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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

CARREGA PORTO: JUSTO VENCEDOR

FC PORTO-BRAGA, 2-1

Primeira Liga, 7ª jornada
Domingo, 5 Outubro 2014 - 18:00
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: 37.103

Árbitro: Pedro Proença (Lisboa).
Assistentes: Paulo Soares e André Campos.
4º Árbitro: Luís Ferreira.

FC PORTO: Fabiano, Danilo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro, Marcano, Óliver Torres, Herrera, Tello, Jackson Martínez, Brahimi.
Suplentes: Andrés Fernández, Quaresma, Quintero (46' Herrera), Evandro (77' Brahimi), Adrián López, Rúben Neves
(46' Marcano), Aboubakar.
Treinador: Julen Lopetegui.

BRAGA: Matheus, Baiano, Aderlan Santos, André Pinto, Tiago Gomes, Danilo, Pedro Tiba, Rúben Micael, Pardo, Zé Luís, Rafa.
Suplentes: Kritciuk, Sasso, Salvador Agra, Éder (79' Zé Luís), Pedro Santos (72' Rúben Micael), Custódio, Alan (86' Pedro Tiba).
Treinador: Sérgio Conceição.

Ao intervalo: 1-1.
Marcadores: Martins Indi (25'), Zé Luis (32'), Quintero (59').
Disciplina: amarelo a Alex Sandro (43'), Marcano (45'), Baiano (57'), Óliver Torres (60'), Pedro Tiba (71'), Martins Indi (90+2').


Num encontro emocionante e com ambas as equipas em busca dos três pontos, o FC Porto foi superior e conseguiu vencer o Sporting de Braga por 2-1, passando agora a somar 15 pontos e subindo ao segundo lugar da Liga portuguesa.
O Sporting de Braga entrou em campo com uma estratégia bem definida: pressão a todo o campo, com ênfase na saída portista para o ataque, e contra-ataques cirúrgicos. Até aos 20 minutos, o FC Porto sentiu-se um pouco amarrado mas depois soltou-se e surgiram algumas oportunidades para inaugurar o marcador. Os sinais de presença assídua na área do Braga não permitiam dúvidas sobre a identidade de quem começava a mandar no jogo e quando a evidência foi contrariada o jogo tornou-se bonito e interessante.
O FC Porto foi o primeiro a inaugurar o marcador, aos 25 minutos. Canto de Tello, Maicon antecipou-se à defesa do Sp. Braga e, de cabeça, assistiu Martins Indi, que só teve de encostar.
Aos 33 minutos, numa perda de bola de Brahimi em zona proibida, Zé Luís ganhou perante Martins Indi e rematou. Maicon ainda tentou o desvio, mas a bola entrou na baliza. A partir daí só deu FC Porto, com Danilo a acertar na barra e Jackson a ver o golo evitado em cima da linha por Aderlan Santos. Na jogada seguinte, Alex Sandro é tocado na grande área e ficou um penálti por assinalar.
Ao intervalo, Lopetegui mexeu na equipa, retirou Marcano e Herrera e colocou Rúben Neves e Quintero. Foi sem surpresa que as primeiras oportunidades surgiram. Jackson aos 50 minutos teve um remate em arco que passou a rasar o poste numa boa jogada de Brahimi pela esquerda.
Aos 59 minutos, o FC Porto chegou ao segundo golo. Brahimi  consegue ganhar espaço na esquerda, e assiste Quintero que, de pé esquerdo, rematou colocado para o 2-1 do FC Porto. Na resposta, Aderlan atirou ao poste da baliza do Fabiano, que conseguiu defender a recarga.
Nos segundos finais, Danilo obrigou Matheus a uma defesa apertada. Num encontro que fez jus à habitual qualidade dos duelos entre as duas equipas, os Dragões foram justos vencedores.

DECLARAÇÕES
Lopetegui: “Era muito importante regressar às vitórias”
​Satisfeito com a reacção da equipa após o desgaste de mais um jogo da UEFA Champions League a meio da semana, Julen Lopetegui sublinhou que o FC Porto tinha necessidade de voltar a somar os três pontos na Liga portuguesa, depois de uma série de três empates consecutivos. Para o treinador basco, os azuis e brancos subiram de rendimento nos segundos 45 minutos e fizeram por merecer a vitória no desafio com os minhotos.

“Não escondo que perdemos mais bolas do que queríamos, mas os nossos princípios de jogo acabam por nos expor um pouco, mas essa mesma exposição abre-nos outras possibilidades. Sentimos dificuldades na primeira parte, mas parece-me que melhorámos muito na segunda, na qual fomos superiores. Tivemos um jogo exigente na Champions League e sentíamos a obrigação de ganhar, mas é preciso realçar que defrontámos uma boa equipa, com excelentes jogadores”, declarou Julen Lopetegui na conferência de imprensa que se seguiu ao triunfo sobre o Sporting de Braga.

Procurando “mais velocidade e uma circulação mais rápida da bola” com as alterações introduzidas ao intervalo, Julen Lopetegui reafirmou a qualidade do opositor e acredita que o FC Porto venceu um jogo que “poderia ser muito perigoso”. “Nem sempre definimos bem algumas situações, mas o Sporting de Braga criou-nos muitas dificuldades. Optámos por ser mais audazes ofensivamente e arriscar um pouco mais, sabendo que as transições deles nos poderiam causar problemas. Fomos determinados na forma como lutámos e estamos naturalmente satisfeitos, até porque era muito importante voltar a ganhar”, acrescentou o treinador dos Dragões.

domingo, 28 de setembro de 2014

CARREGA PORTO: CLÁSSICO DÁ EMPATE

SPORTING-FC PORTO, 1-1

Primeira Liga, 6ª jornada
Sexta-feira, 26 Setembro 2014 - 20:30
Estádio: José Alvalade, Lisboa
Assistência: 37.999

Árbitro: Olegário Benquerença (Leiria).
Assistentes: Ricardo Santos e Luís Marcelino.
4º Árbitro: Tiago Martins.

