segunda-feira, 29 de outubro de 2012

CARREGA PORTO: ESTORIL 1-2 FC PORTO

Estoril-FC Porto,1-2
Liga, sétima jornada
28 de Outubro de 2012
Estádio António Coimbra da Mota, no Estoril
Assistência: 4.934 espectadores

Árbitro: João Capela (Lisboa)
Assistentes: Ricardo Santos e Pedro Garcia
Quarto árbitro: Luís Reforço

ESTORIL: Vagner; Anderson Luís, Steven Vitória, Bruno Nascimento e Jefferson; Diogo Amado, Gonçalo e Evandro; Carlitos, Licá e Gerso
Substituições: Evandro por Carlos Eduardo (61m), Gerso por Luís Leal (63m) e Diogo Amado por João Paulo (77m)
Não utilizados: Renan, Mano, João Pedro e Hugo Leal
Treinador: Fabiano Pessoa

FC PORTO: Helton; Danilo, Maicon, Otamendi e Mangala; Fernando, João Moutinho e Lucho (cap.); Varela, Jackson Martínez e James
Substituições: Varela por Atsu (72m), James por Rolando (86m) e Lucho por Defour (90m+2)
Não utilizados: Fabiano, Castro, Iturbe e Kelvin
Treinador: Vítor Pereira

Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Steven Vitória (10m), Varela (57m) e Jackson Martínez (61m)
Cartão amarelo: Fernando (69m)


Após longa paragem na Liga para compromissos da Selecção Nacional e Taça de Portugal e moralizados por uma óptima campanha na Champions, o  FC Porto tinha pela frente um jogo difícil, fora, com o Estoril Praia. Uma equipa complicada de derrotar, com bons princípios e bem fundamentados e boas ideias de jogo.
Vítor Pereira manteve o mesmo 11 do último jogo, procurando manter rotinas na equipa e dar dinâmicas fortes desde o apito inicial de forma a não complicar o jogo. Era importante vencer, não só pelas vitórias dos rivais já nesta jornada, mas também por não termos vencido o último jogo na condição de visitante.
Os azuis e brancos começaram bem o jogo com um lance perigoso de Varela logo aos 2 minutos, o qual poderia ter dado outra cara a este encontro. Na sequência de um canto oferecido por Fernando, num lance em que poderia fazer melhor, oferece de bandeja um lance de perigo ao Estoril. Canto batido e golo do Estoril à passagem dos 10’, por Steven Vitória.
Era necessário correr atrás do prejuízo e foi tentando o  FC Porto chegar ao golo desperdiçando algumas oportunidades de golo, nomeadamente Jackson e Otamendi que falha um desvio escandaloso ao 2º poste atirando contra o mesmo. Quando o Porto se conseguia organizar no meio-campo adversário; a organização do Estoril aparecia e com a lentidão na circulação não era possível fazer melhor, arrastando-se o jogo até final da 1ª parte.
Redescobrir espaço era o desafio que se colocava ao campeão e o aumento de velocidade foi a primeira resposta dada perante um adversário para quem atacar se tornara apenas um verbo que há muito deixara de conjugar. A mobilidade do tridente atacante acrescentou o segundo factor decisivo e completou o binómio da solução, que virou o jogo do avesso em quinze minutos.
Aos 57 minutos, Jackson trabalha bem na direita no 1x1 e mais forte cruza ao 2º poste para Varela cabecear para o empate no jogo. Ainda se festejava o primeiro e já o Porto andava perto da baliza de Vagner. Num livre batido para a área por Moutinho, Jackson aparece solto e de cabeça novamente, faz o 1-2 a favor do Porto.
Até final o jogo correu de forma tranquila, com o resultado final feito aos 60 minutos e uma vitória mais que justa e que peca por momentos de pouca qualidade da equipa azul e branca.

