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domingo, 14 de abril de 2013

FC PORTO NÃO CONQUISTA TAÇA DA LIGA

SC Braga-FC Porto, 1-0
Taça da Liga, final
13 de Abril de 2013
Estádio Cidade de Coimbra

Árbitro: João Capela (Lisboa)
Assistentes: Ricardo Santos e Tiago Rocha
Quarto árbitro: Manuel Mota

SC BRAGA: Quim; Baiano, Nuno André Coelho, Santos e Elderson; Custódio, Hugo Viana e Rúben Micael; Alan, Carlão e Mossoró
Substituições: Rúben Micael por João Pedro (75m), Carlão por Zé Luís (78m) e Mossoró por Douglão (90m+2)
Não utilizados: Kritsyuk, Rúben Amorim, Hélder Barbosa e Mauro
Treinador: José Peseiro

FC PORTO: Fabiano; Danilo, Abdoulaye, Mangala e Alex Sandro; Fernando, João Moutinho e Lucho; James, Jackson e Defour
Substituições: Lucho por Otamendi (intervalo), Defour por Kelvin (60m) e James por Atsu (75m)
Não utilizados: Helton, Castro, Izmaylov e Liedson
Treinador: Vítor Pereira

Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Alan (pen., 45m+2)
Cartões amarelos: Abdoulaye (17m e 45m), Elderson (36m), Baiano (47m), Mossoró (67m), Custódio (80m) e Quim (90m+2)
Cartões vermelhos: Abdoulaye (45m, por acumulação de amarelos)


O FC Porto deixou fugir este sábado a oportunidade de conquistar o 73.º título da sua história, ao perder por 1-0 frente ao SC Braga, que venceu graças a um golo de penálti de Alan. 
Em Coimbra, apareceu um SC Braga forte e apostado em conquistar a Taça da Liga. Os minhotos, única equipa portuguesa que esta época foi capaz de vencer o FC Porto (em jogo da Taça de Portugal), tentou, com cautelas, pegar no jogo e ameaçar as redes azuis e brancas.
Os primeiros minutos mostraram duas equipas sem querer correr grandes riscos. Ambos os técnicos apostaram na segurança defensiva e não admira, por isso, que nenhum dos conjuntos tenha mostrado ascendente nas primeiras jogadas do encontro.
Ainda assim, a primeira e única oportunidade de golo pertenceu ao FC Porto. Aos 10 minutos, Defour, na esquerda, cruzou para o interior de área com Jackson a desviar ao primeiro poste, mas James Rodríguez chegou ligeiramente atrasado para fazer o golo!
Com a derrota no Dragão presente na memória, o Braga tentou realizar uma partida equilibrada mas o FC Porto mostrou mais controlo emocional e tático na partida.
Perto do intervalo, Abdoulaye derrubou Mossoró. O árbitro não teve dúvidas e assinalou a grande penalidade, mostrando o segundo amarelo (e respetivo vermelho) ao central portista. Chamado a marcar, Alan atirou a contar e colocou os minhotos na frente, aos 45+2'.
Vítor Pereira foi obrigado a reorganizar a equipa com a saída de Lucho e a entrada de um central, no caso Otamendi. Com menos um homem e em desvantagem no marcador, o FC Porto arriscou subir as suas linhas e expor-se aos contra-ataques do adversário, que, em boa verdade, causou lances de perigo em que podia ter feito o segundo golo.
Por exemplo, aos 67 minutos Rúben Micael falhou de forma incrível um golo feito; Alan entrou sobre os centrais, fintou o guarda-redes do FC Porto e assistiu Rúben Micael que estava sobre direita, mas o desvio não aconteceu a tempo e a bola foi ao poste.
Responderam os portistas, já com Kélvin em campo. Jackson Martínez, à entrada da área bracarense ganhou espaço mas rematou ligeiramente ao lado da baliza de Quim.
Com o FC Porto lançado no ataque, Fabiano foi gigante na baliza portista. Aos 88', o brasileiro travou um belo remate de Hugo Viana! O SC Braga esteve muito perto do segundo mas o guardião portista brilhou na baliza.
Enquanto jogadores do Braga como Baiano e Custódio, foram escapando ao segundo amarelo, os azuis e brancos tentavam chegar ao golo do empate que levaria às grandes penalidades. Mas o golo não surgiu, a partida acabou e o trófeu foi para o Braga.

