segunda-feira, 26 de novembro de 2012

CARREGA PORTO: MAIS ATITUDE DO QUE SORTE

SC Braga-FC Porto, 0-2
Liga portuguesa, décima jornada
25 de Novembro de 2012
Estádio Municipal de Braga
Assistência: 17.251 espectadores

Árbitro: Carlos Xistra (Castelo Branco)
Assistentes: Nuno Pereira e Jorge Cruz
Quarto árbitro: Manuel Mota

SC BRAGA: Beto; Salino, Douglão, Nuno André Coelho e Ismaily; Custódio, Hugo Viana e Rúben Micael; Alan (cap.), Éder e Mossoró
Substituições: Hugo Viana por Rúben Amorim (67m), Rúben Micael por Djamal (86m) e Custódio por Carlão (90m+1)
Não utilizados: Quim, Paulo César, Hélder Barbosa e Elderson
Treinador: José Peseiro

FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, João Moutinho e Lucho (cap.); James, Jackson Martínez e Varela
Substituições: Varela por Atsu (69m), João Moutinho por Defour (80m) e Lucho por Kleber (88m)
Não utilizados: Fabiano, Castro, Miguel Lopes e Abdoulaye
Treinador: Vítor Pereira

Ao intervalo: 0-0
Marcadores: James (90m) e Jackson (90m+3)
Cartões amarelos: Fernando (39m), Custódio (52m), Varela (63m), Ismaily (72m), Salino (87m) e Helton (90m+3)
Cartões vermelhos: nada a assinalar


O FC Porto triunfou pela terceira época consecutiva em Braga, por 2-0, graças a James Rodríguez e Jackson Martínez. Após um início prometedor, os golos só vieram nos minutos finais: enquanto o adversário se preocupou em guardar o empate, os Dragões nunca desistiram de ir em busca da vitória. Com este resultado, os portistas mantêm-se como líderes da Liga.

Talvez se possa dizer que houve uma pontinha de sorte no remate em que James faz o primeiro golo, já que a bola bateu em Douglão e traiu o guarda-redes. Mas a sorte procura-se e dá trabalho, como sublinhou Vítor Pereira, em conferência de imprensa: o colombiano rematou após uma bela troca de bola em que intervieram Fernando (cumpriu o seu 100.º jogo no campeonato pelos Dragões) e Danilo. Jackson ainda confirmou a vitória, com o seu nono golo na prova: é líder dos marcadores, a par de Meyong, do Vitória de Setúbal.

O arranque do FC Porto foi fortíssimo. O SC Braga vinha disposto a aplicar a sua já conhecida pressão alta, mas, logo no seu primeiro ataque, os portistas trocaram a bola a preceito e criaram dois lances de perigo: num canto apontado por James, Otamendi acertou no poste e, na sequência do lance, o defesa argentino voltou a rematar, mas desta vez ao lado, após passe de Lucho. Ao quarto minuto, Jackson teve um bom lance na direita do ataque, que acabou por se perder.

Os primeiros 20 minutos dos portistas foram de alto nível e só a partir daí os locais conseguiram assentar o seu jogo. O primeiro sinal de perigo veio dos pés de Alan, cujo remate foi desviado para canto por Alex Sandro, aos 21. Pouco depois, Mossoró obrigou Helton a “voar”, com um disparo de fora da área.

Até ao intervalo, o jogo manteve-se sempre vivo e intenso, com as equipas a assumirem a iniciativa de forma repartida, mas surgiram poucas situações claras para abrir o marcador. Acabou por ser Lucho a dispor da melhor ocasião, ao rematar por alto, aos 25 minutos, depois de ter sido isolado por James.

A segunda parte foi abordada de forma mais calculista por ambas as formações. O futebol foi menos fluído e os lances de perigo praticamente inexistentes. Porém, o FC Porto foi sempre a equipa mais inconformada com o nulo. Prova disso foi o facto de José Peseiro, treinador do SC Braga, ter trocado um médio ofensivo (Rúben Micael) por outro de cariz defensivo (Djamal).