SPORTING: Rui Patrício, Cédric, Maurício, Sarr, Jonathan Silva, William Carvalho, Adrien, João Mário, Carrillo, Slimani, Nani.
Suplentes: Marcelo Boeck, André Martins, Montero (78' Slimani), Capel (65' Carrillo), Rosell, Paulo Oliveira, Carlos Mané (78' Adrien).
Treinador: Marco Silva.

FC PORTO: Fabiano, Danilo, Marcano, Martins Indi, Alex Sandro, Casemiro, Rúben Neves, Herrera, Quaresma, Jackson Martínez, Brahimi.
Suplentes: Andrés Fernández, Tello (46' Quaresma), Reyes (60' Casemiro), Evandro, Adrián López, Óliver Torres (46' Rúben Neves), Aboubakar.
Treinador: Julen Lopetegui.

Ao intervalo: 1-0.
Marcadores: Jonathan Silva (2'), Sarr (56' ag).
Disciplina: amarelo a Slimani (11'), Quaresma (19'), Maurício (23'), Cédric (44'), Nani (70'), Tello (88').

Graças a uma excelente segunda parte, em que dispôs de cinco ocasiões claras mas conseguiu apenas um golo, o FC Porto empatou no terreno do Sporting (1-1), em jogo da sexta jornada da Liga portuguesa. Tratou-se apenas de mais um clássico entre tantos outros em quase 121 anos de história do clube, que afinal de contas terminou com o resultado mais comum nas últimas épocas: nos últimos sete encontros no terreno dos lisboetas para a Liga, contam-se uma vitória do FC Porto, duas do Sporting e três empates.

As notícias das dificuldades dos Dragões no terreno do Sporting são assim algo exageradas, mas partem de um ponto de vista compreensível: a generalidade dos observadores exige que o FC Porto vença no campo dos adversários mais directos, enquanto que o mesmo não se passa em relação ao rival, que, em boa verdade, apenas conquistou dois campeonatos nacionais nos últimos 30 anos. Os azuis e brancos aceitam esta exigência de superioridade, mas também gostariam de contar com menos obstáculos para a atingir. Mais uma vez, num lance capital do encontro, em cima dos 90 minutos, o árbitro prejudica o FC Porto, perdoando uma grande penalidade ao Sporting e a expulsão do seu jogador Maurício. Mas já lá vamos.

A primeira parte foi muito difícil para o FC Porto, especialmente os primeiros 15 minutos. É sempre uma infelicidade sofrer um golo na madrugada do jogo, num lance em que o Sporting beneficia de uma arrancada feliz de Nani e do demérito dos Dragões, que perderam a bola a meio campo. Jonathan Silva abriu o marcador aos dois minutos - foi o primeiro golo sofrido em jogos oficiais num lance de bola corrida, esta época - e os lisboetas beneficiaram de mais dois lances perigosos no primeiro quarto de hora.

Com Marcano no lugar habitualmente ocupado pelo castigado Maicon no centro da defesa e Quaresma a regressar à titularidade na ala direita, os azuis e brancos foram-se recompondo com o passar dos minutos, terminando a primeira parte com mais posse de bola (53 por cento). Jackson lutou muito na frente e ainda introduziu a bola na baliza do Sporting, numa jogada em que estava fora de jogo, mas a dificuldade em ligar os lances ofensivos, face à pressão do adversário, foi notória. 

No segundo tempo, Lopetegui fez entrar Óliver Torres e Tello, saindo Rúben Neves e Quaresma, mas, mais importante do que isso, houve uma postura mais assertiva. Trocando melhor a bola e pressionando os adversários com mais agressividade, o FC Porto poderia ter empatado logo aos 49 minutos, com Jackson, isolado por Brahimi, a atirar contra Rui Patrício. No entanto, os desequilíbrios surgiam com muito mais facilidade no meio-campo do Sporting - menos pressionante - e, sete minutos depois, chegou o empate. Tello descobriu Danilo solto na direita e o cruzamento do brasileiro encontrou Sarr, que desviou para a própria baliza, quando tentava fechar a linha de passe.

À passagem da hora de jogo, Casemiro lesionou-se e o treinador do FC Porto foi forçado a queimar a última substituição de que dispunha, lançando Reyes para o meio-campo defensivo. As duas equipas encaixaram-se como até então não tinha sucedido e o tempo foi-se escoando sem que nenhuma criasse perigo, até ao minuto 79, em que Capel rematou á trave.

Porém, as três últimas grandes oportunidades para desfazer o empate foram todas azuis e brancas: Herrera, aos 82 minutos, forçou Rui Patrício a uma espectacular defesa; aos 89, um calcanhar de Jackson foi interceptado pelo braço de Maurício, num lance que deveria ter dado origem a grande penalidade e expulsão do brasileiro; por último, Tello, já nos descontos, num lance individual, atirou a centímetros do poste da baliza do Sporting. Os três pontos poderiam perfeitamente ter viajado para o Porto.

DECLARAÇÕES
Lopetegui: “Somos credores de uma vitória”

​Julen Lopetegui considerou injusta a igualdade a uma bola entre Sporting e FC Porto. O treinador dos Dragões reconheceu que a equipa sentiu “dificuldades” na primeira parte, mas realçou a “magnífica” resposta dada nos segundos 45 minutos. Pela terceira jornada consecutiva, deixa críticas à forma como são apitados os lances capitais nos jogos do FC Porto e acredita que os azuis e brancos já deixaram escapar seis pontos por “más decisões” das equipas de arbitragem.