DECLARAÇÕES
O treinador Vítor Pereira dedicou a difícil vitória no terreno do Estoril (2-1) a Jorge Nuno Pinto da Costa, por ocasião do seu milésimo encontro no campeonato nacional como presidente dos Dragões. O técnico sublinhou a entrada forte do FC Porto na segunda parte, que permitiu dar a volta a uma situação de “alguma ansiedade”.

Reacção na segunda parte
“Vimo-nos a perder muito cedo no jogo e depois era natural que houvesse uma ou outra oportunidade, mas faltava mais intensidade nas acções defensivas, mais agressividade, pressionar mais alto, ‘apertar’ mais com o Estoril. Foi isso que fizemos na segunda parte.”

Luta contra ansiedade
“A alegria vem fundamentalmente pela forma como o triunfo foi conseguido. Depois de estarmos a perder por 1-0, e sabendo que um golo não chegava, é natural que se tenha gerado alguma ansiedade. Tivemos uma entrada forte na segunda parte, conseguimos dar a volta e depois podíamos ter feito mais golos.”

A corrida do título
“Esta corrida está muito longe de chegar ao fim. Temos de ser consistentes e ir somando pontos para na parte final ver quem tem argumentos para chegar ao titulo.”

Dedicatória especial
“Foi importante chegar aqui e poder dedicar, no jogo 1000, a vitória ao presidente, que já teve tantas conquistas. Este espírito de vencedor, de quem é ambicioso, é-nos transmitido na pessoa do presidente. Não há ninguém que queira ganhar mais do que ele.”

Jackson quer «continuar a marcar»
Também Jackson Martínez, que apontou o segundo tento portista, prestou declarações no final do encontro: “Foi uma vitória muito importante. Pensamos em nós e não nos nossos rivais e queremos fazer o nosso trabalho, independentemente dos outros. Foi um jogo muito difícil, perante uma equipa complicada. Na segunda parte tivemos uma atitude diferente, querendo ganhar. Na primeira parte, não tivemos a eficácia necessária. O mais importante são os três pontos, mas, como goleador, é importante continuar a marcar e a equipa fica mais perto de ganhar”.

domingo, 7 de outubro de 2012

CARREGA PORTO: FC PORTO 2-0 SPORTING

FC Porto-Sporting, 2-0
Liga, 6.ª jornada
7 de Outubro de 2012
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 38.909 espectadores

Árbitro: Jorge Sousa (Porto)
Assistentes: Bertino Miranda e Rui Licínio
Quarto árbitro: Renato Gonçalves

FC PORTO: Helton; Danilo, Maicon, Otamendi e Alex Sandro; Fernando, Lucho e João Moutinho; Varela, Jackson Martínez e James
Substituições: Maicon por Mangala (17m), Varela por Atsu (66m) e Lucho por Defour (75m)
Não utilizados: Fabiano, Castro, Kleber e Kelvin
Treinador: Vítor Pereira

SPORTING: Rui Patrício; Cédric, Boulahrouz, Rojo e Insúa; Cshaars, Elias, Pranjic; Izmailov, van Wolfswinkel e Carrillo
Substituições: Izmailov por Adrien (60m), Rojo por Jeffren (75m) e Elias por Viola (85m)
Não utilizados: Boeck, Xandão, Rinaudo e André Martins
Treinador: Oceano Cruz

Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Jackson Martínez (10m) e James (84m, pen.)
Cartão amarelo: Lucho (24m), James (26m), Schaars (34m), Carrillo (40m), Fernando (40m), Izmailov (51m), Pranjic (65m), Adrien (67m), Rojo (69m e 72m), Boulahrouz (83m), Elias (83m) e van Wolfswinkel (88m)
Cartão vermelho: Rojo (72m)


O FC Porto venceu o clássico. Sem surpresa, com dois golos colombianos e um deles soberbo. O de Jackson, que já é um clássico. Marcou o quinto golo em seis jogos, ajudando a selar a vitória sobre o Sporting e o 60.º encontro consecutivo no Dragão sem derrotas, num registo “ligueiro” com longevidade garantida para lá dos quatro anos.