Os golos surgiriam ao cair do pano: o primeiro por intermédio de James, num remate poderoso à entrada da área; o segundo por Jackson, também de fora da área, de pé esquerdo, após perda de bola de Salino. Beto apenas viu a “bomba” do “Cha-cha-cha” passar. Em resumo, o triunfo foi um prémio para quem teve mais posse de bola, iniciativa e ambição.


DECLARAÇÕES
A união foi o ponto comum das curtas declarações de Vítor Pereira e James Rodríguez logo após a vitória em Braga. Um e outro admitiram que a coesão da equipa ditou o desfecho na "Pedreira", com o treinador a fazer ainda questão de endereçar os parabéns aos jogadores e aos adeptos do FC Porto.

Vítor Pereira
"Foi uma vitória difícil, suada e há que dar os parabéns aos jogadores e os parabéns aos adeptos. A equipa tem carácter, como tem demonstrado sempre, está unida e deu mais uma demonstração cabal disso mesmo. Parabéns aos jogadores, pois são eles que ganham os jogos, por toda a união demonstrada."

James
"Fico muito feliz. Penso que o FC Porto está a jogar para ser campeão. Sabíamos todos que o Braga é uma grande equipa e conseguimos um bom resultado, para podermos continuar a lutar. Estamos bem, estamos a passar um bom momento, mas sabemos que devemos seguir passo a passo e continuar por este caminho. Somos unidos."

fonte: fcporto.pt

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O RABECÃO E O SAPATEIRO

Quanto mais nos dispersamos menos sucesso conseguimos. É uma lei da vida que todos devemos seguir e que a sabedoria popular sintetiza muito bem: “Quem te manda a ti sapateiro tocar rabecão”.

Vem isto a propósito das infelizes declarações do seleccionador nacional Paulo Bento, que parece preocupar-se mais com o FC Porto do que com os adversários que enfrenta no campo.

Da Federação Portuguesa de Futebol e dos seus funcionários, do mais anónimo ao mais relevante, espera-se a defesa do futebol português e dos seus clubes, em especial daqueles que defendem as cores nacionais nas provas internacionais. Estranhamente, porém, Paulo Bento acha que tem a mesma obrigação em relação ao futebol português e aos clubes portugueses que o seu homólogo da Colômbia, ou de qualquer outra selecção. Um absurdo.

Mais do que pelas palavras, as pessoas devem ser julgadas pelos actos e não pode haver conivência maior do que aceitar uma deslocação ao Gabão para realizar um jogo que não servia, como não serviu, para nada. Para quem se diz tão independente, não casa a cara com a careta.

O FC Porto tudo fará para preparar bem os seus jogadores, para que possam contribuir para uma vitória da selecção nacional em Israel, mas infelizmente constatamos que o seleccionador nacional não fez o mesmo, como é sua obrigação.

Estranha a alusão ao seu empresário Jorge Mendes, que não foi tido nem achado no assunto e pensamos que não precisa de ser promovido à custa de quem agencia.

De resto, estas declarações só podem fazer sentido a quem tem perdido visibilidade pelo desempenho da selecção e tenta pôr-se agora em bicos de pés, atacando o presidente do FC Porto para aparecer na primeira página do jornal “A Bola”.

No FC Porto os treinadores servem para treinar e ganhar jogos e, se nos é permitida a ousadia, aconselhamos a federação a seguir esta regra.