DECLARAÇÕES
Vítor Pereira destaca “carácter enorme” dos jogadores
“Dou os parabéns ao Braga e aos meus jogadores, que se bateram do primeiro ao último minuto. Houve mais Porto do que Braga e, depois, houve uma expulsão e um penálti, que, na minha opinião, foram mal assinalados e definem este jogo. Na segunda parte, evidenciámos um carácter enorme e, mesmo com dez, fomos à procura do empate e só não o conseguimos porque faltou aquela estrelinha no momento certo. É natural que os jogadores estejam desiludidos, porque queriam ganhar a competição e deram tudo para o conseguir. Mais uma vez, dou os parabéns aos intervenientes e lamento que uma decisão da equipa de arbitragem tenha definido a final desta forma.”

Lucho não baixa os braços
“É sempre triste perder uma final, mas temos que levantar a cabeça e prepararmo-nos para continuar a lutar pelo título. Jogar com um a menos condicionou bastante, mas, mesmo assim, procurámos chegar ao golo, corremos os riscos necessários. No sábado temos mais um jogo muito difícil, mas não baixamos os braços. Estamos tristes, mas temos que levantar a cabeça.”

segunda-feira, 4 de março de 2013

CARREGA PORTO: COIMBRA É O PRÓXIMO DESTINO

FC Porto-Rio Ave, 4-0
Taça da Liga, meia-final
3 de Abril de 2013
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 12.509 espectadores

Árbitro: Hugo Miguel (Lisboa)
Assistentes: Nuno Pereira e Hernâni Fernandes
Quarto árbitro: Cosme Machado

FC PORTO: Fabiano; Danilo, Maicon, Abdoulaye e Mangala; Fernando (cap.), Castro e João Moutinho; James, Jackson e Defour
Substituições: Abdoulaye por Alex Sandro (intervalo), João Moutinho por Izmaylov (63m) e James por Liedson (76m)
Não utilizados: Kadú, Lucho, Kelvin e Otamendi
Treinador: Vítor Pereira

RIO AVE: Oblak; Marcelo, André Vilas Boas (cap.), Nivaldo e Lionn; Filipe Augusto, Tarantini e Braga; Ukra, Hassan e Bebé
Substituições: Ukra por Ederson (56m), Braga por Del Valle (74m) e Hassan por Rafael Miranda (80m)
Não utilizados: Diego Lopes, André Dias, Rúben e André Costa
Treinador: Nuno Espírito Santo

Ao intervalo: 0-0
Marcadores: James (57m, pen.), Fernando (72m), Defour (83m) e Mangala (90m+4)
Cartões amarelos: Lionn (90m+2) e Nivaldo (90m+3)
Cartões vermelhos: Oblak (54m) e Izmaylov (90m+2)

O FC Porto está na final da Taça de Liga, após bater de forma incontestável, por 4-0, o Rio Ave, no Estádio do Dragão. Os golos de James, Fernando, Defour e Mangala, na segunda parte, garantiram o acesso ao jogo decisivo de uma competição que os Dragões nunca venceram. O SC Braga será o adversário, no dia 13 de Abril (sábado), às 19h45.

Esta é a 73.ª final de um clube que, em termos oficiais, apenas não disputou a conquista do Mundial de clubes. De resto, estão lá todas as competições nacionais e internacionais: Campeonato de Portugal, Taça de Portugal, Taça da Liga (pela segunda vez), Supertaça portuguesa, Taça dos Campeões Europeus/Liga dos Campeões, Taça das Taças, Taça UEFA/Liga Europa, Taça Intercontinental e Supertaça europeia.

A primeira parte esteve longe de ser disputada a um ritmo elevado, com as duas equipas a cumprirem os papéis que lhe cabiam: o FC Porto a dominar a posse de bola e a atacar mais, o Rio Ave a apostar no contra-ataque e na velocidade de avançados como Ukra e Bebé. Na segunda parte, os azuis e brancos foram muito superiores e atingiram uma goleada que não deixa dúvidas sobre a justeza do vencedor.