Sem reservas nem receios, o campeão entrou com tudo, transmitindo a sensação de decalcar, nos ritmos e na estratégia, a exibição com que venceu o Paris Saint-Germain dias antes. A velocidade e a frequência do ataque portista fariam do golo uma questão de tempo, e de resolução simples num lance elaborado.

Ainda o segundo minuto de jogo não tinha chegado a metade quando João Moutinho formulou a primeira ameaça. De longe e num remate preparado por Lucho, que, pouco depois, isolava Jackson Martínez, para o ver permitir a defesa a Rui Patrício. De falta de aviso o Sporting não se podia queixar, embora fosse perfeitamente aceitável que pudesse lamentar-se da intensidade do ataque adversário.

A tal questão de tempo, a que parecia resumir-se o jogo, foi resolvida em dez minutos. E com a classe e distinção de um toque de calcanhar, o direito de Jackson, cuja execução secundariza a delícia da assistência de Danilo. Tudo perfeito e só ao alcance dos melhores executantes. Era o quinto golo de Martínez em seis jogos da Liga, registo que lhe permitia igualar o arranque de Falcao.

A resposta sportinguista fez-se demorar, como que aguardando pela autorização do adversário, que reduzia o ritmo de forma progressiva e reforçava a sugestão de não ter aprendido a lição com erros recentes. Mas o intervalo acabaria por funcionar como um serviço de despertar e, pouco depois dele, Lucho dispunha da oportunidade de ampliar a vantagem desde a marca de penálti, o que não conseguiu por excesso de pontaria. Acertou no poste.

Quase 30 minutos depois, a bola voltaria à mesma marca dos 11 metros. Castigava, então, um derrube de Boulahrouz a Jackson Martínez, já com as duas equipas reduzidas a dez jogadores: o Sporting sem Rojo, expulso aos 72 minutos, e o FC Porto sem Alex Sandro, forçado a abandonar o relvado aos 80, por lesão. James, chamado a transformar, não perdoou, “selando” o jogo, colocando os Dragões a salvo de qualquer surpresa e devolvendo o FC Porto à liderança.


DECLARAÇÕES
Vítor Pereira era, naturalmente, um treinador “satisfeitíssimo” após a vitória por 2-0 frente ao Sporting. Na sala de imprensa, o técnico sublinhou o facto de sentir a equipa coesa e capaz de interpretar os diferentes momentos da partida, quer exibindo algum brilhantismo, quer apelando à organização.

“Depois do jogo de quarta-feira com o Paris Saint-Germain, voltamos a ter uma partida que exigiu da nossa parte consistência do ponto de vista defensivo. Em termos ofensivos, tivemos alguns momentos de qualidade e outros em que apelámos à nossa organização. A equipa revelou isso tudo. Estou satisfeitíssimo com a equipa, a massa associativa e as nossas claques, que bem merecem este triunfo”, afirmou o treinador.

Vítor Pereira admitiu que o FC Porto entrou bem no encontro, mas que depois o Sporting o “dividiu”. “Quando criou uma ou outra situação, revelou-se o guarda-redes de grande nível que temos e que nos garante tranquilidade. Recordo-me de duas situações em que o Helton interveio bem. Depois, na parte final, se tivéssemos definido melhor as situações de finalização que tivemos podíamos ter feito mais dois ou três golos. Mas julgo que isso seria muito penalizador para o Sporting, que se bateu bem, tem qualidade e que nos obrigou a trabalhar muito”, declarou.

A propósito da entrada em campo de Atsu, Vítor Pereira elogiou a exibição do ganês mas também a de Varela, considerando ainda que os lances de grande penalidade e a expulsão de Rojo foram bem avaliados. Para além disso, referiu que preferia continuar a trabalhar com a equipa completa nos próximos dias, o que não será possível face aos compromissos das selecções nacionais.