Defender o futebol português e os seus clubes não é certamente a reacção inflamada e chantagista do seleccionador, que se diz à espera de apoio vindo dos oito pisos da sede da Federação. No FC Porto, que até já teve uma sede com 16 pisos, a liderança tem um nome, o seu presidente. É assim agora, como foi no passado. Pelos vistos, na FPF não parece ser bem assim, o que ajuda a perceber a dificuldade que o seleccionador tem tido em concentrar-se no que é a sua obrigação, vencer jogos.
fonte: fcporto.pt

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

CARREGA PORTO: VITÓRIA CLARA COM PROBLEMAS DE EXPRESSÃO

FC Porto-Académica, 2-1
Liga, nona jornada
11 de Novembro de 2012
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 31.910 espectadores

Árbitro: Hugo Pacheco (Porto)
Assistentes: João Silva e Pedro Ribeiro
Quarto árbitro: Pedro Maia

FC PORTO: Helton; Danilo, Abdoulaye, Otamendi e Mangala; Defour, João Moutinho e Lucho (cap.); James, Jackson Martínez e Varela
Substituições: Varela por Atsu (63m), João Moutinho por Castro (85m) e James por Kelvin (90m+2)
Não utilizados: Fabiano, Iturbe, Miguel Lopes e Rolando
Treinador: Vítor Pereira

ACADÉMICA: Ricardo; João Dias, João Real, Flávio (cap.) e Nivaldo; Marinho, Makelele e Keita; Cleyton, Cissé e Wilson Eduardo
Substituições: Cleyton por Ogu (63m), Marinho por Ferreira (74m) e Nivaldo por Afonso (74m)
Não utilizados: Peiser, Maguique e Saleiro
Treinador: Pedro Emanuel

Ao intervalo: 0-0
Marcadores: James (50m), João Moutinho (62m) e Wilson Eduardo (79m)
Cartão amarelo: Abdoulaye (75m), Ferreira (78m) e Ogu (83m)


Oito meses depois, o bicampeão voltou a consentir um golo no Dragão em jogos da Liga. Curiosamente, frente ao mesmo adversário que marcara pela última vez no Porto. Mas a proeza, ou a apetência especial, não serviu de muito à Académica. Antes de Wilson Eduardo, marcaram James e João Moutinho. E depois mais ficaram por marcar, numa vitória mais clara do que a expressão do resultado (2-1).

Faltou, sobretudo, intensidade e envolvimento à primeira parte dos Dragões, porque, já então, o ataque, sendo frequente, não era suficientemente rápido para provocar desequilíbrios numa defesa, a da Académica, que depressa mecanizou movimentos de neutralização, encontrando sempre resposta às articulações preferenciais do adversário.

Por duas vezes, Jackson Martínez foi a maior ameaça. Ainda antes de atingida a dezena de minutos, o colombiano errou a direcção do “chapéu” quando Ricardo lhe saiu ao caminho e, pouco depois de ultrapassada a meia-hora, assistido por João Moutinho, preferiu o remate à meia-volta, com James mesmo ao lado e em condições de correr isolado para a baliza.

Obrigado a travar por opção do compatriota, James correria mais tarde, pouco depois do recomeço, movido por um daqueles passes de Lucho a que não se pode dizer não. Dominada a bola e à saída de Ricardo, James escolheu o lado mais difícil e marcou, entre o guarda-redes e o poste mais próximo.

Não passariam muito mais de dez minutos para a bola voltar a entrar na baliza da Académica e, curiosa e sensivelmente, pelo mesmo sítio. Desta vez, com todos os créditos do lance resumidos num único protagonista e num lance inventado e interpretado por João Moutinho: um remate preciso, desferido a mais de 20 metros, para o qual Ricardo voou, indiferente às probabilidades nulas de êxito.

Apesar de imutável, o domínio portista seria pontualmente questionado num remate de Wilson Eduardo, surgido quase do nada, mas a tempo de recuperar dúvidas e interesse com pouco mais de dez minutos para jogar, que, ainda assim, bastaram para o FC Porto repetir exercícios de superioridade, sem acrescentar novos números ou expressão a uma hegemonia que merecia maior capacidade de finalização.


DECLARAÇÕES

Após a vitória por 2-1 frente à Académica, Vítor Pereira fez uma análise serena da partida na sala de imprensa do Estádio do Dragão. Sublinhou a justiça do triunfo portista, que em nenhum momento pareceu em perigo, elogiou os golos de Moutinho e James e admitiu que o desgaste do jogo em Kiev, na terça-feira, impediu os Dragões de aplicar maior intensidade na partida.