“Sabíamos que o Sporting ia entrar forte, mas não esperávamos sofrer um golo tão cedo e daquela maneira. Sentimos dificuldades na primeira parte, mas a equipa reagiu de forma magnífica na segunda. Creio que somos credores de uma vitória e parece-me que há uma grande penalidade não assinalada a nosso favor no remate do Jackson Martínez”, afirmou Julen Lopetegui após o desafio com os lisboetas, no qual considera que os Dragões voltaram a ser prejudicados.

“Acusámos algum nervosismo, mas melhorámos muito com o desenrolar do jogo e julgo que seríamos o vencedor mais justo. Chegámos ao empate com muita atitude e determinação. Infelizmente, temos a sensação que deveríamos ter mais pontos, pois creio que já nos tiraram seis por más decisões. Estamos na luta e não nos preocupa como as coisas estão agora. O campeonato é longo e muito ainda vai acontecer. O importante é chegar ao fim no topo e vamos ver onde estamos em Maio”, acrescentou o técnico espanhol.

Já Danilo, que assumiu um papel decisivo no golo portista, considera que os Dragões reagiram bem à vantagem madrugadora da equipa de Alvalade e afirma que é muito cedo para fazer as contas do campeonato. “Sabíamos que seria um jogo difícil, mas não podemos sofrer um golo daquela maneira. Soubemos reagir e lutámos pela vitória, mas infelizmente não conseguimos. Foi um jogo entre duas grandes equipas, com grandes jogadores. Tivemos oportunidade de ganhar e é óbvio que não estamos satisfeitos com o empate, pois jogamos sempre para vencer. Ainda falta muito campeonato e tenho a certeza de que estaremos no topo brevemente, pois o plantel tem muitas opções e muita qualidade”.
fonte: fcporto.pt

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

CARREGA PORTO: NULO FRENTE AO BOAVISTA

FC PORTO-Boavista, 0-0

Primeira Liga, 5ª jornada
Domingo, 21 Setembro 2014 - 21:00
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: 31.209

Árbitro: Jorge Ferreira (Braga)
Assistentes: Inácio Pereira e Jorge Oliveira
4º Árbitro: Hugo Pacheco

FC PORTO: Andrés Fernández, Danilo, Maicon, Marcano, José Ángel, Rúben Neves, Herrera, Evandro, Brahimi, Jackson Martínez, Tello.
Suplentes: Fabiano, Martins Indi, Casemiro (46' Evandro), Quaresma (74' Tello), Quintero, Adrián López (82' Herrera), Aboubakar.
Treinador: Julen Lopetegui.

BOAVISTA: Mika, João Dias, Lucas Rocha, Philipe Sampaio, Carlos Santos, Tengarrinha, Anderson Carvalho, Miguel Cid, Beckeles, Zé Manuel, Anderson Correia.
Suplentes: Mamadou Ba, Brito (27' Carlos Santos), Fary, Diego Lima, Yoro Ly (89' Zé Manuel), Idris, Wei Shihao (63' Miguel Cid).
Treinador: Petit.

Ao intervalo: 0-0.
Marcadores: ---.
Disciplina: amarelo a Carlos Santos (18'), Tengarrinha (34'), Miguel Cid (61'), Lucas Rocha (66'), Zé Manuel (82'), Wei Shihao (88'), Mika (90+1'); vermelho directo a Maicon (25').


O FC Porto não foi além de um nulo frente ao Boavista, no encontro da quinta jornada da I Liga portuguesa de futebol. O dérbi, que já não se realizava há seis anos, pareceu destinado a ser adiado, face ao aguaceiro que se abateu sobre o Dragão e adiou o arranque do encontro por 45 minutos.
Julen Lopetegui promoveu seis alterações na equipa face ao jogo de quarta-feira: entraram na equipa José Ángel, Rúben Neves, Evandro, Tello e os estreantes em jogos oficiais Andrés Fernández e Marcano.
As condições não eram as ideais mas o relvado do Dragão é óptimo e resistiu muito bem ao mau tempo. O jogo começou tranquilo, o Boavista só vinha para defender. O FC Porto teve uma grande oportunidade aos quinze minutos, quando Tello ia isolar Brahimi mas a bola ficou bloqueada numa zona que estava em pior condições. No minuto 25 da  primeira parte chegou o momento do jogo, Maicon tem uma entrada dura sobre o adversário e é expulso.
A equipa azul e branca entrou melhor na segunda parte e criou algumas oportunidades. O tempo passava e a ansiedade ia crescendo. A equipa lutou mas faltou jeito para fazer o golo e o jogo acabou mesmo empatado.
O FC Porto prossegue o seu caminho na próxima sexta-feira frente ao Sporting, no Estádio de Alvalade num jogo determinante para a carreira dos portistas na Liga Portuguesa.

DECLARAÇÕES
Lopetegui: “Fizemos um esforço sensacional”

Julen Lopetegui considerou injusto o empate a zero diante do Boavista, num jogo em que os Dragões se viram em inferioridade numérica desde os 25 minutos, por expulsão de Maicon. O treinador portista elogiou a atitude e o trabalho da sua equipa, mas sublinhou que “jogar com dez jogadores é sempre difícil”.

“Não estou arrependido das opções que tomei e creio que fizemos uma exibição de grande esforço, com uma grande atitude. Criámos boas oportunidades de golo que deveríamos ter concretizado, mas infelizmente não o conseguimos. Fizemos um esforço sensacional a jogar com dez jogadores, uma situação que é sempre difícil, mas soubemos reorganizar-nos e fizemos coisas muito boas”, declarou Julen Lopetegui na conferência de imprensa que se seguiu ao desafio com os boavisteiros.