Evitando comparações com a situação dos azuis e brancos há um ano atrás, Vítor Pereira fez uma análise sucinta. “Sinto a equipa coesa, ligada e isso satisfaz-me. Os triunfos dão-nos confiança, fazem-nos acreditar no trabalho que estamos a fazer e na nossa ideia de jogo. Evidenciámos consistência defensiva, criámos situações, marcámos algumas e deixámos golos por marcar. Queremos crescer como equipa, melhorar a nossa pressão, a capacidade defensiva e a dinâmica ofensiva”.

fonte: fcporto.pt

domingo, 30 de setembro de 2012

CARREGA PORTO: RIO AVE 2-2 FC PORTO

Depois de golear o Beira Mar por 4-0, o FC Porto empatou (2-2) no reduto do Rio Ave.
Um golo do colombiano Jackson Martinez salvou os campeões nacionais da derrota, com um golo aos 90 minutos, depois de Tarantino, com um "bis", aos 79 e 86, dar a volta ao tento inaugural dos portistas, apontado por Miguel Lopes, aos 33 minutos.
Na classificação, o FC Porto passou a contar 11 pontos, os mesmos do Benfica e mais um do que o Sporting de Braga, que sexta-feira venceu por 2-0 em Guimarães.

Este empate em Vila do Conde não é grave. Há empates (e mesmo derrotas) que vêm por bem. Ainda faltam muitos jogos para jogar e eu acredito que o FC Porto dará a volta por cima.

domingo, 23 de setembro de 2012

CARREGA PORTO: FC PORTO 4-0 BEIRA MAR

FC Porto-Beira-Mar, 4-0
Liga portuguesa, quarta jornada
22 de Setembro de 2012
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 28.609 espectadores

Árbitro: Manuel Mota (Braga)
Assistentes: Bruno Trindade e João Loureiro Dias
Quarto árbitro: Manuel Oliveira

FC PORTO: Helton (cap.); Danilo, Maicon, Mangala e Alex Sandro; Defour, João Moutinho e James; Varela, Jackson Martínez e Atsu
Substituições: Atsu por Castro (57m), Varela por Iturbe (63m) e Jackson Martínez por Kleber (74m)
Não utilizados: Fabiano, Miguel Lopes, Abdoulaye e Kelvin
Treinador: Vítor Pereira

BEIRA-MAR: Rui Rego; Nuno Lopes, Hugo (cap.), Bura e Joãozinho; Sasso, Fleurival e Cédric Collet; Rúben, Balboa e Nildo
Substituições: Cédric Collet por Abel Camará (46m), Rúben por André Sousa (63m) e Nildo por Jaime (77m)
Não utilizados: Jonas, Serginho, Saleh e Hélder Lopes
Treinador: Ulisses Morais

Ao intervalo: 2-0
Marcadores: Jackson (32m), Varela (38m), James (47m) e Maicon (71m)
Cartões amarelos: Sasso (81m) e Mangala (83m)
Cartões vermelhos: nada a assinalar