Era esta Académica que esperava e que dizia que seria um adversário difícil, após o empate em Kiev?
Sim. Os jogos da Académica que tive oportunidade de ver, com o Atlético de Madrid, ao vivo, mostraram-me uma equipa compacta, bem trabalhada, organizada e que, em termos de transição defensiva, cria dificuldades. Do meu ponto de vista, as duas equipas acusaram um pouco os jogos anteriores, até do ponto de vista emocional. Gostava que a dinâmica e o ritmo tivessem sido maiores. O terreno está pesado, mas estou satisfeito: nos momentos em que não mostrámos tanta qualidade, tivemos espírito de entreajuda e paciência. Na segunda parte, aceleramos e fizemos dois golos. Estou satisfeito com o resultado e a equipa.

Depois de algumas exibições com 90 minutos de nota artística positiva, a equipa voltou a um passado recente e não entrou bem. O que se passou?
É a sua opinião. Do outro lado estava uma equipa organizada, fechada. Já tinha dito que as duas equipas acusaram a exigência e o esforço das competições europeias. Houve mérito da Académica e não houve muitos espaços para a nossa dinâmica. Não sou da sua opinião. Na primeira parte, tivemos a bola quase na totalidade do tempo, mas não conseguimos concretizar. Na segunda parte, tivemos alguns espaços e fizemos dois golos bonitos e tivemos oportunidades que não concretizámos. Tivemos alguns apontamentos de grande qualidade, mas não conseguimos, depois de jogo europeu – que implicou viagens e uma noite perdida – jogar sempre a um alto ritmo. Quem acompanha o fenómeno do futebol sabe que isso não seria possível depois de um jogo na Ucrânia.

A forma como comemorou o golo do João Moutinho tem a ver com algo em particular?
Disse-lhe que ele já merecia este golo, porque tenta tantas vezes fazer aquilo. Fez um excelente jogo, tem de continuar a trabalhar a meia distância e acreditar nele próprio. Vejo-o a trabalhar muito para fazer este tipo de golos e faz bastantes nos treinos. O golo do James também foi de excelente execução, por isso estou satisfeito.

O golo da Académica surgiu contra a corrente do jogo…
Poderíamos ter feito o 3-0 e depois surge uma bola perdida, em que recuperámos como equipa, mas o ressalto caiu nos pés do Wilson Eduardo, que, com a qualidade que tem, fez aquele disparo. Penso que produzimos um bom espectáculo e foi uma vitória justíssima da nossa parte.

fonte: fcporto.pt

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

CARREGA PORTO: ESTORIL 1-2 FC PORTO

Estoril-FC Porto,1-2
Liga, sétima jornada
28 de Outubro de 2012
Estádio António Coimbra da Mota, no Estoril
Assistência: 4.934 espectadores

Árbitro: João Capela (Lisboa)
Assistentes: Ricardo Santos e Pedro Garcia
Quarto árbitro: Luís Reforço

ESTORIL: Vagner; Anderson Luís, Steven Vitória, Bruno Nascimento e Jefferson; Diogo Amado, Gonçalo e Evandro; Carlitos, Licá e Gerso
Substituições: Evandro por Carlos Eduardo (61m), Gerso por Luís Leal (63m) e Diogo Amado por João Paulo (77m)
Não utilizados: Renan, Mano, João Pedro e Hugo Leal
Treinador: Fabiano Pessoa

FC PORTO: Helton; Danilo, Maicon, Otamendi e Mangala; Fernando, João Moutinho e Lucho (cap.); Varela, Jackson Martínez e James
Substituições: Varela por Atsu (72m), James por Rolando (86m) e Lucho por Defour (90m+2)
Não utilizados: Fabiano, Castro, Iturbe e Kelvin
Treinador: Vítor Pereira

Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Steven Vitória (10m), Varela (57m) e Jackson Martínez (61m)
Cartão amarelo: Fernando (69m)


Após longa paragem na Liga para compromissos da Selecção Nacional e Taça de Portugal e moralizados por uma óptima campanha na Champions, o  FC Porto tinha pela frente um jogo difícil, fora, com o Estoril Praia. Uma equipa complicada de derrotar, com bons princípios e bem fundamentados e boas ideias de jogo.
Vítor Pereira manteve o mesmo 11 do último jogo, procurando manter rotinas na equipa e dar dinâmicas fortes desde o apito inicial de forma a não complicar o jogo. Era importante vencer, não só pelas vitórias dos rivais já nesta jornada, mas também por não termos vencido o último jogo na condição de visitante.
Os azuis e brancos começaram bem o jogo com um lance perigoso de Varela logo aos 2 minutos, o qual poderia ter dado outra cara a este encontro. Na sequência de um canto oferecido por Fernando, num lance em que poderia fazer melhor, oferece de bandeja um lance de perigo ao Estoril. Canto batido e golo do Estoril à passagem dos 10’, por Steven Vitória.
Era necessário correr atrás do prejuízo e foi tentando o  FC Porto chegar ao golo desperdiçando algumas oportunidades de golo, nomeadamente Jackson e Otamendi que falha um desvio escandaloso ao 2º poste atirando contra o mesmo. Quando o Porto se conseguia organizar no meio-campo adversário; a organização do Estoril aparecia e com a lentidão na circulação não era possível fazer melhor, arrastando-se o jogo até final da 1ª parte.
Redescobrir espaço era o desafio que se colocava ao campeão e o aumento de velocidade foi a primeira resposta dada perante um adversário para quem atacar se tornara apenas um verbo que há muito deixara de conjugar. A mobilidade do tridente atacante acrescentou o segundo factor decisivo e completou o binómio da solução, que virou o jogo do avesso em quinze minutos.
Aos 57 minutos, Jackson trabalha bem na direita no 1x1 e mais forte cruza ao 2º poste para Varela cabecear para o empate no jogo. Ainda se festejava o primeiro e já o Porto andava perto da baliza de Vagner. Num livre batido para a área por Moutinho, Jackson aparece solto e de cabeça novamente, faz o 1-2 a favor do Porto.
Até final o jogo correu de forma tranquila, com o resultado final feito aos 60 minutos e uma vitória mais que justa e que peca por momentos de pouca qualidade da equipa azul e branca.

DECLARAÇÕES
O treinador Vítor Pereira dedicou a difícil vitória no terreno do Estoril (2-1) a Jorge Nuno Pinto da Costa, por ocasião do seu milésimo encontro no campeonato nacional como presidente dos Dragões. O técnico sublinhou a entrada forte do FC Porto na segunda parte, que permitiu dar a volta a uma situação de “alguma ansiedade”.

Reacção na segunda parte
“Vimo-nos a perder muito cedo no jogo e depois era natural que houvesse uma ou outra oportunidade, mas faltava mais intensidade nas acções defensivas, mais agressividade, pressionar mais alto, ‘apertar’ mais com o Estoril. Foi isso que fizemos na segunda parte.”

Luta contra ansiedade
“A alegria vem fundamentalmente pela forma como o triunfo foi conseguido. Depois de estarmos a perder por 1-0, e sabendo que um golo não chegava, é natural que se tenha gerado alguma ansiedade. Tivemos uma entrada forte na segunda parte, conseguimos dar a volta e depois podíamos ter feito mais golos.”

A corrida do título
“Esta corrida está muito longe de chegar ao fim. Temos de ser consistentes e ir somando pontos para na parte final ver quem tem argumentos para chegar ao titulo.”

Dedicatória especial
“Foi importante chegar aqui e poder dedicar, no jogo 1000, a vitória ao presidente, que já teve tantas conquistas. Este espírito de vencedor, de quem é ambicioso, é-nos transmitido na pessoa do presidente. Não há ninguém que queira ganhar mais do que ele.”