O técnico dos Dragões lamentou o exagero do cartão vermelho directo mostrado a Maicon, que não acredita que “tenha tido intenção de magoar ou agredir o jogador do Boavista”. Naquele que foi o segundo empate consecutivo do FC Porto no campeonato, Julen Lopetegui sublinha que a sua equipa fez por merecer a vitória em ambos os jogos. “Não gostamos de perder pontos e fizemos dois grandes jogos, que injustamente não conseguimos vencer”. Infelizmente, isto também é futebol”, concluiu.

Brahimi: "Tínhamos de fazer um pouco mais"

Em flash-interview após o empate (0-0) deste domingo, com o Boavista, Brahimi referiu que a equipa sabia que a partida ia ser complicada e que os jogadores não foram "capazes de encontrar a solução para marcar". O camisola oito dos portistas referiu ainda que a equipa quer "ir a Lisboa fazer um bom resultado", na próxima jornada, frente ao Sporting.

"Sabíamos que ia ser complicado. Não fomos capazes de encontrar a solução para marcar. Temos de continuar a trabalhar e ir a Lisboa fazer um bom resultado. Estamos tristes porque queríamos ganhar e só empatámos". Em relação ao Boavista, o internacional argelino referiu que defendeu "muito bem" e que é uma "boa equipa".

Quanto à expulsão de Maicon, aos 25 minutos, Brahimi foi lacónico: "Para mim não era cartão vermelho. Mas tínhamos de fazer um pouco mais para ganhar".

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

CARREGA PORTO: BAPTISTA, ROUBO E COMPANHIA LDA.

Guimarães-FC PORTO, 1-1

Primeira Liga, 4ª jornada
Domingo, 14 Setembro 2014 - 17:00
Estádio: D. Afonso Henriques, Guimarães
Assistência: 25.358

Árbitro: Paulo Baptista (Portalegre).
Assistentes: José Braga e Valter Rufo.
4º Árbitro: João Pinheiro.

V. GUIMARÃES: Douglas, Bruno Gaspar, Defendi, João Afonso, Traoré, Cafú, André André, Bernard, Hernâni, Tomané, David Caiado.
Suplentes: Assis, Josué, Jonatan Álvez, Bruno Alves (75' Hernâni), Knezevic, Gui (67' David Caiado), Bouba Saré (90+2' Bernard).
Treinador: Rui Vitória.

FC PORTO: Fabiano, Danilo, Maicon, Martins Indi, José Ángel, Casemiro, Rúben Neves, Herrera, Quintero, Jackson Martínez, Brahimi.
Suplentes: Andrés Fernández, Marcano, Quaresma, Tello (64' Quintero), Evandro (54' Rúben Neves), Ricardo, Aboubakar (90' Herrera).
Treinador: Julen Lopetegui.

Ao intervalo: 0-0.
Marcadores: Jackson Martínez (61' pen), Bernard (69' pen).
Disciplina: Bruno Gaspar (60'), Maicon (64'), Tomané (64'), Evandro (68'), Jackson Martínez (69'), Gui (76'), Casemiro (81'), Bernard (90+2').

Um FC Porto que nunca deixou de procurar a vitória, empatou ontem 1-1 com o Vitória de Guimarães. À quarta jornada da Liga, os Dragões perdem os primeiros pontos, mas o triunfo seria merecido pela qualidade e coragem colocadas em campo, sobretudo na 2ª parte. O principal motivo do FC Porto não sair de Guimarães com os 3 pontos foi sem sombra de dúvida devido à equipa de arbitragem que funcionou como mais um naipe de jogadores da equipa da Cidade-berço.
O FC Porto entrou mal na 1ª parte. Ambas as equipas entraram de forma calculista. O FC Porto não conseguiu fazer o seu jogo com variações de flanco e com a bola controlada desde a sua área. Os vimaranenses procuram por todos os meios anular o jogo do FC Porto e este não encontrou forma de se soltar. Na primeira parte, os vimaranenses criaram uma única ocasião de perigo, num pontapé de canto em que Fabiano deveria ter saído ao lance, permitindo que um avançado contrário rematasse com pouca convicção para as mãos do guarda-redes portista. O FC Porto teve uma clara oportunidade por Brahimi que isolado perante Douglas rematou contra o guarda-redes contrário.
Aos 32 minutos, o jogo foi interrompido devido a confrontos entre os adeptos do Vitória de Guimarães e a polícia.
Depois de marcar um golo por Jackson Martínez de penálti a castigar um derrube claro a Brahimi aos 61 minutos, os azuis e brancos viram o adversário chegar à igualdade, aos 69 minutos com a ajuda preciosa da equipa da arbitragem. Daí para a frente, o FC Porto não deixou de carregar sobre o adversário, reforçando um domínio territorial que até aí já tinha sido seu. De resto, a segunda parte focou marcada por Paulo Baptista e equipa de arbitragem. Para além da anulação de um penálti a favor do FC Porto por clara obstrução a Quintero na área adversária; o árbitro auxiliar anulou um golo limpo a Brahimi aos 72 minutos, num fora de jogo inexistente. Num só jogo a equipa de arbitragem tem 3 erros gravíssimos com clara influência no resultado final.
Aos 84 minutos, Jackson chegou ligeiramente atrasado a um cruzamento de Evandro e perdeu a última possibilidade clara de fazer o 2-1. O empate foi mesmo o resultado final, mas o FC Porto mantém a liderança na Liga (dez pontos), a par de Rio Ave, Benfica e Vitória de Guimarães.

DECLARAÇÕES
Lopetegui: “Merecíamos a vitória”


Julen Lopetegui considera que o empate a uma bola entre Vitória de Guimarães e FC Porto foi penalizador para os Dragões. Na óptica do treinador portista, os azuis e brancos foram “claramente superiores” ao seu adversário e criaram as “melhores oportunidades” de golo, mas o fraco desempenho da equipa de arbitragem também contribuiu para o insucesso.