Os vilacondenses efectuaram dois remates perigosos, a abrir e a fechar a primeira parte, mas o maior volume ofensivo foi naturalmente portista. Destaquem-se uma emenda de Defour, logo aos dois minutos, um lance em que Castro pressionou o guarda-redes Oblak e o obrigou a um alívio precipitado, que quase se transformou em golo, e um remate perigosíssimo de Maicon, que proporcionou uma defesa aparatosa.

O brasileiro recuperou a bola que sobrou num pontapé de canto, tirou dois adversários da frente com um toque em habilidade, mas o remate potente só deu origem a um novo canto. De resto, num primeiro tempo em que o FC Porto teve 65 por cento de posse de bola, há a referir um fora-de-jogo mal assinalado por Nuno Pereira, quando Jackson se isolava.

No recomeço, Alex Sandro entrou para o lugar de Abdoulaye, numa alteração que visava proporcionar mais profundidade ao lado esquerdo do ataque portista, até então ocupado por Mangala. Aos 48 minutos, Jackson poderia voltar a isolar-se, mas viu um novo fora de jogo ser-lhe erradamente assinalado.

Um remate forte de Castro, aos 52 minutos, como que antecipou o primeiro golo dos Dragões, que surgiria momentos depois. Fernando isolou Jackson, que foi ceifado por Oblak quando se preparava para rematar para a baliza. O golpe de karaté do esloveno só poderia ter como consequência a expulsão e a respectiva grande penalidade. James converteu e colocou os portistas na frente

Já com o guarda-redes suplente Ederson em campo, o Rio Ave sofreria o segundo golo aos 72 minutos, após uma troca de bola no meio campo em que Fernando libertou Defour na esquerda e depois recebeu dos pés do belga a bola “redondinha” para o lance que sentenciou a partida. Liedson entrou pouco depois na partida, por troca com James, e, como não há duas sem três, Jackson foi de novo travado por um árbitro assistente com a vista algo descalibrada.

Já no cair do pano, o FC Porto conseguiu mais dois golos. O 3-0 saiu dos pés de Defour, mas teve o importante contributo de Castro, que o assistiu, de calcanhar. Já sem Izmaylov (expulso num lance em que parece haver uma clara provocação de Lionn, que se “safou” apenas com um amarelo), Mangala fez o 4-0, na recarga fácil a um belo livre directo de Danilo, que embateu na barra.

DECLARAÇÕES
Na análise resumida, houve um antes e um depois do golo, ao ponto de Vítor Pereira, o seu autor, reconhecer que o resultado não espelha as dificuldades experimentadas pelo FC Porto, sem nunca beliscar o mérito de uma vitória ampla que o coloca na final da Taça da Liga. Com o objectivo de conquistar o troféu, perspectiva um jogo difícil, frente ao Braga, um adversário com qualidade.

Antes e depois do primeiro golo
“Fiquei satisfeito com o resultado do jogo, até porque defrontámos um adversário muito organizado. O Rio Ave, enquanto jogou compacto, foi adiando o primeiro golo, mas, depois dele, construímos com naturalidade um resultado de 4-0, que até não traduz as dificuldades que sentimos.”

Castro a ganhar espaço
“O Castro é um jogador com um espírito competitivo tremendo e que tem evoluído muito. À medida que a época vai decorrendo, é natural que as ausências de alguns jogadores sejam as oportunidades para outros. E o Castro tem-nas aproveitado bem. Transmite muita alma nos treinos e está a ganhar o seu espaço nos jogos.”

A expulsão de Izmaylov
“A expulsão do Izmaylov é a única mancha do jogo. Com um resultado praticamente feito, a reacção não justifica, do meu ponto de vista, o cartão vermelho.”

Final difícil
“O Braga está na final por mérito próprio, é uma equipa bem apetrechada e antevejo uma final difícil. Vamos encará-la com um espírito de conquista, certos de que defrontaremos um adversário com qualidade. É mais um troféu que queremos ganhar.”
fonte: fcporto.pt