Jackson quer «continuar a marcar»
Também Jackson Martínez, que apontou o segundo tento portista, prestou declarações no final do encontro: “Foi uma vitória muito importante. Pensamos em nós e não nos nossos rivais e queremos fazer o nosso trabalho, independentemente dos outros. Foi um jogo muito difícil, perante uma equipa complicada. Na segunda parte tivemos uma atitude diferente, querendo ganhar. Na primeira parte, não tivemos a eficácia necessária. O mais importante são os três pontos, mas, como goleador, é importante continuar a marcar e a equipa fica mais perto de ganhar”.

domingo, 7 de outubro de 2012

CARREGA PORTO: FC PORTO 2-0 SPORTING

FC Porto-Sporting, 2-0
Liga, 6.ª jornada
7 de Outubro de 2012
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 38.909 espectadores

Árbitro: Jorge Sousa (Porto)
Assistentes: Bertino Miranda e Rui Licínio
Quarto árbitro: Renato Gonçalves

FC PORTO: Helton; Danilo, Maicon, Otamendi e Alex Sandro; Fernando, Lucho e João Moutinho; Varela, Jackson Martínez e James
Substituições: Maicon por Mangala (17m), Varela por Atsu (66m) e Lucho por Defour (75m)
Não utilizados: Fabiano, Castro, Kleber e Kelvin
Treinador: Vítor Pereira

SPORTING: Rui Patrício; Cédric, Boulahrouz, Rojo e Insúa; Cshaars, Elias, Pranjic; Izmailov, van Wolfswinkel e Carrillo
Substituições: Izmailov por Adrien (60m), Rojo por Jeffren (75m) e Elias por Viola (85m)
Não utilizados: Boeck, Xandão, Rinaudo e André Martins
Treinador: Oceano Cruz

Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Jackson Martínez (10m) e James (84m, pen.)
Cartão amarelo: Lucho (24m), James (26m), Schaars (34m), Carrillo (40m), Fernando (40m), Izmailov (51m), Pranjic (65m), Adrien (67m), Rojo (69m e 72m), Boulahrouz (83m), Elias (83m) e van Wolfswinkel (88m)
Cartão vermelho: Rojo (72m)


O FC Porto venceu o clássico. Sem surpresa, com dois golos colombianos e um deles soberbo. O de Jackson, que já é um clássico. Marcou o quinto golo em seis jogos, ajudando a selar a vitória sobre o Sporting e o 60.º encontro consecutivo no Dragão sem derrotas, num registo “ligueiro” com longevidade garantida para lá dos quatro anos.

Sem reservas nem receios, o campeão entrou com tudo, transmitindo a sensação de decalcar, nos ritmos e na estratégia, a exibição com que venceu o Paris Saint-Germain dias antes. A velocidade e a frequência do ataque portista fariam do golo uma questão de tempo, e de resolução simples num lance elaborado.

Ainda o segundo minuto de jogo não tinha chegado a metade quando João Moutinho formulou a primeira ameaça. De longe e num remate preparado por Lucho, que, pouco depois, isolava Jackson Martínez, para o ver permitir a defesa a Rui Patrício. De falta de aviso o Sporting não se podia queixar, embora fosse perfeitamente aceitável que pudesse lamentar-se da intensidade do ataque adversário.

A tal questão de tempo, a que parecia resumir-se o jogo, foi resolvida em dez minutos. E com a classe e distinção de um toque de calcanhar, o direito de Jackson, cuja execução secundariza a delícia da assistência de Danilo. Tudo perfeito e só ao alcance dos melhores executantes. Era o quinto golo de Martínez em seis jogos da Liga, registo que lhe permitia igualar o arranque de Falcao.