O FC Porto goleou este sábado o Beira-Mar, por 4-0, numa exibição bem conseguida dos Dragões e com um contributo especial de James. O camisola 10 marcou um dos golos e efectuou duas assistências. Com este resultado, os azuis e brancos tornaram-se a equipa mais concretizadora da Liga, somando agora 11 golos.
O FC Porto iniciou o jogo de forma pressionante e aos cinco minutos, já tinha obrigado Rui Rego a três defesas. Primeiro a um cabeceamento de Maicon, logo aos três minutos, e seguiram-se intervenções após um remate de cabeça de Jackson e a recarga à meia-volta de Maicon. O elemento comum a estas situações foi James, que em ambos os casos cobrou o livre para a área aveirense. O colombiano começava desde logo a brilhar.
A bola continuou a rondar a baliza forasteira e aos 15 minutos, surgiu novamente James. O remate de fora da área ainda raspou na trave. Passado o primeiro quarto de hora, o Beira-Mar acertou marcações, conseguiu subir no terreno e até rematar à baliza portista. Os Dragões continuavam porém mais perto do golo, com Jackson, aos 25, a obrigar Rui Rego a uma defesa de recurso.
O 1-0 surgiria pouco depois, num lance de grande espectáculo: James levantou a bola para Jackson, que dominou de peito e rematou. Foi um lance acrobático, em que Rui Rego ficou pregado ao chão. Seis minutos depois, o FC Porto chegou ao 2-0: James esteve novamente na assistência, de cabeça, e Varela rematou cruzado já dentro da grande área, por entre as pernas do guardião aveirense.
Esperava-se alguma r
eacção do Beira-Mar no segundo tempo, mas seria o FC Porto a chegar ao 3-0, logo no recomeço. Num lance em que participaram Defour e Varela, seria James, no coração da área, a desviar para a baliza. Estava dada a machadada final na oposição do rival e Vítor Pereira optou por dar minutos de jogo a Castro, Iturbe e, mais tarde, Kleber.
O 4-0 surgiria da cabeça de Maicon, após pontapé de canto apontado por João Moutinho, aos 71 minutos. Até ao apito final, o FC Porto limitou-se a controlar o encontro, em que se ouviram (e viram) homenagens aos ausentes Lucho González e ao presidente Jorge Nuno Pinto da Costa. De referir ainda a baixa média de idades do “onze” inicial dos Dragões: exactamente 24 anos.

DECLARAÇÕES
A goleada satisfez Vítor Pereira. E a exibição de James também. Mas o treinador do FC Porto já vai adiantando que não está “inclinado” para mexer na consistência do triângulo do meio-campo só para satisfazer aqueles que acreditam que o colombiano rende mais a “10”. Na conferência que sucedeu à vitória sobre o Beira-Mar, o técnico aproveitou também para colocar uma pedra sobre a saída de Hulk.

Mudança de “chip”
“Depois de um jogo europeu, com a exigência da Champions, a transição para o campeonato exige sempre mudança de “chip”, o que acarreta algumas dificuldades. A mensagem que passei foi precisamente com o objectivo de transmitir isso mesmo, porque as decisões de títulos acontecem, por vezes, em jogos como este.”

Satisfeito
“Insistindo, acabámos por encontrar os espaços e fizemos 2-0 na primeira parte. Na segunda, resolvemos o jogo com mais dois golos. Estou satisfeito com o comportamento da equipa.”

Muito talento
“Espero que nas conferências de imprensa não me andem a falar do Hulk por muito mais tempo, apesar de gostar muito dele e de lhe estar agradecido por tudo aquilo que deu ao FC Porto. Ele tem qualidades muito próprias, mas a equipa tem muitos jogadores com talento. Vamos continuar a fazer golos. Hoje fizemos quatro e podíamos ter feito mais um ou outro. Hoje, sem o Hulk, o Otamendi, o Lucho e o Fernando, a equipa acabou por encontrar uma dinâmica muito própria, que resultou numa vitória por 4-0.”

James na ala
“Esta equipa está extremamente rotinada numa dinâmica com um triângulo aberto no meio-campo. O coração de uma equipa é a dinâmica dos três homens do meio. Sinceramente, acredito que o James, dando-lhe a oportunidade de ser poupado aos processos defensivos, pode dar mais à equipa. Temos maior consistência com ele nas alas e confesso que não estou muito inclinado para mexer na qualidade do miolo do FC Porto para satisfazer aqueles que acham que o James renderá mais na posição 10.”


terça-feira, 4 de setembro de 2012

O TARZAN

Rui Gomes da Silva, vice-presidente do Sport Lisboa e Benfica e administrador da SAD, pediu ontem no programa Dia Seguinte, da SIC Notícias, que fosse tornado público o contrato de transferência de Hulk para o Zenit, porque o “presidente do FC Porto tinha dito que não venderia por menos de 50 milhões e afinal vendeu por 40”.