“É difícil marcar um golo válido e não o validarem, e também me parece haver uma grande penalidade sobre o Brahimi que não foi assinalada. Fomos a melhor equipa em campo e criámos oportunidades suficientes para vencer uma boa equipa, que nos soube criar dificuldades. O Vitória de Guimarães não me surpreendeu, mas as melhores oportunidades foram nossas. Os árbitros são humanos e também se equivocam, mas espero que não se equivoquem tanto no futuro. Creio que fomos claramente superiores e que merecíamos a vitória, mas o futebol é mesmo assim”, afirmou Julen Lopetegui após o desafio com os vimaranenses.

Jackson: “Defrontámos uma boa equipa”

​O quinto golo de Jackson Martínez em quatro jornadas não foi suficiente para ajudar o FC Porto a vencer em Guimarães, mas o avançado colombiano, que marcou no seu 100.º jogo oficial de Dragão ao peito, considera que os azuis e brancos defrontaram uma equipa de qualidade, que “trabalhou muito bem”.

“Defrontámos uma boa equipa, que trabalhou muito bem. Sentimos muitas dificuldades e não tivemos muitos espaços para explanar o nosso futebol. Não podemos pensar que há equipas que trabalham menos do que nós e temos de respeitar todos os adversários. Foi pena não termos conseguido conquistar os três pontos. É óbvio que ainda temos coisas para melhorar, mas cada jogo tem uma história diferente. Fiquei feliz por marcar, mas triste por não ter ajudado a minha equipa a vencer”, declarou o capitão portista.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

CARREGA PORTO: PERSISTÊNCIA PARA QUEBRAR O RECORDE

FC PORTO-Moreirense, 3-0

Primeira Liga, 3ª jornada
Domingo, 31 Agosto 2014 - 18:00
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: 35.509

Árbitro: Bruno Esteves (Setúbal).
Assistentes: Rui Teixeira e Mário Dionísio.
4º Árbitro: Iancu Vasilica.

FC PORTO: Fabiano, Danilo, Maicon, Martins Indi, José Ángel, Casemiro, Brahimi, Óliver Torres, Ricardo Quaresma, Jackson Martínez, Adrián López.
Suplentes: Andrés Fernández, Ivan Marcano, Quintero (84' Óliver Torres), Evandro, Herrera (75' Ricardo Quaresma), Ricardo, Rúben Neves (66' Casemiro).
Treinador: Julen Lopetegui.

MOREIRENSE: Marafona, Paulinho, Danielson, Marcelo, André Marques, Filipe Melo, André Simões, João Pedro, Arsénio, Alex, Edivaldo.
Suplentes: Gideão, Anilton, Diogo Cunha, Jorge Monteiro (76' Arsénio), Cardozo (67' Alex), Vítor Gomes (6' Edivaldo), Gerso.
Treinador: Miguel Leal.

Ao intervalo: 0-0.
Marcadores: Óliver Torres (70'), Jackson Martínez (82'), Jackson Martínez (87').
Disciplina: Danielson (6'), André Marques (53'), Marcelo (85').

Depois de uma primeira parte desinspirada, em que faltou velocidade e qualidade na circulação de bola, uma segunda parte a nível francamente superior catapultou o FC Porto para uma vitória contra um aguerrido conjunto do Moreirense, por 3-0, neste domingo. Mantendo a baliza de Fabiano inviolada, o conjunto liderado por Lopetegui bateu mesmo um recorde: os Dragões não sofreram golos nos cinco primeiros jogos da temporada, algo inédito na história do clube, ultrapassando o arranque de Villas-Boas, em 2010/11.

O desafio iniciou-se numa toada lenta, sem que os Dragões conseguissem imprimir uma grande velocidade à circulação de bola. O FC Porto não conseguia encontrar espaços na bem montada muralha da equipa de Moreira de Cónegos e, para além disso, falhava muitos passes em zonas adiantadas do terreno. Entre os 20 e os 30 minutos, os Dragões criaram quatro boas oportunidades para inaugurar o marcador, no que foi o melhor período dos orientados por Lopetegui na primeira parte: Danilo (por duas vezes), José Ángel (após jogada estudada num canto) e Brahimi (que não recebeu um passe de Jackson nas melhores condições) não conseguiram dar o melhor seguimento aos lances.

Foi, no entanto, “sol de pouca dura”: o Moreirense conseguiu voltar a equilibrar a partida, remetendo os Dragões às trocas de bola à saída do seu meio-campo e impedindo que conseguissem chegar com perigo à baliza guardada por Marafona. A primeira metade terminou com um remate de Danilo, por cima.

Ciente de que este resultado não interessava, o FC Porto entrou na segunda metade com vontade de mandar mais no jogo e de colocar mais pressão na defensiva do Moreirense. Aos 52 minutos, Adrián deu “voz” a essa intenção, com um remate por cima da baliza, seguido por uma bola na barra de Jackson Martínez a um canto de Quaresma e de um remate de Danilo no seguimento de um canto (67m). Sentindo que o meio-campo não estava a render o expectável, Lopetegui trocou Casemiro por Rúben Neves e foi ele quem começou a jogada do 1-0: passe longo para Quaresma, que descobriu Brahimi no meio da área e o argelino cruzou para conclusão fácil de Óliver Torres ao segundo poste (70m).