A resposta sportinguista fez-se demorar, como que aguardando pela autorização do adversário, que reduzia o ritmo de forma progressiva e reforçava a sugestão de não ter aprendido a lição com erros recentes. Mas o intervalo acabaria por funcionar como um serviço de despertar e, pouco depois dele, Lucho dispunha da oportunidade de ampliar a vantagem desde a marca de penálti, o que não conseguiu por excesso de pontaria. Acertou no poste.

Quase 30 minutos depois, a bola voltaria à mesma marca dos 11 metros. Castigava, então, um derrube de Boulahrouz a Jackson Martínez, já com as duas equipas reduzidas a dez jogadores: o Sporting sem Rojo, expulso aos 72 minutos, e o FC Porto sem Alex Sandro, forçado a abandonar o relvado aos 80, por lesão. James, chamado a transformar, não perdoou, “selando” o jogo, colocando os Dragões a salvo de qualquer surpresa e devolvendo o FC Porto à liderança.


DECLARAÇÕES
Vítor Pereira era, naturalmente, um treinador “satisfeitíssimo” após a vitória por 2-0 frente ao Sporting. Na sala de imprensa, o técnico sublinhou o facto de sentir a equipa coesa e capaz de interpretar os diferentes momentos da partida, quer exibindo algum brilhantismo, quer apelando à organização.

“Depois do jogo de quarta-feira com o Paris Saint-Germain, voltamos a ter uma partida que exigiu da nossa parte consistência do ponto de vista defensivo. Em termos ofensivos, tivemos alguns momentos de qualidade e outros em que apelámos à nossa organização. A equipa revelou isso tudo. Estou satisfeitíssimo com a equipa, a massa associativa e as nossas claques, que bem merecem este triunfo”, afirmou o treinador.

Vítor Pereira admitiu que o FC Porto entrou bem no encontro, mas que depois o Sporting o “dividiu”. “Quando criou uma ou outra situação, revelou-se o guarda-redes de grande nível que temos e que nos garante tranquilidade. Recordo-me de duas situações em que o Helton interveio bem. Depois, na parte final, se tivéssemos definido melhor as situações de finalização que tivemos podíamos ter feito mais dois ou três golos. Mas julgo que isso seria muito penalizador para o Sporting, que se bateu bem, tem qualidade e que nos obrigou a trabalhar muito”, declarou.

A propósito da entrada em campo de Atsu, Vítor Pereira elogiou a exibição do ganês mas também a de Varela, considerando ainda que os lances de grande penalidade e a expulsão de Rojo foram bem avaliados. Para além disso, referiu que preferia continuar a trabalhar com a equipa completa nos próximos dias, o que não será possível face aos compromissos das selecções nacionais.

Evitando comparações com a situação dos azuis e brancos há um ano atrás, Vítor Pereira fez uma análise sucinta. “Sinto a equipa coesa, ligada e isso satisfaz-me. Os triunfos dão-nos confiança, fazem-nos acreditar no trabalho que estamos a fazer e na nossa ideia de jogo. Evidenciámos consistência defensiva, criámos situações, marcámos algumas e deixámos golos por marcar. Queremos crescer como equipa, melhorar a nossa pressão, a capacidade defensiva e a dinâmica ofensiva”.

fonte: fcporto.pt

domingo, 30 de setembro de 2012

CARREGA PORTO: RIO AVE 2-2 FC PORTO

Depois de golear o Beira Mar por 4-0, o FC Porto empatou (2-2) no reduto do Rio Ave.
Um golo do colombiano Jackson Martinez salvou os campeões nacionais da derrota, com um golo aos 90 minutos, depois de Tarantino, com um "bis", aos 79 e 86, dar a volta ao tento inaugural dos portistas, apontado por Miguel Lopes, aos 33 minutos.
Na classificação, o FC Porto passou a contar 11 pontos, os mesmos do Benfica e mais um do que o Sporting de Braga, que sexta-feira venceu por 2-0 em Guimarães.

Este empate em Vila do Conde não é grave. Há empates (e mesmo derrotas) que vêm por bem. Ainda faltam muitos jogos para jogar e eu acredito que o FC Porto dará a volta por cima.