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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

CARREGA PORTO: VITÓRIA DE SETÚBAL 0-3 FC PORTO

Vitória de Setúbal-FC Porto, 0-3
Liga portuguesa, 12.ª jornada
23 de Janeiro de 2013
Estádio do Bonfim, em Setúbal

Árbitro: Pedro Proença (Lisboa)
Assistentes: Tiago Trigo e André Campos
Quarto árbitro: Hélder Malheiro

VITÓRIA DE SETÚBAL: Kieszek; Pedro Queirós, Miguel Lourenço, Jorge Luiz e Nélson Pedroso; Paulo Tavares, Bruno Amaro (cap.) e Bruno Turco; Jorginho, Meyong e Pedro Santos
Substituições: Pedro Santos por Cristiano (60m), Paulo Tavares por Bruno Gallo (70m) e Meyong por Bruninho (88m)
Não utilizados: Caleb, Amoreirinha, José Pedro e Ney Santos
Treinador: José Mota

FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Defour, João Moutinho e Lucho (cap.); Kelvin, Jackson e Varela
Substituições: Kelvin por Maicon (intervalo), Varela por Sebá (70m) e Defour por Castro (81m)
Não utilizados: Fabiano, Quiño, Abdoulaye e Tozé
Treinador: Vítor Pereira

Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Jackson Martínez (9m, pen., e 86m) e Lucho (90m+1)
Cartões amarelos: Miguel Lourenço (8m), Jorginho (31m e 84m), João Moutinho (34m), Cristiano (64m) e Bruno Gallo (75m e 78m)
Cartões vermelhos: Bruno Gallo (78m, por acumulação de amarelos) e Jorginho (84m, por acumulação de amarelos)

Dois golos de Jackson (um de penálti, logo aos nove minutos, e outro aos 86) permitiram ao FC Porto vencer no Estádio do Bonfim, terreno do Vitória de Setúbal, e regressar ao topo da Liga, com os mesmos 39 pontos do Benfica. Lucho fechou o marcador, já nos descontos, mas o avançado colombiano foi mesmo a “estrela” da partida, sendo agora o melhor marcador da prova, com 14 golos.
Os Dragões conseguiram uma goleada, mas tiveram de sofrer e trabalhar bastante num terreno difícil, face a uma equipa motivada e agressiva, principalmente na segunda metade da primeira parte. O FC Porto já não perde no Bonfim desde Fevereiro de 1983 e com este triunfo, garantiu pelo menos 30 anos sem derrotas no estádio dos setubalenses. Mais importante do que isso é, obviamente, registar que os azuis e brancos voltam ao topo, cumprida esta partida em atraso desde 14 de Dezembro, data em que o relvado dos sadinos se revelou impraticável.
Aos sete minutos, já Mangala tinha galgado metros no meio-campo adversário e isolado Jackson, mas o colombiano estava fora de jogo. Porém, o golo surgiu logo no minuto seguinte: Miguel Lourenço carregou Varela na grande área, num lance claríssimo. Jackson Martínez aproveitou para marcar o 13.º golo na Liga e o 18.º da época. Pouco depois, o segundo golo poderia ter surgindo, num lance de Lucho pela direita, que Kelvin finalizou mas a que Kieszek correspondeu com uma grande intervenção.
A primeira parte não foi disputada a um grande ritmo e os setubalenses apenas efectuaram o primeiro remate à baliza portista aos 22 minutos. Ainda assim, o maior número de oportunidades do primeiro tempo foi claramente dos azuis e brancos: aos 25 minutos, Moutinho, a passe de Defour, obrigou Kieszek a uma defesa apertada; no canto que daí resultou, Otamendi cabeceou por cima, ao segundo poste; e, aos 29, um remate forte de Varela foi detido pelo guardião da casa.
Ao intervalo, Vítor Pereira trocou o jovem Kelvin por Maicon (de regresso após lesão), adiantando Alex Sandro no terreno e passando Mangala para o lado esquerdo da defesa. Logo no primeiro ataque, o FC Porto conquistou um livre na esquerda e João Moutinho “meteu” a bola na cabeça de Maicon, que falhou o desvio por pouco.

Com o passar dos minutos, os sadinos subiram um pouco no terreno e deixaram mais espaço aos Dragões, que optaram por manter o controlo da partida, num momento da época em que se acumulam as partidas num curto espaço de tempo. A missão portista ficou mais fácil depois das expulsões de Bruno Gallo e Jorginho, por acumulação de cartões amarelos.
Jackson pôs um ponto final na discussão da vitória, com um remate de pé esquerdo já dentro da grande área, numa jogada em que se deve dar muito mérito a Mangala. O francês ganhou uma bola a meio-campo, dominou-a até à área contrária e combinou depois com o colombiano, que se tornou desta forma o melhor marcador da Liga.
A vitória portista foi selada com mais um golo de Lucho González de forma justa que nem as críticas de José Mota não deturpam, já que os sadinos usaram e abusaram das entradas duras, nomeadamente sobre Moutinho, Danilo e Alex. A vitória e o regresso ao topo da Liga eram o mais importante e já estavam garantidos.

DECLARAÇÕES
Vítor Pereira
“Entrámos bem no jogo, criando duas ou três situações de golo e concretizando uma, de penálti. Seguiu-se a reacção do Setúbal, que foi uma equipa agressiva, a discutir cada lance com convicção e a criar-nos dificuldades sempre que procurávamos sair a jogar. Tivemos alguma dificuldade em impor o nosso jogo na primeira parte. Na segunda, creio que fomos muito mais equipa e fomos provocando o erro do adversário. Depois das expulsões, acabámos por conseguir mais dois golos, quando já exercíamos um grande ascendente no jogo. Levámos daqui três pontos, que nos custaram muito a conquistar.”

Jackson Martínez
“Sabíamos que ia ser difícil e percebemos que, para fazermos a diferença, teríamos que dar tudo na segunda parte, o que fizemos da forma correcta. É sempre importante marcar e ser paciente. O FC Porto está a praticar um bom futebol e o mais importante é manter a primeira posição.”


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