Faltava ainda aparecer Jackson Martínez na partida e o colombiano deixou a sua magia para os últimos 10 minutos do jogo. Aos 82m, aproveitando uma saída em falso do guarda-redes Marafona (lance em que Óliver Torres acaba por sair lesionado), deu o melhor seguimento a um cruzamento de José Ángel , com um cabeceamento que selou o seu 64.º golo ao serviço do FC Porto, no jogo 50 que realizou no Estádio do Dragão. Quintero, aos 86m, ainda falhou um penálti, a castigar falta na área sobre o mesmo Jackson Martínez – mas a noite não ia terminar sem mais um golo: Jackson Martínez aproveitou um passe de Adrián López, aos 87m, para rematar à entrada da área, sem hipóteses para Marafona, sentenciando o 3-0 final.
Com João Moutinho, antigo jogador dos Dragões, a assistir no camarote presidencial, o FC Porto atinge assim uma série de cinco encontros sempre a vencer e sem sofrer golos, ultrapassando o recorde da equipa liderada por André Villas-Boas de 2010/11 e demonstrando que os adeptos portistas podem sonhar com esta equipa.​

DECLARAÇÕES
Lopetegui: “Moreirense obrigou-nos a trabalhar muito”
No final da partida que terminou com a vitória do FC Porto sobre o Moreirense (3-0), Julen Lopetegui definiu a vitória dos azuis e brancos como clara, acrescentando que foi “um jogo muito difícil”, contra uma equipa que “obrigou” o FC Porto a “trabalhar muito”.

O técnico espanhol disse não estar surpreendido com as dificuldades encontradas na primeira metade do jogo, demonstrando várias razões para o sucedido: “Durante os 90 minutos de cada jogo temos de trabalhar, amadurecer, criar e encontrar espaços. Foi um jogo complicado, porque isto é futebol profissional, porque ninguém dá nada a ninguém e tudo o que se passou na segunda parte também foi possível pelo que fizemos na primeira parte”. Lopetegui definiu ainda o jogo com o Moreirense como “muito difícil”: “Não há jogos fáceis no futebol. Tivemos pela frente uma equipa que nos obrigou a trabalhar muito e que defendeu bem. Creio que a vitória foi justa e que merecemos vencer por 3-0”.

Afirmando que a entrada de Rúben Neves adveio de uma necessidade de refrescar o meio-campo, por Casemiro ter feito “quatro jogos em 10 dias” e à vontade de ter um jogador que imprimisse “mais ritmo”, Lopetegui falou de um plantel dos Dragões com várias soluções: “Procuramos soluções diferentes para jogos diferentes. Temos um plantel em que podemos usar vários jogadores, para jogos diferentes, mantendo sempre a mesma matriz. Penso que somos uma equipa muito fácil de definir. Tentamos, sempre, melhorar a nossa resposta ofensiva e defensivamente consoante as situações”.

Lopetegui recusou dar importância à estrutura de capitães do FC Porto - “não estou habituado a muitos capitães: o capitão é o Jackson e ponto final” – e falou da “nota negativa e triste do dia”: a lesão de Óliver Torres, na jogada que deu o 2-0 ao FC Porto. “Esperemos que não esteja demasiado tempo parado. É uma baixa importante que esperamos recuperar o mais rapidamente possível. Tentaremos encontrar soluções numa posição em que estamos um pouco “justos”.”

Jackson Martínez: “Estamos todos de parabéns”
Quatro golos em três jogos. Jackson Martínez continua com a pontaria afinada no campeonato e bisou no triunfo sobre o Moreirense (3-0), o terceiro consecutivo dos Dragões na prova. Eleito o MVP pelos adeptos, o capitão portista divide o prémio pelos companheiros e destaca o mais importante: a conquista dos três pontos.

“Estou feliz pelos golos, mas ainda mais pela vitória. Tivemos uma grande atitude e conquistámos três pontos muito difíceis. O Moreirense é uma equipa muito boa e vai fazer um excelente campeonato. Os prémios individuais são resultado do trabalho colectivo e dedico aos meus companheiros a eleição de MVP neste jogo. Foi uma vitória de todos e estamos todos de parabéns”, afirmou o camisola nove, momentos depois de receber o prémio de jogador mais valioso do desafio com a formação de Moreira de Cónegos.

Adrián López: “O mais importante foi a vitória”
Em estreia absoluta no Estádio do Dragão em termos oficiais, Adrián López assistiu Jackson Martínez para o último golo da tarde. O avançado espanhol salientou a importância e desvalorizou o facto de ainda não ter marcado de azul e branco.

“Queríamos conquistar os três pontos, que eram importantíssimos. Foi um jogo complicado e sentimos muitas dificuldades na primeira parte, mas na segunda melhorámos e conseguimos finalmente fazer golos. Estou feliz por termos conseguido mais uma vitória na minha estreia oficial no Estádio do Dragão. Não fiquei chateado por não marcar, pois o mais importante foi a vitória”, declarou Ádrián López.

José Ángel: “Vitória dedicada aos adeptos”
José Ángel, que cumpriu os primeiros 90 minutos oficiais de Dragão ao peito, sublinhou o ambiente do recinto portista e ofereceu a vitória aos adeptos, incansáveis a empurrar a equipa para a conquista dos três pontos.

“Estou satisfeito pela vitória e creio que fiz uma exibição positiva. Mudámos para melhor na segunda parte e com isso vieram os golos. Foi fantástico jogar no Estádio do Dragão e o mais importante é que conseguimos vencer e dar essa alegria aos nossos adeptos, que nos apoiaram sempre”.
fonte: fcporto.pt

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

CARREGA PORTO: 1,2,3 DIGA LÁ JACKSON OUTRA VEZ

Paços de Ferreira-FC Porto, 0-1

Primeira Liga, 2ª jornada
Sábado, 23 Agosto 2014 - 18:00
Estádio: Capital do Móvel, Paços de Ferreira

Árbitro: Manuel Mota (Braga)
Assistentes: Paulo Vieira e Jorge Oliveira
4º Árbitro: Cosme Machado

PAÇOS FERREIRA: Rafael Defendi, Jailson, Ricardo Ferreira, Ricardo, Hélder Lopes, Seri, Sérgio Oliveira, Minhoca, Manuel José, Cícero, Hurtado.
Suplentes: António Filipe, Flávio Boaventura, Valkenedy, Nélson Pedroso, Vasco Rocha (72' Manuel José), Barnes Osei (30' Hurtado), Rúben Ribeiro (80' Minhoca).
Treinador: Paulo Fonseca.

