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domingo, 23 de setembro de 2012

CARREGA PORTO: FC PORTO 4-0 BEIRA MAR

FC Porto-Beira-Mar, 4-0
Liga portuguesa, quarta jornada
22 de Setembro de 2012
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 28.609 espectadores

Árbitro: Manuel Mota (Braga)
Assistentes: Bruno Trindade e João Loureiro Dias
Quarto árbitro: Manuel Oliveira

FC PORTO: Helton (cap.); Danilo, Maicon, Mangala e Alex Sandro; Defour, João Moutinho e James; Varela, Jackson Martínez e Atsu
Substituições: Atsu por Castro (57m), Varela por Iturbe (63m) e Jackson Martínez por Kleber (74m)
Não utilizados: Fabiano, Miguel Lopes, Abdoulaye e Kelvin
Treinador: Vítor Pereira

BEIRA-MAR: Rui Rego; Nuno Lopes, Hugo (cap.), Bura e Joãozinho; Sasso, Fleurival e Cédric Collet; Rúben, Balboa e Nildo
Substituições: Cédric Collet por Abel Camará (46m), Rúben por André Sousa (63m) e Nildo por Jaime (77m)
Não utilizados: Jonas, Serginho, Saleh e Hélder Lopes
Treinador: Ulisses Morais

Ao intervalo: 2-0
Marcadores: Jackson (32m), Varela (38m), James (47m) e Maicon (71m)
Cartões amarelos: Sasso (81m) e Mangala (83m)
Cartões vermelhos: nada a assinalar


O FC Porto goleou este sábado o Beira-Mar, por 4-0, numa exibição bem conseguida dos Dragões e com um contributo especial de James. O camisola 10 marcou um dos golos e efectuou duas assistências. Com este resultado, os azuis e brancos tornaram-se a equipa mais concretizadora da Liga, somando agora 11 golos.
O FC Porto iniciou o jogo de forma pressionante e aos cinco minutos, já tinha obrigado Rui Rego a três defesas. Primeiro a um cabeceamento de Maicon, logo aos três minutos, e seguiram-se intervenções após um remate de cabeça de Jackson e a recarga à meia-volta de Maicon. O elemento comum a estas situações foi James, que em ambos os casos cobrou o livre para a área aveirense. O colombiano começava desde logo a brilhar.
A bola continuou a rondar a baliza forasteira e aos 15 minutos, surgiu novamente James. O remate de fora da área ainda raspou na trave. Passado o primeiro quarto de hora, o Beira-Mar acertou marcações, conseguiu subir no terreno e até rematar à baliza portista. Os Dragões continuavam porém mais perto do golo, com Jackson, aos 25, a obrigar Rui Rego a uma defesa de recurso.
O 1-0 surgiria pouco depois, num lance de grande espectáculo: James levantou a bola para Jackson, que dominou de peito e rematou. Foi um lance acrobático, em que Rui Rego ficou pregado ao chão. Seis minutos depois, o FC Porto chegou ao 2-0: James esteve novamente na assistência, de cabeça, e Varela rematou cruzado já dentro da grande área, por entre as pernas do guardião aveirense.
Esperava-se alguma r
eacção do Beira-Mar no segundo tempo, mas seria o FC Porto a chegar ao 3-0, logo no recomeço. Num lance em que participaram Defour e Varela, seria James, no coração da área, a desviar para a baliza. Estava dada a machadada final na oposição do rival e Vítor Pereira optou por dar minutos de jogo a Castro, Iturbe e, mais tarde, Kleber.
O 4-0 surgiria da cabeça de Maicon, após pontapé de canto apontado por João Moutinho, aos 71 minutos. Até ao apito final, o FC Porto limitou-se a controlar o encontro, em que se ouviram (e viram) homenagens aos ausentes Lucho González e ao presidente Jorge Nuno Pinto da Costa. De referir ainda a baixa média de idades do “onze” inicial dos Dragões: exactamente 24 anos.

DECLARAÇÕES
A goleada satisfez Vítor Pereira. E a exibição de James também. Mas o treinador do FC Porto já vai adiantando que não está “inclinado” para mexer na consistência do triângulo do meio-campo só para satisfazer aqueles que acreditam que o colombiano rende mais a “10”. Na conferência que sucedeu à vitória sobre o Beira-Mar, o técnico aproveitou também para colocar uma pedra sobre a saída de Hulk.

Mudança de “chip”
“Depois de um jogo europeu, com a exigência da Champions, a transição para o campeonato exige sempre mudança de “chip”, o que acarreta algumas dificuldades. A mensagem que passei foi precisamente com o objectivo de transmitir isso mesmo, porque as decisões de títulos acontecem, por vezes, em jogos como este.”

Satisfeito
“Insistindo, acabámos por encontrar os espaços e fizemos 2-0 na primeira parte. Na segunda, resolvemos o jogo com mais dois golos. Estou satisfeito com o comportamento da equipa.”

Muito talento
“Espero que nas conferências de imprensa não me andem a falar do Hulk por muito mais tempo, apesar de gostar muito dele e de lhe estar agradecido por tudo aquilo que deu ao FC Porto. Ele tem qualidades muito próprias, mas a equipa tem muitos jogadores com talento. Vamos continuar a fazer golos. Hoje fizemos quatro e podíamos ter feito mais um ou outro. Hoje, sem o Hulk, o Otamendi, o Lucho e o Fernando, a equipa acabou por encontrar uma dinâmica muito própria, que resultou numa vitória por 4-0.”

James na ala
“Esta equipa está extremamente rotinada numa dinâmica com um triângulo aberto no meio-campo. O coração de uma equipa é a dinâmica dos três homens do meio. Sinceramente, acredito que o James, dando-lhe a oportunidade de ser poupado aos processos defensivos, pode dar mais à equipa. Temos maior consistência com ele nas alas e confesso que não estou muito inclinado para mexer na qualidade do miolo do FC Porto para satisfazer aqueles que acham que o James renderá mais na posição 10.”


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