Barra de Vídeo

Loading...

segunda-feira, 29 de abril de 2013

CARREGA PORTO: FC PORTO 2-0 VITÓRIA DE SETÚBAL

FC Porto-V. Setúbal, 2-0
Liga portuguesa, 27.ª jornada
27 de Abril de 2013
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 32.410 espectadores

Árbitro: Carlos Xistra (Castelo Branco)
Assistentes: Nuno Pereira e Paulo Soares
Quarto árbitro: Paulo Brás

FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, João Moutinho e Lucho (cap.); James, Jackson e Atsu
Substituições: Atsu por Varela (39m), Alexandro por Abdoulaye (intervalo) e Lucho por Defour (81m)
Não utilizados: Fabiano, Castro, Izmaylov e Liedson
Treinador: Vítor Pereira

V. SETÚBAL: Kieszek; Pedro Queirós, Frederico Venâncio, Jorge Luiz e Kiko; Ney Santos, Bruno Amaro (cap.), Paulo Tavares e José Pedro; Pedro Santos e Miguel Pedro
Substituições: Miguel Pedro por Jorginho (58m), Zé Pedro por Horta (71m) e Bruno por Makukula (82m)
Não utilizados: Fonseca, Amoreirinha, Bruno Gallo e Bruninho
Treinador: José Mota

Ao intervalo: 0-0
Marcadores: Lucho (64m) e Defour (87m)
Cartão amarelo: Miguel Pedro (32m), Atsu (33m), Pedro Santos (37m), Paulo Tavares (77m), Kiko (80m) e Jorginho (84m)


O FC Porto está na corrida, encurtando distâncias mesmo entre o percalço de desperdiçar um penalti. James redimiu-se depressa e "obrigou" Lucho a marcar, antes de Defour fechar as contas de um resultado (2-0) extremamente simpático para o Vitória de Setúbal. A diferença para o líder é agora de um ponto.
A predisposição ultradefensiva do adversário, assumida sem pudor, não podia sugerir muito mais do que dificuldade e uma estratégia nula em audácia, para lá dos exercícios de contra-ataque obrigatórios. O resultado foi uma primeira parte sem golos.
Ao intervalo, bem depois de Atsu falhar a baliza com Kieszek fora dela, de uma sequência infeliz de ressaltos negar a James o óbvio quando a assistência de Jackson já tinha feito o mais difícil, ou de o próprio Jackson chegar uma fracção de segundo atrasado a um cruzamento de Varela, o FC Porto atingia os 81 por cento de posse de bola, confirmando um domínio que dispensava a validação estatística e preferia a legitimação em golos.
Aos 60 minutos, grande penalidade a favor do FC Porto. James remata para a direita e Kieszek virando-se também para a direita, consegue defender. Aos 64 minutos, com um cruzamento preciso e de trivela, o colombiano convidou Lucho González a fazer o inadiável. Bastou encostar para conseguir o primeiro golo da noite e o quarto da sua autoria na presente edição da Liga.
Mas o elemento inovador, aquele que fazia toda a diferença, pouco ou nada mudou. A reacção do Vitória de Setúbal, que entrava tarde no jogo, não passou de um esboço apagado mais adiante pelo golo de Defour, que marcou seis minutos depois de entrar em campo e ainda foi a tempo de servir Jackson para o para aquele que deveria ter sido o terceiro golo não fosse Jackson escorregar no relvado quando a bola fez ricochete no poste.


DECLARAÇÕES
O primeiro golo do FC Porto frente ao Vitória de Setúbal surgiu apenas aos 64 minutos, já depois de James ter desperdiçado uma grande penalidade, mas a equipa não perdeu a cabeça. Esta é a principal conclusão do treinador Vítor Pereira, na análise que fez da partida da 27.ª jornada da Liga, em conferência de imprensa.

Qual é a sua primeira análise sobre o jogo?
O Vitória foi uma equipa que veio ao Dragão jogar muito fechada, sem ponta-de-lança, com dois homens abertos na frente e quatro no meio, na tentativa de nos surpreender num momento de perda ou de erro. Enquanto não sofreu o primeiro golo manteve-se confiante e não é fácil entrar numa estrutura dessas, unicamente com preocupações defensivas. A nossa equipa teve qualidade e carácter e não entrou em ansiedade, o que é próprio destas situações. Teve paciência e construiu várias situações de golo, se não me engano umas seis ou sete. Fizemos dois golos e não sofremos nenhum, pelo que estou satisfeito com a equipa, o comportamento dos jogadores e o próprio jogo

O FC Porto teve o espírito guerreiro que tinha pedido antes do jogo?
Se passámos 70 e tal por cento do tempo com a posse bola e se damos um enfâse defensivo à expressão, só é possível ser guerreiro no momento em que perdemos a bola. Nesse sentido, tivemos o carácter de ir sempre à procura do golo, que foi tardando. Houve esse espírito que pretendo, porque a equipa não se acomodou, quis sempre abrir a estrutura adversária. O espírito traduz-se na forma como não nos acomodámos e não permitimos que o adversário se estendesse, tendo passado a maior parte do tempo no meio-campo adversário. Esta é a nossa matriz, jogamos sempre desta forma, com bola e reagindo com agressividade à perda.

Sentiu o campeonato a fugir quando James falhou o penálti? Porque falha o FC Porto tantas grandes penalidades?
Estávamos à procura do golo há tanto tempo, que era natural que esperasse que ele surgisse naquele altura, porque era uma oportunidade clara. Ainda assim, acreditei que o tempo que faltava era suficiente. Uma estrutura fechada vai acumulando fadiga e é normal que os erros surjam mais próximo do fim. Em relação aos penáltis, tínhamos o Jackson a marcar, que já foi infeliz esta época, temos ainda o Lucho e o James. O James sentiu confiança e nos treinos marca a maior parte dos penáltis. Isto faz parte do jogo…

Com a entrada do Varela procurou alguém com mais velocidade, para correr mais?
Não para correr mais, mas para diversificar os movimentos, até porque o Alex Sandro estava diminuído. A profundidade, muitas vezes, não se consegue por correr no espaço. O importante era que os movimentos não se repetissem e não fossem fácies de anular. Estávamos com dificuldades em entrar naquele corredor e, com o Varela, achei que teríamos isso. Do meu ponto de vista, o Varela entrou bem. O Atsu ainda se ressente um pouco da lesão contraída na Madeira e não deu à equipa aquilo que eu idealizei.

Jogar dois jogos fora e apenas um em casa até ao fim da Liga é uma desvantagem? E como comenta a nomeação de Manuel Mota para o Marítimo-Benfica?
Relativamente a jogar fora, já provamos que temos capacidade para ganhar em qualquer estádio. Relativamente à nomeação, espero que o Manuel Mota tenha um dia feliz, um dia sim e faça uma grande arbitragem. Desejo que todos os árbitros estejam ao melhor nível, porque nós também procuramos estar. Erramos, como é humano, mas espero que ele não erre consecutivamente, como já vi na semana passada. Espero que isso não volte a acontecer.


Sem comentários:

Enviar um comentário