FC PORTO: Fabiano, Ricardo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro, Casemiro, Rúben Neves, Evandro, Cristian Tello, Jackson Martínez, Adrián López.
Suplentes: Andrés Fernández, Marcano, Brahimi, Quintero (18' Cristian Tello), José Ángel, Herrera (57' Evandro), Óliver Torres (65' Rúben Neves).
Treinador: Julen Lopetegui.

Ao intervalo: 0-1.
Marcadores: Jackson Martínez (40').
Disciplina: Seri (5'), Hélder Lopes (15'), Evandro (23'), Manuel José (36'), Alex Sandro (53'), Ricardo Ferreira (56'), Minhoca (61'), Maicon (64'), Óliver Torres (79'), Sérgio Oliveira (88').


O colombiano Jackson Martínez foi a figura do encontro deste sábado, em que o FC Porto venceu o Paços de Ferreira (1-0), ao marcar o seu terceiro golo em três épocas no estádio dos pacenses, confirmando a segunda vitória consecutiva do FC Porto na Liga 2014/15. Num campo tradicionalmente difícil, os Dragões repetiram o resultado da época passada, exactamente com o mesmo protagonista, num bom presságio para o jogo de terça-feira, com o Lille, da segunda mão do play-off da Champions League (19h45).

Com quatro novidades na equipa inicial face ao encontro em Lille - Ricardo, Evandro, Tello e Adrián López foram titulares por vez de Danilo, Herrera, Brahimi e Óliver -, os Dragões entraram em campo a tentar impor o ritmo de jogo que tem sido marca de Lopetegui: posse de bola e domínio territorial do desafio. Aos 18 minutos, surgiu a primeira contrariedade para os portistas, com Tello a sair lesionado, dando lugar a Quintero. Só à passagem dos 20 minutos é que a formação visitada subiu um pouco mais no terreno, tentando surpreender a defensiva do FC Porto com lançamentos longos que eram resolvidos com tranquilidade.

Na frente, faltava um clique, algo que desse continuidade ao amplo domínio de jogo do FC Porto. E esse clique veio aos 40 minutos, a partir de um alívio a um canto (o 8.º da partida para os Dragões): Alex Sandro recuperou a bola, colocou-a em Quintero que, desmarcado na direita, lançou a bola para Jackson. O capitão, no segundo poste, não desperdiçou a oportunidade e marcou o seu terceiro golo em três jogos no campo do Paços de Ferreira, fazendo o resultado ao intervalo (1-0).

O primeiro remate da segunda parte foi de Casemiro (49m), mantendo-se a toada da partida, com o domínio territorial dos comandados de Julen Lopetegui (a posse de bola, ao intervalo, era de 70%, favorável aos Dragões) e a equipa pacense mais expectante, à espreita de espaços nas costas da defesa portista. No entanto, as duas melhores oportunidades do início da segunda parte foram mesmo dos pacenses: Cícero cabeceou por cima da baliza de Fabiano aos 55m e, cinco minutos depois, foi Hélder Lopes que enviou a bola por cima do travessão.

A entrada de Herrera e Óliver foram a forma engendrada por Lopetegui para evitar males maiores na baliza portista, refrescando o meio-campo e tentando forçar, novamente, o Paços de Ferreira a cerrar fileiras atrás. Herrera rematou aos 70 minutos à figura de Defendi (após grande jogada de Ricardo na direita), numa altura em que o jogo estava mais “partido”, com ambas as equipas a tentar impor mais pressão sobre o portador da bola.

O meio-campo portista passou a ditar as leis e o Paços de Ferreira não criou mais oportunidades de perigo até ao final, apesar de algum ascendente no jogo. O último sinal "mais" na partida até foi do FC Porto, com Quintero, aos 90 minutos, a rematar a bola por cima da baliza de Defendi. O encontro terminou mesmo com a vitória dos portistas por 1-0, na 12.ª vitória em 17 jogos em Paços de Ferreira para a Liga, num jogo em que os Dragões demonstraram a sempre necessária capacidade de sofrimento com que se fazem as equipas vencedoras.


DECLARAÇÕES
Lopetegui: “Vencemos um jogo difícil”

Satisfeito pela segunda vitória consecutiva no campeonato, que é a terceira em outros tantos jogos oficiais, Julen Lopetegui considera que o FC Porto foi melhor nos primeiros 45 minutos, mas sentiu “maiores dificuldades” na segunda. Agora, o técnico basco já aponta baterias para o segundo jogo frente ao Lille, referente à segunda mão do play-off de acesso à UEFA Champions League, agendado para terça-feira, às 19h45, no Estádio do Dragão.

“Fomos superiores na primeira parte, mas demos um passo atrás na segunda e sentimos maiores dificuldades. Soubemos sofrer e vencemos um jogo difícil, frente a uma equipa muito aguerrida e organizada. Foi um jogo muito exigente e a equipa sente-se cansada, pelo que agora o importante é recuperar os jogadores para o próximo jogo, que é já na terça-feira e que todos sabemos ser importante para nós”, afirmou Julen Lopetegui no flash interview que se seguiu ao triunfo sobre o Paços de Ferreira (1-0).