Os 40 milhões líquidos que o FC Porto encaixa correspondem a substancialmente mais, porque aí não estão incluídos os 15% que pertenciam a um investidor, como era conhecido através das contas da Sociedade, os cinco por cento de solidariedade ou a comissão de intermediação.

Mas, por uma questão de reciprocidade, fica o repto ao Benfica para tornar público o contrato de transferência de Witsel, para se saber se foi paga comissão de intermediação, quem paga o mecanismo de solidariedade e quanto pertencia a uma terceira parte, a título de mais-valias.

É também por sucessivos disparates como este que nos corredores da Luz já é conhecido como Rui Gomes da Selva.
fonte: fcporto.pt

domingo, 2 de setembro de 2012

CARREGA PORTO: A REVOLUÇÃO JAMES


Olhanense- FC Porto, 2-3
Liga, 3.ª jornada
1 de Setembro de 2012
Estádio do Algarve, no Porto
Assistência: 9.498 espectadores

Árbitro: João Ferreira (Setúbal)
Assistentes: Luís Ramos e Pais António

OLHANENSE: Ricardo; Luís Filipe, Vasco Fernandes, Maurício e Babanco; Fernando Alexandre e Jander; Invanildo, Rui Duarte e Abdi; Yontcha
Substituições: Yontcha por Targino (55m), Ivanildo por David Silva (67m)
Não utilizados: Bruno Veríssimo, Nuno Reis, Nuno Piloto, Rui Sampaio, Nuno Silva.
Treinador: Sérgio Conceição

FC PORTO: Helton; Danilo, Maicon, Otamendi e Alex Sandro; Lucho, Defour e João Moutinho; Hulk, Jackson Martinez e Atsu.
Substituições: Atsu por James Rodriguez (36m), Lucho por Varela (68m), Defour por Castro (79m).
Não utilizados: Fabiano, Kleber, Miguel Lopes e Mangala.
Treinador: Vítor Pereira

Ao intervalo: 1-1
Marcadores: Abdi (14m), James Rodriguez (43m), Jackson Martinez (49m), Hulk (73m), Targino (86m)
Cartões amarelos: Alex Sandro (15m) Fernando Alexandre (20m), Abdi (27m)


O FC Porto venceu na noite deste sábado o Olhanense por 3-2, num jogo em que os Dragões tiveram longos períodos de bom futebol, mas foram obrigados a virar o resultado, acabando a sofrer perante um adversário que teve o mérito de concretizar as duas oportunidades de que dispôs.

James Rodriguez foi a chave da reviravolta, com o jovem colombiano a marcar o golo do empate e a desmarcar Jackson para o segundo, num jogo em que o nível exibicional da equipa foi bom, com a avalancha ofensiva a render três golos, para além de muitas e muitas jogadas que com um pouco de sorte teriam terminado na rede. Hulk, com um remate à Hulk, marcou o terceiro golo dos Dragões.

O FC Porto entrou a atacar, logo aos três minutos Lucho podia ter marcado, mas o remate saiu à figura do guarda-redes Ricardo. Hulk desenhava uma série de jogadas pela direita, mas na primeira vez em que os algarvios subiram em contra-ataque chegaram à vantagem, com Abdi a concluir com um remate muito colocado uma jogada rápida pela direita.

O FC Porto sentiu o golo, mas depressa voltou a assediar a baliza de Ricardo. Jackson teve uma boa entrada de cabeça aos 21 minutos, após bela solicitação de Defour, mas a bola saiu ao lado.

Era o início de uma longa série de oportunidades, com Otamendi a falhar o empate aos 31, Hulk a acertar na trave um potente remate aos 36, Moutinho a rematar à figura depois de isolado por James, aos 38, até que aos 43 James fez finalmente a bola beijar a rede da baliza olhanense: livre da direita de Moutinho, com Ricardo a sair a soco, com James, bem fora da área, a arrancar um belo remate em arco, restabelecendo a igualdade.

