperado com o Olhanense, segundo Vítor Pereira. O treinador do FC Porto reconheceu ainda no desempenho do adversário a parte restante que esclarece o desfecho, assumindo a intenção de o rectificar já no próximo jogo.

Faltou largura
“Há que manter a serenidade nestes momentos. Quisemos muito ganhar o jogo, os jogadores procuraram consegui-lo de todas as formas, mas creio que faltou largura ao nosso jogo a determinada altura do encontro.”

Nervosismo
“Para desbloquear este tipo de jogos é preciso marcar primeiro ou dar a volta ao resultado. Criámos situações mais do que suficientes para sairmos dele com outro resultado, mas o nervosismo também se foi apoderando da equipa. Tentámos com cruzamentos, com remates… Não conseguimos.”

A rectificar
“Há que dar mérito à forma como o Olhanense defendeu, não nos dando muitos espaços nem se desorganizando. Foi só um jogo e há que rectificá-lo no próximo, melhorando o critério na finalização.”

Sempre para ganhar
“Independentemente dos resultados dos outros, jogar com o Olhanense em casa, por muito respeito que o Olhanense nos mereça, é sempre jogo para ganhar. O golo madrugador do Olhanense deu-lhes confiança, fê-los acreditar que era possível, enquanto nós nos fomos intranquilizando com o retardar dos nossos golos. Quisemos fazê-lo muito depressa e não o fizemos da melhor maneira.”

Com banco
“Se lancei o Sebá e o Tozé é porque acredito neles e entendi que seriam capazes de acrescentar algo novo ao jogo, apesar da juventude deles. Não me faltou banco e apostei naqueles que achei mais adequado apostar.”

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