Jackson Martinez destacou importância do triunfo em Paços de Ferreira

Jackson Martínez, o autor do único golo do desafio em Paços de Ferreira, salientou a importância da vitória e voltou a declarar que é feliz de Dragão ao peito. “Sabíamos que íamos sentir dificuldades, depois do que vimos no Benfica-P. Ferreira. Foi um jogo difícil, que se definiu em pequenos detalhes e estamos satisfeitos por termos conquistado uma vitória importante. Apenas prometo dar o máximo em todos os jogos, os golos são consequência do trabalho da equipa, pois eu não os marco sozinho. Fala-se sempre, mas estou concentrado no meu trabalho e no meu clube, que é o FC Porto”.
fonte: fcporto.pt

sábado, 16 de agosto de 2014

CARREGA PORTO: FC PORTO 2-0 MARÍTIMO

FC Porto-Marítimo, 2-0

Primeira Liga, 1ª jornada
6ª feira, 15 Agosto 2014 - 20:00
Estádio: Dragão, Porto
Assistência: 48.036

Árbitro: Carlos Xistra (Castelo Branco).
Assistentes: Nuno Pereira e Jorge Cruz.
4º Árbitro: Tiago Antunes.

FC PORTO: Fabiano, Danilo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro, Rúben Neves, Herrera, Óliver Torres, Brahimi, Quaresma, Jackson Martínez.
Suplentes: Andrés Fernández, Reyes, Casemiro (57' Herrera), Evandro (74' Rúben Neves), Ricardo, Tello (80' Brahimi), Adrián López.
Treinador: Julen Lopetegui.

MARÍTIMO: Salin, João Diogo, Bauer, Danilo Pereira, Dyego Sousa, Edgar Costa, Gégé, Gallo, Fernando Ferreira, Fransérgio, Rúben Ferreira.
Suplentes: Welligton, Ramsteijn, Alex Soares, Weeks (65' Gallo), Kukula (72' Edgar Costa), Briguel, Mazzou (83' Fernando Ferreira).
Treinador: Leonel Pontes.

Ao intervalo: 1-0.
Marcadores: Rúben Neves (11'), Jackson Martínez (90+4').
Disciplina: Gégé (58').

O FC Porto recebeu e venceu esta sexta-feira o Marítimo (2-0), no jogo inaugural da Liga portuguesa 2014/15. Rúben Neves (11m) e Jackson Martínez (90m+4) foram os marcadores de serviço na primeira vitória oficial da época.Um golo do jovem estreante Rúben Neves abriu caminho ao triunfo do FC Porto na sua estreia na edição de 2014/2015 da I Liga de futebol, ao vencer na receção ao Marítimo.
Rúben Neves, que se tornou no titular mais jovem de sempre dos dragões, marcou o primeiro tento da partida logo aos 11 minutos, imitando o "bibota" de ouro Fernando Gomes, que na sua estreia marcou dois golos. Em vantagem no marcador, os azuis e brancos procuraram sem sucesso chegar ao segundo golo.
Aos 94 minutos, no último minuto de compensação, Tello teve uma boa jogada pela meia direita, isola Jackson Martinez que marcou o golo da tranquilidade, estabelendo assim o resultado final que até podia ser mais volumoso não fosse a falta de oportunidades.
Destaques para Rúben Neves e Martins Indi que pode fazer esquecer Mangala. Há ainda muito a melhorar, algumas aresta para limar mas é preciso dar tempo ao tempo. 
Mais que tudo, era importante começar com uma vitória e o objectivo foi cumprido.

DECLARAÇÕES
Lopetegui: “Tivemos personalidade e identidade”
​Julen Lopetegui destacou dois aspectos fundamentais na conferência de imprensa que se seguiu ao triunfo do FC Porto sobre o Marítimo (2-0), na jornada inaugural da Liga portuguesa 2014/15. O treinador dos Dragões considera que a sua equipa teve “personalidade e identidade”, e sublinha que ainda há coisas que precisam de ser melhoradas, algo perfeitamente natural numa fase tão prematura da temporada.

“Sempre que ganhas, ficas satisfeito. Tivemos muitas oportunidades para resolver o jogo mais cedo, mas defrontámos uma equipa muito bem organizada e que nos criou dificuldades. O primeiro jogo nunca é fácil, mas creio que demos uma boa resposta e conseguimos o mais importante, que era vencer”, começou por dizer Julen Lopetegui.

Apesar de liderar um colectivo ainda em construção, o treinador basco considera que a equipa “fez muitas coisas boas”, mas alerta para a necessidade de ser mais eficaz no capítulo da finalização. “Marcámos dois golos em 22 remates, mas poderíamos ter marcado mais. É difícil criar muitas oportunidades de golo e, com o tempo, temos de ser mais eficazes”.

Pedindo “calma e tranquilidade” para com o talento de Rúben Neves, Julen Lopetegui elogiou ainda a moldura humana do Estádio do Dragão: “É maravilhoso ver o nosso estádio cheio e estamos felizes por termos podido dedicar a vitória aos adeptos”.



Jackson: “A chave foi a perseverança”


Em declarações ao Porto Canal após a vitória desta sexta-feira, com o Marítimo (2-0), da 1.ª jornada da Liga, Jackson Martínez, autor do segundo golo dos Dragões, realçou a “paciência” que a equipa demonstrou para atingir os seus objectivos.

O colombiano afirmou estar satisfeito com a vitória: “Foi muito bom trabalho da equipa, pois fizemos tudo o que fomos trabalhando na pré-temporada. Tivemos dificuldades, já que o Marítimo fez um bom jogo e a nossa pressão não saiu sempre bem, mas foi uma boa vitória”. Para Jackson, não há dúvidas sobre o que possibilitou a vitória: “A chave foi a perseverança, a paciência para conseguir desfeitear o Marítimo. Os jogadores que entraram, que estavam frescos, exibiram-se a um nível muito bom. Foi um excelente início perante o nosso público”.

Evitando falar do próximo adversário, o Lille – “neste momento, ainda estamos a pensar no jogo actual” -, o sul-americano não poupou nos elogios ao público presente: “Penso que, para todos os jogadores, a motivação aumenta com o público todo aqui. Quero agradecer a todos pelo apoio, que é algo que precisámos para conseguir dar o nosso melhor em campo, de forma a fazermos o melhor possível nesta campanha”.