O intervalo serviu apenas para adiar o segundo golo do FC Porto, que surgiu aos 49 minutos, com James a isolar Jackson, que à saída de Ricardo evitou o guarda-redes e atirou a contar.

A ganhar, os Dragões baixaram o ritmo, mas não a ambição de chegar à baliza, com Hulk a ampliar aos 73m, com um grande remate, depois de uma boa iniciativa de Alex Sandro.

O jogo parecia que estava resolvido, mas um contra-ataque rápido permitiu a Rui Duarte isolar Targino, para este reduzir para 3-2. Faltavam quatro minutos, o que fez o Olhanense acreditar, obrigando o FC Porto a sofrer para não correr o risco de deixar fugir qualquer ponto da deslocação ao Algarve.


DECLARAÇÕES
Vítor Pereira era um treinador satisfeito no final do Olhanense-FC Porto, encontro que os Dragões venceram por 3-2. Para o técnico azul e branco, o facto da equipa ter segurado os três pontos apesar da pressão sofrida nos minutos finais é a prova de que o plantel está pronto para novas conquistas. Hulk deseja-as de alma e coração.

Vítor Pereira

“Gostei de praticamente todo o jogo, à excepção dos dois minutos finais. Com o segundo golo, os jogadores do Olhanense acreditaram, cresceram e nós ficamos intranquilos e sentimos dificuldades. Não conseguimos ter a bola, segurar, agir bem, circular, e passamos por algumas dificuldades nos momentos finais. Mas é nas dificuldades que se vêem os campeões e hoje mostramos, mais uma vez, que mesmo a perder, conseguimos dar a volta e vencer.”

“Começámos a perder, mas virámos para 3-1 com muita qualidade e com união, num campo extremamente difícil. Lembro que no ano passado perdemos dois pontos com este Olhanense. Estou satisfeito com o resultado desta noite e, como disse, com a maior parte do tempo de jogo, à excepção dos minutos finais, que temos de rever, reflectir e corrigir.”

“A entrada do James? A partir do momento em que o Olhanense está em vantagem não existe espaço ou profundidade e é preciso um jogador diferente. O Atsu precisa e gosta de espaço para explorar o seu jogo rápido, de velocidade. James é um jogador mais de toque e decisão. Entre linhas, faz a diferença. Entrou muito bem no jogo e trouxe-nos essa qualidade em termos de posse de bola, que, juntamente com os colegas, permitiu virar o resultado.”

“Estamos muito satisfeitos por ter cá Hulk e Moutinho. Se a equipa não estivesse totalmente focada no jogo, de corpo e alma, não conseguia fazer isto, dar a volta ao resultado e garantir a vitória naqueles minutos finais. Fizemos o nosso trajecto e ganhámos com justiça, mas ainda é muito cedo para o 1.º lugar significar alguma coisa.”

Hulk

“Estamos felizes por este resultado positivo. Sabíamos que íamos ter dificuldades aqui, até pelo que aconteceu no ano passado. Tínhamos de entrar concentrados. Entramos a perder, mas a equipa não desistiu e conseguiu dar a volta. Sofremos um pouco no final, mas faz parte. O mister está de fora e vê o jogo de forma diferente; ao intervalo explicou-nos o que estavamos a fazer de errado, nós escutamos os conselhos e conseguimos virar o jogo. Todos os jogos são importantes e para sermos campeões não podemos perder pontos em jogos difíceis como este.”

“Como todos sabem, tenho mais quatro anos de contrato com o FC Porto. Estou bem, sou bicampeão nacional e espero ser tricampeão. Se ficasse desiludido por não ter saído, não tinha vindo para o jogo... Estou feliz, estou num grande clube da Europa e quero ganhar mais títulos com o FC Porto.”

fonte: fcporto.pt